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domingo, 31 de janeiro de 2010

Novo Livro


Tem mais uma que vou usar o meu blog. Para vender livros para fazer fundo de campanha.  Tenho aí alguns livros no rascunho.  Vou colocar parágrafos dele na NET e vocês vão ler e avaliar. Depois mando pra gráfica. O dinheiro no tempo e na forma certas devem cair nas contas do partido ou em contas oficiais de campanhas. Não é ainda a hora. Estou aguardando as resoluções. Vou sair por aí. Por esta janela nova para fazer uma campanha exuta, bem feita, moderna com uma cara bem legal - A NOVA FORMA DE FAZER CAMPANHA. Vocês vão ver. Eu não dispenso um comício. De jeito nenhum. Nem também alguns foguetes.  José Feliciano ex-governador de Goiás dizia não há campanha sem foguete e sem comício. Eu peguei esta fé do foguetório, irrita um pouco, mas bate fundo no coco da cabeça do eleitor. É um estouro e vai se limbrar de mim.  Muita coisa eu ainda estou inventando para por na correnteza desta campanha.  Nem vou dar bolas para os adversários, vou rolar as minhas estratégias como minha guerra de guerrilha, daquelas que praticadas no Xambioá(A guerrilha do Araguaia).

Eu quero que você me pergunte alguma coisa!


Gente! para falar a verdade acho o blog um tremendo saco.  Eu mesmo que escrevo estes "posts", sei lá se alguém tira um raio de dois minutos para ler o que escrevo. Não quero mais ser o bom da boca.  Nao quero mesmo.  O que desejo de agora em diante, é coisa bem mais simples - Você me pergunta e eu respondo.  Sobre política, saúde, educação, corrupção, sacagem. E coisa séria do tipo agricultura, peixe, floresta, rios, livros, escolas, futuro de rondônia, educação, como fazer para mexer com a educação. E aí sim você manda um e-mail e eu respondo pelo blog. Pelo MSN.  Portal ou coisa e tal.  Como a juventude é que mais está antenada na Internet gostaria que a moçada mexesse comigo. Porque sou pré-candidato a Governador. E sabe como é que é - eu preciso me esquentar. Fazer alguns testes meio chocantes com o povo. Estou aí meus amigos. O que souber eu digo. Se nao souber digo que não sei.  Está bem?

O Bando do Povo de Ariquemes X Banco da Amazônia



Dr. Confúcio,


Estivemos participando nos dias 25 e 26 deste mês na cidade do Rio de Janeiro, do IV seminário nacional de microcrédito, evento realizado pelo ministério do trabalho e emprego representando o Banco do Povo de Ariquemes, onde cotou com a presença do Ministro do Trabalho e Emprego Sr. Carlos Lupi, na ocasião nos reunimos com os Senhores Guilerme Montoro e Angelo Fuchs, chefes do departamento de economia solidária do BNDES, que disponibilizou até um milhão de real para o Banco do Povo de Ariquemes, para serem aplicados no microcrédito em nossa região, já que o BNDES não tem nenhuma operação na região norte na área do microcrédito e por isso querem que sejamos os primeiros a receber os recursos. Estou providenciando a elaboração do projeto de aplicação conforme solicitação do BNDES para que possamos receber o mais rápido possível os recursos disponibilizados.
Aproveitando a ocasião venho lhe informar que o resultado do Banco do
Povo em 2009 foi positivo, obtivemos um lucro de aproximadamente 12%, os
relatórios com todos os dados já estão prontos e lhe entregarei assim que o senhor retornar a Ariquemes.
Com relação ao BASA fiquei triste pela falta de interesse deles em aplicar recursos no microcrédito em nossa região, sendo o BASA um banco de desenvolvimento regional eles deveriam seguir o exemplo do Banco do Nordeste, que tem um programa de microcrédito que é referencia nacional e internacional onde já receberam vários prêmios, é chamado CREDIAMIGO, eles já estão atendendo até parte do sudeste, no Rio de Janeiro com o apoio da prefeitura estão fazendo empréstimos nas favelas em parceria com a ONG Viva Rio. É uma pena que um banco como o BASA não tenha compromisso com os pobres da nossa região por conta de pessoas que não estão a fim de trabalhar já que dinheiro eles tem e muito.

Atenciosamente,

Arnaldo Campos

A Psicologia, a Assistência Social e a Terapia Ocupacional na Escola

Parece luxo. Extravagância colocar-se a disposição das escolas psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Mas, não é.  Está precisando. A atual relação professores e alunos nas escolas está cada vez mais difícil.  A violência preocupa o Brasil inteiro, não a violência de fora, mas, a violência interna nas escolas. As dificuldades de relacionamentos, as brigas, as incivilidades, a desobediência. A causa está dentro e fora da escola. Grande parte na família. Na própria sociedade. Na falta de políticas sustentáveis para a juventude. Os guetos sociais de negros excluídos. De pobres nas periferias das cidades. Vai se criando na comunhão um caldeirão de confrontos de todas as naturezas.  Reuni com a equipe da Secretaria de Educação no dia 29 de dezembro e combinamos que contrataríamos psicopedagogos e psicólogos que ficariam a disposição das escolas. E também assistentes sociais para integrar a nova equipe dirigente das escolas municipais de Ariquemes.  Com estes profissionais, a política da cultura da paz, a escola aberta para a comunidade, a boa gestão do diretor, a eficiente ação da supervisão e coordenação escolar, a preparação do professor no chão da escola.  Práticas singelas. Antigas.  Que todo mundo sabe fazer. Mas, se colocadas em prática e avaliadas corretamente darão, com certeza, imenso resultado social.  Aqui, por este post mando uma ordem de serviço para o Secretário de Planejamento da Prefeitura, para providenciar a contratação emergencial e o conseqüente concurso público destes profissionais – três novos psicólogos, dois psipedagogos e três assistentes sociais que ficarão no Centro de Reabilitação a disposição integral das Escolas. Que juntas aos profissionais existentes comporão um corpo técnico especial. Uma força tarefa.  Que o concurso seja altamente exigente no edital, pra se ter profissionais de notório conhecimento. 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

PMDB de Porto Velho


Ontem, participei de extraordinária reunião do Diretório Municipal do PMDB de Porto Velho. Auditório da Biblioteca Francisco Meireles completamente lotada. Gente em pé. O Senador Raupp falou da sua viagem à China. Disse da grandeza daquele país em extensão, população e desenvolvimento. Admirou-se com investimentos em ferrovias. E que a China deve ser o país mais desenvolvimento do mundo nos próximos vinte anos. No mais foi a manifestação de apoio da militância, as palavras do Presidente Abelardinho, sempre amável e da Maria Rita. Esta nem sei como teve forças para a reunião, saiu de um infarto do miocárdio há poucos dias. Zequinha Araújo e Ramiro Negreiros nossos vereadores também se expressaram muito bem. Foi uma noite de abraços. Estava por lá o velho guerreiro Dionísio Schokner, descedente dos barbadianos que vieram construir a Estrada de Ferro Madeira - Mamoré. E que mais tarde trabalhou como maquinista, no percurso Guajará à Porto Velho. Dionísio é figura lendária em Porto Velho, queridissimo e respeitado. Tem a cara do PMDB. Nem falo do Pedro Strutus, Abelardo Townes de Castro, Magalhães, Pedraça, Marinho Melo e muitos tantos. Obrigado meus companheiros. Confesso que gostei.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Crise Hipertensiva




