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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

DILMA LÁ E EU AQUI

Pois é, amanhã dia lº de janeiro de 2011, o Brasil será mais feminino do que na verdade já é. Tem mais mulheres e agora, realmente confirma a máxima democrática - que a maioria é que vence e que manda. E deu certo, Dilma Roussef a primeira mulher a ter uma fotografia na parede e na constelação de homens presidentes.

Aliás, estou errado, ela e a Princesa Isabel, que fez enorme diferença, assinou a Lei Áurea, linda, a lei do ouro, a que libertou os negros da escravidão no Brasil. Foi muito e por isto jamais poderá ser esquecida.

"Salve a princesa Isabel, que deu liberdade a cor ... foi no dia 13 de maio, negro pode ser doutor, deputado e senador e não há mais preconceito de cor... negro pode ser doutor" (letrinha de um samba)

Agora, Presidente mesmo, Dilma é a primeira, que ganhou uma eleição no voto direto. Que foi à rua e recebeu toda aura de consagração popular tida pelo Presidente Lula. A nossa Presidente ou Presidenta, prefiro dizer PRESIDENTE DILMA, nem sei o porquê, mas, em respeito ao gênero,  o correto seria dizer PRESIDENTA ou talvez eu queira também masculinizar o adjetivo, insubordinando-me contra toda a lógica.

Ela lá e eu aqui, dentro de um pedaço importante da federação brasileira, neste Norte e Oeste grandão e polimorfo, verde degradeado em escalas e riscado por rios, igarapés, igapós e lagos. Por cima a imensa concha azul do céu. Que mais  se faz por aí a nos confundir sempre com o Acre, Roraima e quando vez nem mesmo sabem qual o nome da nossa capital.  Ninguém confunde São Paulo e nem o Rio de Janeiro, nem a Bahia, nem Minas Gerais, ninguém troca de lugar o Rio Grande do Sul. Mas, no nortão costuma o lado de lá a misturar tudo, até parecendo um certo desapego pelos moradores da maior Região Brasileira, quase 2/3 da nossa grandeza é Amazônia. E Rondônia está aqui.

Rondônia está aqui, num ponto muito especial, de quase transição entre tudo, geografia, clima, vegetação. Tudo por aqui é transição, o nosso cerrado de Pimenta Bueno é savana, as terras de Corumbiara são fertilíssimas pelo basalto que tem, as imensas reservas florestais, os imensos rios carregados de energia, as nossas distâncias, uma fronteira desguarnecida, uma universidade pequena e carente, a falta de pesquisa cientifica e sendo, por natureza, o coração da América Latina.  Aqui está o coração da América. E este coração palpita forte, um tum tá, tum tá, tum tá para ser ouvido para ser bem melhor servido, porque riqueza a gente tem. Tem até diamante azul, tem nióbio, tungstênio, estanho, tântalo, floresta virgem, índios e quilombolas.

Dilma lá e eu aqui, bem aqui para mostrar ao Brasil brasileiro que Rondônia existe. Vou fazer o meu dever de casa, a minha parte, mas, o Brasil brasileiro haverá de nos conhecer sem trocar de nome, sem inverter o nosso papel com ninguém, assim, do mesmo jeito que ninguém consegue trocar São Paulo pelo Rio e nem o Rio Grande com Campina Grande.

Mas, pra que tudo isto aconteça depende só de nós. Só de nós. Só de nós.

Nós cuidarmos melhor de nossa terra, de nossa gente, dar a nós um pouquinho mais de respeito, a nos amar mais, a nos valorizar mais, a fazer a imensa diferença de primeiro nos arrumar para depois sair por aí a procura de mais recursos. Porque dinheiro na mão, sem saber o que fazer dele, é verdadeiro vendaval.

Presidente Dilma não irei a sua posse, mas, estarei presente aqui dentro do meu coração. Ficarei por aqui, pra ver se de amanhã em diante eu inicie o meu trabalho para tirar os meus doentes que estão internados e no chão e sobre macas, sob macas.  Farei a minha parte para que o Brasil seja efetivamente um país de todos. Ainda bem que a senhora não tem estes problemas por aí. Gracias!

Boa sorte pra nós todos.

FIM DO ANO E COMEÇO DE OUTRO

Quem inventou o fim do ano?

Como se o tempo pudesse ser medido com uma régua, por segundo, hora ou dia?  Se o dia é simplesmente dia, e tudo começa do mesmo jeito, numa toada que se repete, como se tudo fosse mais ou menos igual, talvez, melhor seria medir e não se pode, a própria eternidade.