O Presidente Lula foi tirado do avião para o hospital. Motivo - crise hipertensiva.  A hipertensão arterial é doença silenciosa. Ela fica por dentro, a pessoa vai levando a vida, continua o mesmo, comendo de tudo, bebendo cerveja, comendo torresmo, pondo sal na comida, barriga crescendo, nem saber de caminhada ou corrida.  Aquela vidinha boa. Além disto com a vida corrida, o transito louco, as confusões em casa, daí a pouco o estalo - a dor de cabeça, o derrame, o mal estar e aí a vida fica por um fio.  Com o Presidente Lula além de tudo que foi dito, tem o estresse do cargo. A agenda extasiante.  Deu no que deu. Foi só um aviso.  Cuidado! Quem tem pressão alta deve tomar remédio a vida toda. Emagrecer. Abolir o sal.  Ou reduzi-lo. O sal retém agua no corpo. Por isso que ao comer salgado se toma muita água. As consequências são AVC - acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e outras consequências. Depois do derrame a vida nunca será a mesma. Vale a pena prevenir. Cuidar mesmo.



Catadores de Lixo




Tem muita gente que vive do lixo.  Separando lixo no lixão.  Outros na rua. Mais do que lógico no meio do lixo tem materiais importantes. A meta de Ariquemes é buscar todos aqueles que vivem neste trabalho. Por enquanto, ainda desorganizados. Para que mais tarde possam ser organizados em cooperativas. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente é a responsável por este serviço. Identificar as pessoas. Aproximar deles, buscar confiança recíproca. Treiná-los para que aceitem a profissão com dignidade. A Cooperativo pode trabalhar dentro do aterro. E também fazendo serviços de coleta seletiva na cidade. Eles devem usar equipamentos de segurança no trabalho. Uniformes. O aterro sanitário de Ariquemes é exemplar. Ainda está em obras. Tem algumas células prontas. A Prefeitura está adquirindo todos os equipamentos. Os catadores de lixo são importantes neste processo de deixar a cidade limpa e a destinação dos nossos resíduos serem adequadamente processados.

Aterro Sanitário


O lixo nosso de cada dia. Cada pessoa produz o seu lixo. E o seu lixo tem a sua cara. Porque cada um dispensa ao lixo um pouco da sua personalidade. Porque lixo é lixo. Não é igual.  Jogar o lixo por cima do muro. Rolar o lixo para o canto do  quintal. O lixo jogado na rua.  O lixo fora da lixeira. O lixo fora de hora à porta da casa. O lixo recheado de desperdídio. Porque pouca gente ajuda a limpar a cidade. Termina que a cidade se não for varrida vira lixão. É tanto plástico, ponta de cigarro, papel, papel, latas e comidas na rua. Tudo isto pode ser reciclado. E dar emprego para muita gente.  Ouvi escrito que lixo é luxo. Separado direitinho pode ser reaproveitado. Tem muita gente que cata latinha na rua. Perto de bares e nas festas. Outros separam ferro, cobre e aluminio. Depois pesa e vende. Ariquemes produz 70 toneladas de lixo por dia.  Breve tudo irá para o aterro sanitário. Grande parte é matéria orgânica. Haverá grande produção de gases, como o metano. O metano pode se transformar em energia que produzirá luz e força para o próprio aterro. Muita coisa está à nossa frente para ser feita. E deve ser feita. O nosso aterro fica pronto no final deste ano. O mais difícil é a gestão dele. Com competência. Aterro mal gerido é um lixão melhorado.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Banco da Amazônia está na contramão da história


Uma das teses do comunismo, na sua fase de implantação era esta máxima: "QUAL A DIFERENÇA ENTRE FUNDAR E ASSALTAR UM BANCO - SE AMBOS SÃO FEITOS PARA LESAR O BEM COMUM?".
Eu gostaria que o BASA - um banco de desenvolvimento regional não seguisse este princípio extremamente capitalista. Recebi ontem, da Gerente Executiva - GEMAF Sra. Cristina Ferreira Alves Lopes, ofício nº 2010de 15 de janeiro deste ano, negando o credenciamento do Banco do Povo de Ariquemes, para participar do Programa Amazônia Florescer - de microcrédito. "O BASA DECIDIU LIMITAR, TEMPORARIAMENTE, A EXPANSÃO DO PROGRAMA A. FLORESCER".
O que é isto companheira?
Pelo que sei só há um ou dois municípios no Pará com o Programa. Que vergonha o BASA negar a uma instituição popular de economia solidária o seu credenciamento? Mahammad Yunus ganhou prêmio Nobel da Paz pela economia solidária. E o Basa não.  Não. Ao invés, Cristina, de limitar você poderia era aumentar. Porque a Amazônia é o berço da exclusão. Um banco de desenvolvimento voltado para os pobres seria o máximo. Eu não vou engolir esta, minha senhora, não vou mesmo.
Espero que este comentária lhe chegue as mãos. Eu estou morrendo de vergonha. BASA até quando o seu dinheiro voltará ao Tesouro Nacional por falta de iniciativa de emprestá-lo a quem dele necessita?

Economia Solidária


O Leonardo Sidon escreveu email pra mim falando do seu desejo de promover a ECONOMIA SOLIDÁRIA na Casa Brasil. Com os jovens. Isto pra mim é muito. Demais. Um jovem da nossa cidade pensar tão alto. E nobre. Sempre gostei do assunto. Quando Deputado trouxe para Ariquemes dinheiro federal para o PROJETO PRODUZIR.  Treinamento de assentados da reforma agrária para o trabalho democrático e organizado. Agora, como Prefeito - dois projetos - O PROSSEGURAR, com a mesma filosofia do anterior. Todos eles vieram da mesma fonte - TÉCNICA DE PREPARAÇÃO MASSIVA de autoria do Professor Clodomir Santos de Moraes. Até a nossa Guarda Municipal foi capacitada com esta técnica. A teoria da organização. O princípio básico é autogestão. A cooperação. Trabalho em grupo. Conhecimento continuado. Preferencialmente, como se tivesse uma incubação de uma empresa.  Além do mais é um poderoso instrumento de inclusão social. Nada de dar e dar. Não. As pessoas devem aprender a cuidarem de si mesmas. Por isso, acho que o cooperativismo, empreendedorismo, meio ambiente, educação ambiental devem entrar na disciplina de geografia. Uma geografia moderna. Há milhares de exemplos de boas práticas solidárias no Brasil. O PROVE ARIQUEMES E O BANCO DO POVO são exemplos maravilhosos. ARIQUEMES sai na frente.

ENERGIA SOLAR


Hoje, especialmente com a palavra o leitor Leonardo Santiago Sidon da Rocha:

Olá Dr. Confúcio. Bem, escrevo pra partilhar uma angustia ou uma vontade, não sei ao certo.

Estou pesquisando sobre energia solar pra elaborar projeto pra implantar na igreja católica, a qual faço parte e pra a Casa Brasil também, no intúito de torná-la a primeira unidade ecologicamente correta nessa região. Rondônia e Acre (informação que estou confirmando).

Pra isso ser 100% real, estou pensando também quanto a reutilização de papel. E pensei no quanto as secretarias gastam de papel mensalmente. Então cheguei ao problema:

Primeiro - Seria possível estar pensando na proposta de implantar energia solar no prédio da prefeitura? Quando de economia isso iria gerar fico imaginando e o que poderia ser feito com esse recurso que seria poupado. Penso muito em investimento de projetos educacionais, sociais e culturais que a nossa cidade necessita muito.

Outra questão é, tentar densenvolver um trabalho na casa brasil dentro de uma perspectiva de economia solidária. Assim sendo, pensei em articular as secretarias pra estocarem os papeis inutilizados e enviar pra Casa Brasil pra trabalhar oficinas de reciclagem e pensei como forma de divulgar esse trabalho e fazer essa economia solidária acontecer, fomentar uma feira solidária. Ai achei que poderia ser possível realiza-la todos os domingos em uma das praças que temos em ariquemes e que poderiam ser locais de encontro pras juventudes, com alternativas saudáveis, onde essa feira solidária estaria acontecendo. Sem contar a articulação possível de enventos culturais, apresentação de bandas de louvor de diversas igrejas, ai necessitariamos de uma estrutura pra isso.

Gostaria de sua opinião e se positiva, como eu poderia estar articulando as secretarias pra pensar a reutilização dos papeis?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Apagão Sanitário




Esgoto sanitário  e água encanada são desafios para o Brasil. Raras são as cidades brasileiras que tem esgoto sanitário em todas as casas. Parece produto de luxo. Na maioria tudo escorre a céu aberto. Quando muito para fossas negras e sépticas. E tudo se mistura por baixo da terra. Até a saturação. Contamina rios. Ariquemes não tem esgoto. O contracenso é que tem muito dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Cerca de 250 bilhões de reais. É isto mesmo. Ninguém pede emprestado. Só para financiamentos há 150 bilhões. As Prefeituras estão  impedidas de pegar este dinheiro emprestado. Só para a iniciativa privada. Qual a maior dívida que um Prefeito tem com o povo? Não oferecer esgoto e água. O Brasil tem um apagão sanitário. Até quando seremos tão primitivos? Quando virá um PAC só para esgoto e água? Sem esgoto e água para todos jamais teremos uma saúde com direito de todos.


O atletismo na cidade ou na escola


O que se tem que fazer é diversificar um pouco. O futebol no Brasil é absoluto.  No entanto, os professores de educação física devem, como também as Prefeituras e Estado, a selecionarem jovens e meninos que tenham aptidões naturais para determinadas práticas olímpicas.  O grupo da corrida. Outro para vôlei e basquetebol. Salto. Natação e todos os demais. A iniciação esportiva é necessárioa para as crianças. Como se vê não são práticas caras e dispendiosas. O básico não tem como faltar. Cuba é um exemplo típico. Um país considerado pobre, mas, que não se descuida dos seus jovens. E não fazem feio nas olimpiadas e campeonatos em diversas categorias. Não tem como vencer a preferência pelo futebol. Mas, está na hora de começar uma nova etapa em Rondônia e no Brasil. Rondônia tem tudo para ser diferente e especial, basta destinar recursos no orçamento e fortes parcerias com a iniciativa privada, incentivos fiscais para captação  de dinheiro para investimento na juventude, especialmente no atletismo.


domingo, 24 de janeiro de 2010

ROSEMEIRE - QUEM DIRIA?


Lá pelas muitas andanças, de vida peregrina, de Deputado Federal tupiniquim, dez anos atrás achei uma menina escanteiada numa sala de aula. Era a Rosemeire. Tinha dez anos de idade. Primeira série.  Sempre vivia fora dos grupos de colegas pela deformidade labial extravagante. Nasceu assim. Com lábio leporino ou fenda palatina. Arrumei jeito e mandei-a com o pai para Bauru. Não a vi mais. Ontem, dia 23 dei com ela no Travessão 8, Theobroma, debaixo de chuva duradoura. Agora totalmente outra. Vinte anos, faz o segundo grau e com o rosto arrumado graças a quatro cirurgias plásticas reparadoras. E o pai Jorge também emocionado me abraçou. Estes reencontros  testam a minha própria resistência. E me bate tão forte no coração. E tenho que me segurar para não ir às lágrimas profusas. Porque a vida é feita destes momentos. Ao fim se pode concluir que a vida é cada momento. E este aqui e agora é tão importante quanto o primeiro que tive com Rosimeire. Quando era menina. Agora mulher feita.  Ainda mora no mesmo lugar. Todo dia pega a foice e ajuda o pai a limpar os pastos. Puxa água  do igarapé. Mexe pela cozinha. E lava roupa da casa inteira. Não tem mais vergonha de si mesma. E nem se esconde dos colegas. Está pensando em fazer faculdade. Só acha difícil.  Como difícil Rosemeire, se você já matou vários ursos no seu caminho? A faculdade será mais um obstáculo que será vencido. O meu fervoroso abraço minha querida amiga.

TOTA - ESTOU AQUI DE REGRESSO


Há doze anos tive aqui. Beira do Rio Jaru. Comunidade Padre Adolpho Rholl. Vereador Erasmo Vizilato e Vicente Moura montados em burros. Eu a pé. Caminhada nunca me fez mal.  Atravessei o rio à vau. Água ao peito. Eles de estribos levantados e pés sobre as crinas dos animais. A comunidade de seringueiros ilhadas da civilização. A não ser por canoa subindo o Rio Jaru.  Chegamos, enfim, à casa do Seu Tota. Nao sei do nome de batismo, também, não faz nenhuma falta. Seu Manoel, o mais velho, curtia a solidão há 35 anos. Agora, aos 84 anos já não coordena o pensamento. Chora sem motivos. De vez em quando alinha-se à lógica. Ali bem conformado com o silêncio e o canto dos aves. O peixe farto. A roça de cacau. Uma moita de café. A sala da casa do Tota estava entulhada de sacarias de arroz em casca. Esperando por um dia subir o rio para vender. Não havia estrada. Nem se falava em escola. Nem luz elétrica. Voltei. A neném que estava ao colo agora está lá na cozinha ajudando a avó fazer o almoço. A estrada chega dentro de casa. A luz elétrica também. A casa é nova. Tem a suíte do casal. O rio está cheio. A água lambe a cerca. Veem-se os peixes darem pernadas na superfície. Tota parece que não mudou nada. A mulher com sorriso imenso. Casa cheia de netos. Os filhos todos por perto. Dividindo-se em afazes comuns. O quintal permanece inalterado. A roça de cacau ainda resiste a peste. O cafezal  ainda produz à forceps. E eu estou aqui, agora, doze anos mais velho. Emocionado com tudo. Era o eu queria. Como Deputado Federal levar vida digna para povos isolados. Aqui está o meu sentimento verdadeiro, do dever cumprido.E a emoção de abraçar estes bravissimos brasileiros.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A MONOCULTURA DO LEITE