Esta soma de esforço para se medir o tempo fez muita diferença. Para se dar nomes aos dias, os mêses, o fim e o começo, para se respeitar um dia mais do que outro, para se sonhar num dia mais do que outro, para se abraçar pessoas num dia mais do que noutros, para se comemorar a data que se nasceu, é mesmo, muito ou pouco importante.

E hoje é dia 31 de janeiro e amanhã será o primeiro dia de um novo ano. Hoje será o dia de se sonhar ainda mais do que outros dias, de se fazer pedidos, de se flutuar nos próprios delírios de uma quase realidade e quem sabe o nosso sonho não se transforme numa imensa realidade possível, num fato concreto para que o amanhã nos ouça com atenção, a reza, o pedido, a bênção, muita saúde, tudo de bom e do melhor.

Mas, Santo Agostinho, do alto da sua santa sabedoria já dizia - "A verdade é doce e amarga. Quando é doce, perdoa, quando é amarga, cura".

Por tudo o que disse, pelo sim e pelo não, eu quero sonhar, porque foi assim que aprendi - a sempre sonhar, a sempre querer o que é melhor, a sempre pedir com fé - que todos sejam felizes.

FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊ!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FOI COM EMOÇÃO


Foi com emoção que ganhei ontem, de uma casal de pioneiros na cidade de Porto Velho, um leme e um quepe da Marinha. Eles me entregaram o conjunto no final do nosso evento. Tirei fotografia, com todo rigor, com quepe e o imenso leme nas mãos. O significado de tudo, que de posse dele, possa conduzir, como timoneiro, os destinos desta imensa embarcação de gente e território - que é o Estado de Rondônia.

Isabel, com toda a sua maledicência, não se deixou de rogada, pôs pimenta no negócio - "até que enfim, uma fantasia erótica apareceu neste festa". E a turma se pôs a sorrir descontroladamente.

Mas, deixando de lado todas as interpretações dos símbolos recebidos - eu confesso que fiquei agradecido e é com ele não mão que irei conduzir o Estado, com a graça de Deus, o pensamento positivo do povo rondoniense, com os servidores públicos confiando em mim, com todas as energias possíveis, com saúde de toda a equipe, com a cooperação de todos os poderes, com a cooperação do empresariado, de setor produtivo deste Estado, com todos, com o leme firme na mão, com o quepe - eu peço, eu quero que Rondônia seja muito feliz.

MARCO ZERO DA NOVA RONDÔNIA


Todo mundo ficou cansado da maratona, quase  foi uma Corrida de São Silvestre. Dois dias mergulhados em nós mesmos. Todo o futuro secretariado, adjuntos, diretores, vice-governador, eu também, ficamos nos dias seguidos e noite. Tenho certeza que todos gostaram. Ficaram bem a vontade, conversaram muito, comeram muito, dormiram pouco. Palestras, dinâmicas de grupos, apresentações, e ao final saíram as cinco principais metas, por secretaria, para os primerios 100 dias.

Já ficou marcado novo encontro, igual a este, no dia 30 de março de 2010 para avaliações. Dia primeiro começa o novo governo, completamente desarmado, cheio de desejos verdadeiros, para transformar  Rondônia num Estado maravilhoso para se viver. Já é. E será ainda melhor.Os nossos fundamentos estarão baseados na  CREDIBILIDADE, NA EFICIENCIA E NA JUSTIÇA SOCIAL.

Quero agradecer ao Excelentissimo Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça - Dr. Cássio, pela cessão do Centro de Treinamento do Judiciário para este encontro. Agradecer a todos os palestrantes, Elizete, Cira, Elarrat, Emilia, Jenner, a empresa Multiplik que coordenou todo evento. Agradecer também as presenças dos Deputados Estaduais Adelino Folaldor, Walter Araujo, Zequinha Araujo, Deputado Federal Nilton Capixaba e o Senador Acir Gurgacz que abriu o seminário com uma breve palestra.

EU SOU A MARCA DA FERA (NÃO SOU CONFÚCIO)

POESIA DE CORDEL, TRECHO, DE AUTORIA DE  FRANCISCO BATISTA PANTERA

...

Sempre buscou
Uma saída pra humanidade
Baseada na sabedoria moral
Na busca da felicidade
Na justiça e na honradez
Na retidão e integridade

O homem se liberta
Quando tem educação
Quando maior o conhecimento
Mais próximo fica da libertação
Pensar, refleltir para agir
Este é o caminho da solução

....