Vou rodando por Rondônia e olhando a sua paisagem. Assim como nas viagens pelo Estado de São Paulo vê-se paisagem também monótona.  Aqui é o pasto e o gado de leite e corte. Lá é o canavial sem fim. O tempo vai passando e leis, mesmo aquelas antigas, tidas e não cumpridas estão saindo da gaveta devagarinho. E vão nos apertando severamente, como as leis ambientais. A Força Nacional, Polícia Federal batem pelo Estado de Rondônia cumprindo determinações judiciais  contra madeireiros, toreiros e todos aqueles que supostamente causam danos ambientais. O cerco sobre a Amazônia está em ação.  Por terra e pelo ar. Como o monitoramento por satélite e por aviões do SIVAM.  Muito bem. E agora?  Só tem um caminho - o enquadramento no dispositivo da lei. Mais nada.  Resisitir - quem há-de? Chegou a hora do rondoniense, diante da força, mudar o pensamento. O homem muda de acordo com a necessidade. Sem dúvida teremos que nos modernizar.  Diversificar as atividades agrícolas e com uma visão de convivência harmoniosa com  as leis ambientais. A palavra é modernizar. Jogar conhecimento e tecnologia na agricultura. Plantar o que se pode vender. Café com  adubo e irrigação. Cacau é maravilhoso com tecnologia e manejo corretos. O leite com vacas mais produtivas e pasto rotacionado e corrigido o solo. A fruticultura com devoção. Cuidar da árvore com se fosse um membro da família. Um pé de cacau como se fosse um filho. Um bananal  como se fosse o amor do seu coração.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

TURISMO


Até no deserto se pode fazer turismo.  Quanto mais aqui que se tem uma diversidade tão grande. E que tudo está ainda por vir.  Por ser. Ainda não se mediu por aqui a importância do turismo na economia. E tem tanta coisa para se mostrar. Rondônia é um Estado meio tudo. Tem a parte Amazônica bem fechada com florestas e rios imensos. Mas, a vegetação vai mudando na direção do Mato Grosso. Quando se inclina para a Serra dos Pacaas a floresta densa muda por uma sevana fechada. Este choque de geografia e vegetação dá lugar para viver uma imensidão de aves e bichos. Alguns deles só existentes por aqui. Rondônia pode ser interessante para o turismo científico botânico e zoológico. Para as belas paisagens. O turismo rural com potencial imenso. Para as aventuras como a possível caça do búfalo selvagem na Fazenda Pau D'Olho. O Vale do Guaporé inteiro. Os imensos lagos. As etnias variadas do índio ao descendente de alemão. Agora mesmo os hotéis estão cheios em Porto Velho. É o turismo de negócios. As compras em Guajará-Mirim. Muita coisa mais. A grandiosa função de um Governo é não atrapalhar a iniciativa privada. Diagnosticar os petenciais. Incentivar. Promover e divulgar. A foto é do encontro das águas dos Rios Mamoré e Pakaas no Município de Guajará Mirim, na margem próxima está o Pakaas Floresta Hotel.

COMBATE A VIOLENCIA II


Sempre houve violência. Caim matou Abel quando tudo ainda era paraíso. Ou perto dele. E lá vem a violência rolando no tempo. Até hoje.  Mas, pode-se frear o ímpeto maldoso do homem.  Os exemplas clássicos estão aí sempre citados. Nova York e Colômbia.  E agora recentemente no Espírito Santo, São Paulo e  Rio de Janeiro. Há uma concepção de políticas públicas voltadas para a segurança do povo. Cada um está experimentando uma estratégia de ação. A base de tudo é a certeza da punição. Combate a miséria. E educação. No curto prazo é polícia na rua e serviço de inteligência (investigação) para desbaratar as quadrilhas. O crime organizado. O tráfico de drogas. A sociedade reclama, mas, age pouco.  Fica sempre esperando as ações do poder público. Ninguém denuncia. Tem medo. Pouca sugestão e mais cobrança e caça aos culpados. Em Ariquemes mudou-se a estratégia - agora é policiamento comunitário. A pé. A segurança no quarteirão. A Polícia Civil nas delegacias deve estar aparelhada. Com gente. Com veículo. Com investigador. Com ciência  de polícia técnica. Sem isto o processo não anda. Não chega a lugar nenhum. Sem instrução. Sem dados para ser julgado. E assim o criminoso se esbalda e ri. E tudo continua como sempre esteve. O que não pode ser para quem deseja ofercer paz e segurança a todos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Os Velhos Seringueiros



Quando cheguei à Ariquemes ainda existiam seringueiros. Eles moravam em suas colocações com suas famílias. Natália sempre saiu do seu canto às margens do alto Jamari e vinha por terra fazer compras na Vila. Chico Otávio descia do Seringal Santa Cruz por água. Chico Nelson e uma família enorme vinham do Bom Jardim e Massangana. Antônio, Elói e outros trabalhavam na Cajazeira. Honório era noteiro, como se fosse um contabilista dos marreteiros de borracha. Uma caligrafia lindíssima. Pareciam letras góticas. Arte pura. Manoel Ruiz e Cícero Cabeça de Pato eram compradores. E por aí vai. Eles tinham uma liturgia no negócio, o marreteiro passava no seringal, com a mercadoria, entregava-a em troca de da borracha. O seringueiro sempre vivia devendo. O saldo positivo era difícil de ser zerado. Vida dura, madrugada pé na estrada, um simples varador na mata, com porunga à cabeça atada ao queixo, facão à cintura, lamina de ponta curva para o corte anatômico no caule, a cuia, o ritmo sem pressa na madrugada úmida, a natureza, a coragem, a vida atada ao látex. E se entendiam muito bem. Alguns ainda estão por aí, os velhos, raros e a descendência hoje não se identifica mais com a verdadeira origem – serem ambientalistas por vocação natural.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

JUVENTUDE


Quem está idade adulto se pudesse voltaria a ser jovem. Por isso que se diz - anos dourados. De fato a adolescência e juventude são fases inesquecíveis. Tenho observado que nos ultimos vinte anos a juventude está assim "meio desligada", parece que está fora do lugar certo. Turmas de jovens andando sem rumo. Zoando.  Nas cidades grandes enchem os shopping centers.  Nas médias as LAN HOUSES, botecos e até mesmo formando grupos delinquentes.  Gangues. Há uma crença entre eles que ninguém os ouve. E ninguém dá valor ao que dizem. E terminam que o jovem fica sem poder. Não acha na escola muita razão.  Até mesmo a aula é chata.  Para se entender o desencanto de cada 100 crianças que entram no primeiro ano, apenas 21 terminam o segundo grau e sòmente 9 concluem o curso superior. Há muita gente perdida no caminho. Os dados chamam a atenção - há necessidade de política forte de apoio à juventude, atraindo esta massa imensa de brasileiros  para o esporte, arte, profissionalização e educação superior. Eles necessitam de uma razão  forte para voltarem a se interessar pela  vida.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CHILE - EXEMPLO DE DEMOCRACIA


Nao conheço o Chile. Mas, vou conhecê-lo brevemente. Tenho admiração por este país. Para mim um exemplo para a América Latina. O seu mapa é especial, comprido e fino. Estreitado entre o litoral do Pacifíco e a Cordilheira dos Andes. Além de outras boas qualidades tem especialmente um bom vinho e grande produtor de cobre. Fora isto, a política é exemplar. Até mesmo a odiada ditadura do General Pinochet ela oscilou entre a crueldade e boas práticas administrativas. Ele aproveitou o seu poder absoluto e fez as reformas de base de que o país necessitava. Ajustou a previdência social. Preparou a economia para o mercado globalizado. Baixou impostos e tarifas externas.  O Chile não precisa do Mercosul. Está bem acima dele. Ontem houve eleição por lá. A atual Presidente MICHELE BACHELET com mais de 80% de aceitação popular não conseguiu eleger o seu sucessor. Ganhou  o empresário Sebastián Pinera partido de oposição. O Chile é um país ajustado, redondinho. Por lá não há reeleição. O que é excelente.  Mesmo os vinte anos de governo esquerdista não houve mudança nas linhas mestras da economia.

domingo, 17 de janeiro de 2010

I have a dream, Eu tenho um Sonho


Quem tem sonhos elevados paga caro por eles. Principalmente se for na política. Sou admirador de Nelson Mandela e de Martin Luther King. Mandela lutou na África do Sul pelo povo negro. Excluído da política e da vida econômica e social. Foi preso, condenado a 28 anos de cadeia. Cumpriu toda a pena. Foi libertado, sem ódio, assumiu a Presidência da República do seu país. Não perseguiu ninguém. E falou no seu primeiro discurso ao povo: não estou aqui para comemorar a minha liberdade, mas, a liberdade de todos vocês. E cumpriu tudo. Promoveu a igualdade de direitos entre brancos e negros. Não quis se candidatar a reeleição. Luther King era pastor evangélico nos Estados Unidos. Mesmo do seu púlpito agitou as massas com seu discurso vibrante. Conhecido como “I HAVE DREAM” – eu tenho um sonho. Através do seu exemplo as barreiras da discriminação racial americana, que foram cruéis, foram se apagando pouco a pouco. São estas figuras extraordinárias que pagaram caro pelos seus sonhos de justiça social. Mas, valeu a pena. Com Cristo foi assim também, pagou com a vida pela salvação da humanidade.

GUARDA COMUNITÁRIA DE ARIQUEMES


A Guarda Comunitária de Ariquemes ou Guarda Municipal Comunitária(GMC) é a primeira do Estado de Rondônia. Ela trabalha na rua, geralmente a pé e age também no trânsito. De agora em diante ela trabalhará também a educação no trânsito principalmente nas escolas. Fora estas atividades previsíveis a GMC assume outros desafios, como o PROGRAMA CULTURA DA PAZ nas escolas.  PARE NA FAIXA. O importante é que pela guarda a população de Ariquemes já assimilou alguns hábitos impressionantes: uso sistemático do capacete pelos motociclistas, cinto de segurança e dar preferência aos pedestres nas respectivas faixas. Ariquemes  usa cinto e capacete. Virou hábito. Incorporou-se o cotidiano da cidade. O que é bom e maravilhoso. A presença da GMC na rua reduziu e muito as mortes por acidentes de trânsito. Além do mais a GMC foi treinada com a teoria da organização com base, a técnica da preparação massiva, e está apta para orientar as comunidades a tomarem iniciativas para se organziarem para solucionar, por si mesmos, os dramas e conflitos, tais como desemprego, lutas por benefícios sociais e infraestrutura urbana dos seus bairros. Ela não usa armamento. A nao ser aqueles conhecidos como não letais. É com imenso prazer  que tivemos a coragem de criar a nossa guarda, que tenho certeza, é motivo de orgulho  para toda a população de Ariquemes.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Conhecimento dá dinheiro



Falo com conhecimento de causa. Vale a pena estudar. E cada vez mais. A pessoa que estuda mais ganha mais. Tem salário diferenciado. Ás vezes escuta-se por aí jovem desanimado falar que estudar não adianta nada. E cita um exemplo de sucesso de gente com pouco estudo. Acontece. Porque tem muita gente com uma capacidade imensa de empreender. De correr risco. De guardar o que ganha e fazer dinheiro render. No entanto, maioria esmagadora das pessoas, países, estados e cidades o que vale é a soma dos salários de toda a sua população. De um em um. Quem tem melhor nível educacional tem maior renda. Maior PIB (produto interno bruto). Por exemplo, Brasília tem o maior PIB brasileiro. Por causa dos salários dos servidores públicos que ganham bem. Eu digo e repito - a educação é a chave e a porta da esperança. A educação é a maior ferramenta para se combater a desigualdade econômica e social de um povo. Os exemplos estão aí à vista de todos. Advogados, médicos, veterinários, odontológos e outros que vieram de camadas mais pobres, através da educação subiram na vida e estão bem melhores do que os seus pais e avós. É uma bênção divina poder-se acumular conhecimento. Conhecimento dá dinheiro.

LITTO - VELHO GUERREIRA DA EDUCAÇÃO SEM DISTÂNCIA


Fui à São Paulo ontem com único objetivo. Conversar com o Professor Frederico Michael Litto, atualmente Presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). Estive com ele há 13 anos quando ainda era Diretor da Escola do Futuro e eu Deputado Federal no Campus da USP. Eu me debatia aflito pela educação de qualidade em municípios pequenos e pobres. Sem nenhuma opção pelo ensino de educação de qualidade para todos. Por exemplo, na Região Norte. Agora, com Ariquemes com seu projeto de elevada tecnologia em rádio cobrindo o nosso céu (wireless), voltei a procurá-lo. Objetivo de buscar alternativas de preparação de mão de obra principalmente aos jovens.


Fui recebido por ele e sua equipe: Professores Luciano Gamez e Beatriz Roma. Uma conversa amistosa. E todo mundo foi falando e fluindo idéias. O lançamento do primeiro festival de Tecnologia em Ariquemes, para jovens, mais ou menos nos moldes do “Campus Party” que São Paulo promove anualmente. A preparação improrrogável dos professores, sem eles não haverá nenhum sucesso nos programas instalados no município. E a conversa foi rolando, descambando ladeira acima e abaixo, num sobe e desce sem parar, mas, indo em frente. Porque tudo é admirável no mundo das tecnologias, podendo incluir aqui também suportes na área da saúde. E citou para contato o Professor Renato Sabatini da cidade de Campinas que tem uma ONG apenas com esta finalidade. Ao final me entregou uma bolsa com toda literatura sobre o tema e uma camiseta da ABED.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Inteligências Múltiplas



Li na revista Veja dias atrás estudo feito pelo psicólogo americano Howard Gardens. Sobre a educação completa de uma criança. As escolas de hoje atuam em duas áreas específicas para que o aluno adquira conhecimento. O raciocínio logico e matemático e conhecimento e uso correto da lingua (português, inglês, francês...). No entanto para uma completa formação educional há mais seis outras inteligências, que ele chamou de INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS. A inteligência musical, visualização do espaço, controle do corpo, observação da natureza e relacionamentos. Por aí se vê que o menino deve completar a sua educaçao em casa. Com os pais. Porque as escolas do mundo todo não estão preparadas para ensinar todas as possibilidades de conhecimentos às crianças. Ainda mais agora com a refinada tecnologia de celulares, computadores, Internet e redes sociais tem muita coisa para se incorporar ao mundo do conhecimento moderno.