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

TIVE NO CPA - CENTRO POLÍTICO ADMINISTRATIVO

Dias atrás, comuniquei com Alceu, DEOSP e com vários engenheiros subi os degraus do futuro Centro Administrativo do Governo de Rondônia. Fiquei impressionado com a grandeza da obra, com a beleza da sua arquitetura, pelo bom gosto da distribuição dele no espaço e que segundo as informações recebidas - terá condições de abrigar no mesmo local todas as secretarias.

Eu vejo, que o governo que sai deixa uma obra memorável sem inaugurá-la. No entanto, não quero ser um caronista do serviço alheio. Vou continuar a obra respeitando toda a concepção original dos engenheiros e arquitetos, como também o pensamento do seu criador que foi o Governador Ivo Cassol e Cahulla. Quero brevemente recomeçar com toda força os serviços, atendendo as empresas em suas reinvidicações, pelo que ouvi de terceiros, bem justas, realinhamento de preços pelo incremento de materiais e mão-de-obra. Estarei pessoalmente no Tribunal de Contas para atender às demandas solicitadas e resolver a situação e tocar a obra pra frente

A única coisa, que peço a devida permissão aos governadores que imaginaram a obra, que desejo acrescentar ao complexo, é o de transformar um andar inteiro para uma maravilhosa academia de ginástica, para atender a todos os funcionários públicos, das 5 horas da manhã até as 22 horas.  Além do mais algumas salas para serviços de odontologia e serviços médicos que servirão aos funcionários da casa.

E por fim, a placa de inauguração, será compatível com a obra e quero nela os seguintes dizeres -

CENTRO ADMINISTRATIVO RIO MADEIRA
Obra iniciado e desenvolvida pelos Governadores Ivo Cassol e João Cahulla
e
Inaugurada no Governo de Confúcio Moura

Creio que assim, farei justiça histórica e merecida aos seus criadores.

RECADO AO GOVERNO DO ESTADO E AOS PREFEITOS

Fiquei sabendo que o governo atual, simplesmente a dois dias do encerramento do seu mandato, está promovendo a maior benesse às prefeituras rondonienses, com distribuição de ônibus para o transporte escolar e máquinas rodoviárias.

Com duvidoso critério, além de infringir o principio da moralidade, previsto em lei, em finalzinho de governo, promover entrega de maquinário a prefeitos, provavelmente aqueles que lhe deram apoio na eleição passada me faz tomar uma atitude, que não esperava tomar e nem quero fazer, mas, se for o ato consumado, infelizmente, tornarei nulos e tudo que foi feito será desfeito e retornado ao domínio do Estado.

Para que me poupe de qualquer desgaste, peço ao Governador que administrativamente deixe tudo como está, porque já fiz o procedimento de transição e tenho dados sobre a real situação do patrimônio do Estado. Assim, fica bom para o Governador, bom para os prefeitos e bom para o futuro governador e que se for o caso, tiver maquinário disponível em situações especiais de convênios, farei a distribuição dentro de critérios igualitários.

Então, senhores prefeitos, não compareçam e não levem máquina nenhuma para a sua prefeitura para que não estabeleça comigo o primeiro confronto de um futuro que, tenho certeza, será o melhor possível entre o meu governo e as prefeituras de Rondônia.

Não vamos nos encrencar agora, ainda mais em período de festas de final de ano. Fiquem todos como estão e deixem as máquinas no pátio do Estado para sejam submetidas logo inicio do meu governo a uma tomada de contas especial. Porque o ato fere aos mais elementares princípios da administração pública.

CULTURA EM RONDÔNIA

Todo povo ou civilização tem a sua cultura e basta ela para se justificar através dos tempos. Ela pode se apresentar nas suas mais diversas e ricas formas de expressões artísticas. Dias atrás minha filha esteve na cidade do México e chegou impressionada pela riqueza de informações históricas que pode ver em seus vários museus esparramados pela cidade inteira.

Nem falo a Itália, o Egito, a cultura negra que se difundiu no mundo inteiro, tendo como base os países africanos. A arte expressa nas igrejas e catedrais mundo afora. A música, a dança, a religiosidade, as crenças, a poesia, a literatura variada, a arquitetura, a pintura. Não há riqueza e nem pobreza na arte, há simplesmente cultura nas suas formas mais puras e singelas, todas são igualmente importantes.