MEDICINA - AÇÕES SIMPLES EFEITOS EXTRAORDINÁRIOS



Sou médico. Formado em 1975. Se me perguntarem, quais os maiores avanços da medicina neste período? Não tenho dúvidas em responder (aqui no Brasil). Três ações fantásticas: 1) as grandes campanhas de vacinação contra poliomielite (Vacina Sabin); 2) O soro caseiro e 3) a multimistura. Muitos colegas médicos e gente da saúde pode estranhar a minha resposta. Houve outras tantas pesquisas desenvolvidas e descobertas impressionantes. No entanto, falo de experiência própria, quando cheguei em Ariquemes em janeiro de 1976, por vários anos recebi no consultório criancinhas vitimadas pelo paralisia infantil. O Governo brasileiro implantou a campanha massiva e o resultado está aí. Não há mais crianças vítimas deste terrível vírus. Três gotinhas apenas. Também a mortalidade infantil por diarréia e vômitos era elevadíssima. A desidratação era comum. Foi a Pastoral da Igreja Católica a responsabilidade de implantar o programa. Apenas l litro de água, l colher de sopa de açúcar e l colher de chá de sal - administrar durante a doença e com isto reduziu-se enormente a mortalidade. Depois a praga era a fome. A miséria extrema. Desnutrição e subnutrição endêmica, principalmente no Norte e Nordeste. Veio a multimistura (farelo de arroz, pó de folhas de mandioca, pó de casca de ovo e pó de sementes)  tudo junto e misturado ao que se come e oferecer aos meninos. Nem preciso falar da resposta. Um espetéculo. Louvores a Sabin. Louvores a Zilda Arns. Louvores a Igreja Católica.

Confúcio Moura

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

TERREMOTO NO HAITI


Já não bastava a pobreza. Agora, parece que por infortúnio absoluto, por cima dela, a pobreza, vem o caos.Sobre um povo extremamente sofrido terra treme. O país mais pobre da América Latina,  recai sobre suas crônicas dificuldades, mais esta declarada ira dos seus deuses vodus: um intenso terremoto. A destruição foi geral, mortes, feridos, desamparados. Serão quase todos refugiados no seu outro país estranho, ainda mais estranho, que é o devastado Haiti. Quando se observa tudo isto, vem à mente a indagação: - por que o Haiti? Ainda mais ele? Pena que a natureza não escolhe onde se manisfestar as suas naturais convulsões. O Brasil está lá com mais de 1 200 homens do nosso Exército humanitário. Que bom que ao menos o Brasil está por lá, para agir, firmemente em benefício dos nossos vizinhos e irmãos haitianos. E que todos os demais países do mundo não tardem a prestar a ajuda a esta gente tão sofredora, que mais parece uma ironia do próprio destino. Matar quem já estava tão perto da morte. E levas de refugiados perseguiram vários caminhos à procura de abrigo e quem sabe mais tarde, poderão ser presos como imigrantes ilegais e deportados para o seu país semidestruído. Bem que poderíamos, em caso como este, globalizarmos a penúria e o sofrimento, prestando ao Haiti o consolo da generosidade.

Confúcio Moura

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A MÚSICA NAS ESCOLAS


O que se vê hoje é o profundo desinteresse do aluno pela escola. Vai, mais ou menos, na marra. No entanto, reage tão bem quando se oferece qualquer novidade no ritmo habitual das aulas. Até mesmo uma simples fanfarra ajuda e muito na motivação do aluno. Melhora o seu relacionamento com os colegas. Cria o espírito de equipe e a importância da harmonia, o que um faz é importante para o conjunto inteiro. Li dias atrás um extraordinário programa na Venezuela, com mais de trezentos mil jovens estudando música clássica, sob absolua coordenação do Maestro José Antonio Abreu. Creio que seja o único projeto que deu certo por lá na gestão Hugo Chaves. Os alunos são pobres e das favelas venezuelanas. A música na escola desde a educação infantil até a conclusão do segundo grau seria um fator importantissimo na motivação da juventude para estudar mais. Este trabalho deve e pode ser introduzido como um laboratório piloto em Ariquemes. Um desafio para Eliane  Rudey e Edson Gonçalves. É possível. Basta se querer fazer, como fez o Maestro José Antonio Abreu na Venezuela. Além de se mostrar alguma coisa diferente ao Brasil no Programa do MEC MAIS EDUCAÇÃO.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

OS PORÕES DA DITADURA



Mês passado o Governo Lula caçou um briga danada consigo mesmo. A edição de um decreto que mexe com os militares do tempo da ditadura. Abriu o oportunidade de julgamento daqueles que feriram os principios dos direitos humanos. O Ministro da Defesa Nelson Jobim e os Comandantes Militares das três forças pediram demissão coletiva. Eu vou colocar aqui o meu exclusivo ponto de vista. Direitos humanos por direitos humanos, até hoje em plena democracia continuam a ser violados. Olhem os presos nas cadeias. Olhem os miseráveis brasileiros. Olhem a montandante nas enchentes. Nem vou entrar fundo em todos os temas porque são muitos. Não há dúvida que a ditadura brasileira de 1964 a 1995 foi decepcionante. Sem Congresso e sem imprensa poderia ter melhor aproveitado o tempo para fazer as reformas tão necessárias ao País como fez o Chile no mesmo período. Aqui, a ditadura gastou a sua energia e dinheiro para perseguir, exilar, vigiar a vida alheia. Experimentar cientificamente os seus métodos cruéis de tortura e judiação dos grupos de esquerda. No entanto, colocando nos pratos da balança, a esquerda daquele tempo também praticava terrorismo bárbaro. Sequestros, assaltos a bancos, Guerrilha do Araguia, Ligas Camponesas, execuções sumárias. Creio que se equilibraram. Agora, fim de mandato do Lula abrir os porões para julgamentos não é uma boa. Vamos gastar energia e dinheiro de novo. Temos muitas coisas para resolver, por exemplo, o esgoto sanitário no Brasil que é vergonhoso. O país continua insalubre e doente. Coloquem uma pá de cal no passado. E vamos aos desafios do futuro.

Confúcio

domingo, 10 de janeiro de 2010

As redes de vizinhança



O que cabe a uma Prefeitura no Brasil na segurança pública parece pouco. Mas, tem muito que fazer. Talvez tanto quanto o Estado e o Governo Federal. E tudo é muito simples. Porque o povo é bom. Maioria das pessoas está preocupada com a vida e com o serviço duro. A gente vê exemplo de brasileiro que achou dinheiro no bolso de casaco doado na calamidade de Blumenau. E sai procurando o dono pra devolver. E devolveu. Veja uma coisa desta. O outro gari que achou dinheiro no banheiro em Brasília. Um monte de dólares e saiu correndo para entregar ao dono. Está vendo aí como é o povo brasileiro? Agora tem um punhado de bandido por aí. Que não são muitos. Mas, que pouco tempo atrás fecharam completamente a cidade de São Paulo.


Uma gangue pode infernizar uma cidade inteira. Um estuprador sozinho põe em pânico uma cidade. Um traficante perverte a ordem de todos. Então, o município pode criar e deve alguns programas singelos de envolvimento social pela paz. Uma delas foi feita em Betim – Minas Gerais. A rede de vizinhança. O que acontecia com uma casa de imediato as outras entravam em ações. Pode ser por um apito. Um foguete. Uma ligação telefônica. Uma toalha na parede. Uma bandeira vermelha. Qualquer sinal para que o vizinho veja a situação difícil em que se encontra. Daí pra frente é mexer com vespeiro. A denúncia premiada e sigilosa. A pregação da cultura da paz na cidade, a começar pela escola. A iluminação pública, a boa escola e bons serviços públicos para os pobres. É por aí. É só um começo, mas, extremamente importante.


sábado, 9 de janeiro de 2010

Nova Economia


Não existe nova economia. O que existe é vontade de fazer as coisas. Até mesmo trocar a palavra “promover” por “forçar” o desenvolvimento. Pra isto precisa de coragem. Coragem de fazer um rompimento frontal com a situação vigente. Com a calmaria que as coisas vão se conduzindo. Rondônia pode e deve ser um grande Estado. Perfeitamente possível. Mas, alguns pontos devem ser encarados. Será preciso uma boa crise pra se gerar uma melhor solução.
Uma coisa é certa, esta administração deve continuar com farol alto para a nossa economia. Creio que a Prefeitura deve iniciar o incentivo à produção local de café, cacau, banana, açaí e outras frutas. Não em grande escala. No entanto que todo sitiante, chacareiro, médio e até grandes produtores diversifiquem suas produções, em pequena quantidade, focados no cuidado intensivo, boas práticas, como irrigação e manejo da cultura.
A CEPLAC tem manual de belos consórcios, café com cacau, cacau com açaí. Ariquemes não pode viver da monocultura do leite e do gado de corte. Além do peixe outras atividades agrícolas devem ser fomentadas. O setor mineral é o que deve ser revisto. Ele tem vivido num permanente estado de mesmice. É minério bruto que sai e que vai, sei lá pra onde, por aqui ficam dramas sociais. Pouco ou nada deixa para o povo.
A melhoria de pastagens. Comida boa para o gado. Este debate deve ser feito por técnicos e com produtores. Cadastrar os interessados. Oferecer cursos mensais para todos. Em Crissiumal a prefeitura pagava um bônus de freqüência. Um acordo com os bancos só financiar quem fizer curso. Primeiro preparar para depois efetivar a mudança. Curso e mais curso. Incansáveis cursos, dias de campos, ônibus para visitações de culturas de sucesso. A Prefeitura no meio de tudo isto.
Trabalhar o cenário do setor terciário, os serviços, a tecnologia final e modernização da agricultura e da pecuária e sair das práticas coloniais dos tempos da escravidão de negros e índios.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Enfermeiros de Deus



Ô gente estou exagerando. Falar enfermeiros de Deus parece uma blasfêmia imperdoável. Mas, eu não tinha outra frase melhor para falar de um casal de enfermeiros de Ariquemes – LUANA E EMERSON. Pra mim são enfermeiros de Deus. Não é que sejam figuras extraordinárias como verdadeiros extraterrestres da saúde pública. Não são. São pobres mortais como nós todos. Só tem que fazem bem feito suas missões. Ali no Setor 9 e onde estejam logo se ajeitam muito bem com a comunidade. Agregam os hipertensose diabéticos e saem pra rua, em qualquer lugar, igreja ou salão de bar, ali mesmo eles começam a pregação da saúde social. Falam e falam. Entregam panfletos. Mostram vídeos. Distribuem remédios. Ensinam a praticar exercício físico. A não abandonarem as medicações. Apresentam-se nas festas com os seus grupos, participam ativamente dos movimentos sociais existentes, são criativos, improvisam, pedem, estabelecem parcerias, estão disponíveis. Quando eu falo insistentemente que a saúde tem jeito é porque tem jeito mesmo. Se ao menos gente como Luana e Emerson fossem maioria, este Brasil caboclo já seria primeiro mundo. Estas doenças crônicas e doenças próprias da miséria já teriam acabado. Aí está bem demonstrando profissionais que fazem o que gostam, vocacionados. Que cumprem os seus juramentos, que são patriotas, não pescadores de águas turvas, tico-tico no fubá. Estes tantos que vivem às turras com seus próprios interesses, que até que são validos, desde que cumpram com as suas obrigações. Tem tanto profissional ruim Brasil afora, que se bem analisados perjuram o dinheiro que recebe do povo, portanto, são contraventores, que num país sério ou comunista já teriam sido condenados à morte com um tiro na testa. Parabéns Luana e Emerson.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

MEDALHA DE OURO PARA JOÃO DO BUEIRO


Joao Ferreira de Assunção é cabra macho pra chuchu. Pai de dez filhos. 73 anos de vida e ainda pega duro na batente. Aposentadoria pra ele não deu certo. Não aguentou ficar em casa. Começou a sentir dores nas juntas. Ele nao aguenta ficar parado. Trabalhou na Prefeitura por 20 anos, ajudou a implantar todas as redes de água da cidade. Tem na cabeça o roteira de todas elas. Logo que assumi o cargo de Prefeito ele foi aposentado. Comecei a ter problemas com entupimento de galerias e bocas de lobo. Esperei um pouco pra ele descansar. Mandei atrás. Quem o vê na rua de sol a sol não sabe o que Seu Joao faz. Mergulha nas galerias e some mundo afora por debaixo da terra. Desentope tudo.  Ele ajuda a assentar manilhas, reforma boca de lobo, faz tampa de buraco. Roda a cidade o dia inteiro com mais dois colegas. Só eles - O "pescocinho" de nome verdadeiro Vanderlei Leandro Gomes e o "batora" que é o Marivaldo dos Santos.  Com este meu relato eu quero aqui hoje, entregar  a medalha de ouro para o João do Bueiro como é apelidado. Um megahomem construído com carne, osso e madeira de lei. Ariquemes lhe agradece Seu João pelo seu trabalho que os mais novos não dão conta de fazer. Parabéns. E vida longa.

Confúcio

COMO O MELAÇO ATRAI ABELHA!


Gente gosta de ver gente. É por isso que se vai à feira livre, ao mercado municipal, às ruas bem ilumindas, aos pontos de alta musicalidade. O homem é avesso a solidão. Ariquemes era uma cidade enjaulada. As pessoas, sem opção,  viviam mais ou menos nas prisões domiciliares. Era sala,  quarto e cozinha. Vieram as praças, as pistas de caminhadas, os bancos para se sentar. Não há dúvida que gente sente bem em olhar os outros. Em fazer caminhadas coletivas. Agora, com as praças em fase de novas fisionomias, com academias para a terceira idade e adultos, elas atraírão muita gente para se verem e baterem papo. Como as praças das cidades antigas do interior. Principalmente Minas Gerais e São Paulo. Desde cedo cheias de idosos jogando dominó, conversando, rindo bastante, contando lorotas uns para os outros. E o dia passa depressa e as horas voam.  E todos se sentem muito mais felizes. A cidade deve ser integradora. De tal forma que todas as ruas se encontrem na praça, assim como as pessoas também. Por isso é dever da Prefeitura, falo mais longe, do poder público, construir  estes espaços coletivos alegres para se transformar os hábitos. Os parquinhos infantis próximos às academias, as aulas de aérobicas e alongamentos também nos espaços das praças, são práticas maravilhosas de introduzir nas veias da cidade o coquetel de vitaminas que estava faltando.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

UM PASSEIO INESQUECÍVEL



Um passeio de voadora sobre o rio Pakaas. Por aqui, região de fronteira, tem algumas convenções interessantes. Na voadeira a bandeira boliviana vai à frente. E a brasileira atrás. Nas embarcações bolivianas é o inverso.

O Rio Pakaas é um rio sereno. Águas turvas e parece sem nenhuma correnteza. Rio de ondas suaves. Ele é tortuoso. E por isso permite que suas águas invadam as vazantes. Formam-se os igapós. Sobre as águas mantos de aguapés. Há capinzais bravios para os peixes e aves.
Bem mais acima habitam mais de cinco mil índios. São várias tribos. O rio é muito bonito. Margens com floresta impenetrável. Largura de aproximadamente duzentos metros. Profundidade nesta estação chuvosa de seis metros. Na seca permite passar a vau. Bancos de areões no meio deles.

Uma base no rio com tanques redes. Os pescadores da colônia cuidam de tudo em associação. Dividem depois o lucro. Poderia ser estendido aos indígenas. O passeio é inesquecível. Alice estava com muito medo. Naufrágio talvez. Que seria possível se não fosse a maestria do barqueiro. A paisagem é de admirável e esplendor. Descem dezessete índios num rebecão, serenos e indiferentes.

O rio faz curvinhas sem parar. Tem algumas placas dizendo que é área de preservação do parque estadual de Guajará-Mirim. Agora mesmo estou sem palavras. A visão é tão deslumbrante que me faltam palavras para traduzir tudo isto. Há uma pousada singela. Uma colônia para aluguel.

Aqui é um turismo de paz. Terapêutico. Um reencontro com o silêncio. De meditação. Turismo quase celestial. Calmaria. Um radical abismo para o urbano. Muito gostoso. Um esplender de vida para raros apreciadores.

A gente vai subindo. Os índios estão bem mais longe. Estou passando ao lado de uma casa flutuante. Um barco-casa. Vou tirar um foto deste estirão do rio. Vamos agora voltar. Rever a paisagem do outro lado. E guardar este momento lindo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O MIMETISMO POLÍTICO


Dia primeiro deste ano, perambulando pela mata tropical achei um camaleão verde. O bicho tinha uma bolsa no papo. Mexi com ele, levantou a cabeça raivosa, encheu o papo que mais parecia uma bexiga. Eu que estou na política há muito tempo, tenho aprendido muito com os lagartos. Mudar de cor de acordo com a situação. Chama-se mimetismo. Tem hora que você tem que ficar verde. Daqui a pouco marrom da cor da casca de um pau seco. E noutro lugar ficar manchado de preto, quando tiver sobre uma pedra. O PSDB usa como símbolo o tucano. Se eu pudesse escolher o meu símbolo seria do camaleão. Para sobreviver neste mundo tão inóspito que é a política o camarada tem que mudar de cor em cada ambiente, para sobreviver.

domingo, 3 de janeiro de 2010

O DURO TRABALHO DA INJUSTIÇA


O tema acima é meio atrapalhado. No entanto o que falo acima é da real situação de muitos municipios rondonienses para atender bem a saúde do seu povo. Muito dificil. Não há um plano estadual de saúde efetivamente democratico. O que se vê é que o governo só trabalha e atende mediante a crítica. Quem não o ofende e o provoca não é atendido. Fica à míngua. Tem que ser duro para depois ser calado mediante o atendimento regrado. A verba é do SUS. Mas, o controle não é. A dispensação do recurso também não é. Veja o caso de Ariquemes. Nada recebe para o atendimento ortopédico. Uma luta ingloria do municipio exaurindo o seu recurso próprio para o atendimento à saúde. Tira da boca para comprar remédio. Dias atrás Ji-Paraná chiou grosso. Ganhou na outra semana R$ 1 000 000,00 (um milhão de reais), metade para medicamento. Metade para custeio. E mais dois médicos ortopedistas pagos pelo Estado. E R$ 40 000,00 (quarenta mil reais) para custeio dos serviços de ortopedia. Ariquemes que tem uma regional bem maior, na verdade 14 municípios, atende a todo este oceano de gente, com o minguado dinheiro da gestão plena e o restante sai do seu caixa. Será que para se ter o que é de direito tem, obrigatoriamente, de viver com um ferrão na mão, provocando, causticando, enzebrando, endiabrando. Logo eu, que me considero opositor clássico, um opositor calado, um opositor democrático, que não incomoda - será que toda esta região do Vale do Jamari deverá levantar suas foices contra esta injusta ordem das coisas? Isto tudo eu mostrarei mais tarde, no tempo certo, com os numeros verdadeiros.

Confúcio

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano Novo e Vida Nova


Começou mais um ano novo. E a gente fica meio iludida só com as coisas fáceis e boas. Que tudo vai ser diferente. Que se vai emagrecer alguns quilos. Arrumar um emprego melhor. Que virá um novo amor espetacular. Não é bem assim. Temos que estar preparados para as encrencas. E que venham os problemas, que venham os obstáculos também, porque é na adversidade real que se constitui a experiência de viver bem. Ninguém vive num mar de rosas o tempo todo. Com dinheiro ou sem dinheiro cada pessoa enfrenta o seu mundo humano de mazelas. Não sou vidente. Não faço previsão santificada. Não jogo búzios e nem tarôs. Quem prevê o futuro anuncia uma ilusão pessoal, faz uma leitura do impossível. É talvez um mágico do ilusionismo. Fala o que o outro quer ouvir. E deixa a bomba acontecer. È melhor que cada um faça uma promessa. Tal qual o médico lê uma radiografia. Ele tem que dizer a verdade. A promessa é o engajamento, o compromisso formal, quem promete se compromete. A promessa que se faz no ano novo visa a uma transformação da realidade. Crer na promessa não é resultado de uma análise neutra da realidade. É uma adesão pessoal no sentido de se engajar pra que aconteça aquilo que é prometido. Quando dizemos que 2010 será um ano de graça, nos comprometemos a trabalhar cada um, para que esta graça divina se manifeste.


Saúde Básica


Parece até uma doença do atraso. E é. O subdesenvolvimento da mentalidade dos profissionais da saúde pública com a atenção básica. É a fé inquebrantável que o hospital é o centro de tudo. O hospital é o sol da saúde. Que pena. O hospital ser o sol da saúde. Devia ser um destes satélites pequenos no espaço. Ou até mesmo um simples meteoro diante da dor evidente. A cultura do atraso prega justamente isto. A fé na cura. A fé no que é caro. A fé na especialidade rara. Vale mais o médico que opera o coração. Vale mais o médico que usa instrumental importado. Enquanto aquele penitente do Centro de Saúde parece que nada vale. O enfermeiro que faz o pré-natal parece sem valor. O Agente Comunitário que vigia de perto a vida alheia. Que olha o fundo do quintal. Que vê a larva da dengue. Estes são desvalorizados. Pouco se faz de promoção da saúde. Promoção é orientar o homem para se cuidar melhor. Para fazer caminhada diária. Para comer pouca gordura. Para não fumar. Para não viver no mundo do estresse. Isto é promoção. Gente! O ambulatório, a palestra, a orientação pré-natal, o grupo de hipertensos e diabéticos. Como é importante. Como é barata. Nunca haverá dinheiro no SUS para sustentar a rede de cura. Ainda mais a parafernália instrumental. Mas, no país pobre como o nosso deve-se obrigatoriamente fazer o serviço básico de saúde. O arroz com feijão. Praticar a medicina social. A medicina exemplar feita em Cuba. País pobre, mas, que tem vergonha na cara.