Na campanha eleitoral me reuni várias vezes com promotores culturais da cidade de Porto Velho, Guajará-Mirim e breves conversas em outras cidades do interior do Estado. Fiquei impressionado com o nível do pessoal que tem feito o seu trabalho e arte com imensa e particular criatividade. Cada um no seu canto, dando o seu jeito, sem participações do governo e escassa presença da iniciativa privada. Anotei tudo. E chegou a hora, neste governo, que brevemente se iniciará de irmos abrindo as portas do Estado para deixar fluir toda a criatividade deste Estado. E o que sei, há uma energia potencial, tal qual as águas do Rio Madeira, que ninguém sabia que tinha nelas tanta energia acumulada. E agora com as usinas a energia caminhará pelos fios para todo o Brasil. Da mesma forma vamos deixar fluir a energia dos artistas rondonienses com leis especiais e incentivos claros e antes de tudo com vontade política de contribuir para o setor. Porque a arte gera dinheiro, emprego e oportunidades para muita gente.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

SALVE DANILO STREIT

Um novo impulso à agricultura de Rondônia ou sua recuperação, conforme se queira encarar, passa necessariamente por uma garantia aos produtores: preço sustentável. Nenhum agricultor fica na atividade, se não tiver uma remuneração adequada para sua produção. Pode até ficar, mas em condições de subsistência, sem perspectivas e sem criação de riquezas.


Temos, portanto, uma meta a atingir: a recuperação da agropecuária do Estado de Rondônia. E como poderá ser feito isto?

É um trabalho grandioso que demandará alguns anos. Vou tentar traçar um roteiro para as ações.

1. Levantamento das disponibilidades de basalto em todo o estado.

Acreditamos que a CPRM poderá ser contratada para fornecer as ocorrências.

2. Localização das minas

À exemplo do calcário, seu preço deverá ser o de rocha moída. O que realmente encarece é o frete. Desta maneira, os possíveis locais de fornecimento de matéria prima, devem estar localizados em pontos estratégicos, minimizando os custos de transporte para os consumidores.

3. Regularização da exploração

Licença de exploração do DNPM

4. Licitação para exploração da minas e fornecimento do pó de basalto.

5. Produção de “composto orgânico” em escala

O composto orgânico vai atuar na “vida do solo” viabilizando e acelerando a solubilização do pó de rocha. A produção em escala pode ser obtida nas estações de tratamento de lixo urbano ou, também, da serragem de madeiras trato dom compostos especiais que permitem obter o húmus no prazo de até 72 horas.

6. Estratégia de ação

Com a matéria prima disponível, deverá já estar pronto o projeto para o programa considerando os seguintes pontos e nessa ordem:

• Horti-fruti-granjeiros

• Pastagens

• Recuperação de áreas degradadas e implantação de lavouras mecanizadas.

(sugestões que me foram enviados pelo Engenheiro Agrônomo e pioneiro deste Estado Dr. Danilo Streit).

AS TECNOLOGIAS SOCIAIS

O Brasil está cada vez mais urbano. E do jeito que vai bem pouca gente fiará no setor produtivo. Vejo que juventude está migrando da roça para a cidade também. O que é uma pena. Creio que em Rondônia, embora, tudo já esteja bem claro, a opção pelo urbano, ainda é tempo de segurar a meninada na roça, trabalhando, impactanto modelos de modernizações na práticas da pecuária e da agricultura, ganhando dinheiro e vivendo muito bem.

A minha opção pela educação rural é radical. O meu modelo é o das Escolas da Família ou EFA (escola família agrícola), que tem várias alternativas que podem ser ajustadas a gosto. O base dela é a integração estreita da escola com a família. Vai e volta pra casa no modelo de alternância. Ainda há um preconceito enorme dos Conselhos de Educação no País que resistem ao modelo. Mas, gente do céu, não tem outra saída.

A educação rural com base na realidade rural, a formação de agricultores, as práticas da agricultura sustentável, a orgânica, a agroindustrialização, as enormes riquezas e possibilidades de incremento de renda e felicidade perto de casa. Isto é de uma grandeza sem fim.

E tecnologia social é tudo que pode ser incorporado, com bases de novas tecnologias, enfim, na área da comunicação, como por exemplo, a Internet a serviço das comunidades, as energias alternativas pelo uso da abundante biomassa, o enriquecimento do solo pela incorporação  do calcário e esterco e matéria orgânica, os jornais, rádios locais, eventos culturais, crédito alternativo, enfim, todas as práticas baratas e inclusivas que se pode praticar no Brasil, cujo objetivo a promover uma  vida melhor para todos.

TEORIA DA ORGANIZAÇÃO

Se o povo não tiver organizado, até para se ajudar fica dificil. Além do mais a chance de se perder dinheiro e esforço é grande. Os movimentos sociais que tem sucesso tem como base inicial a organização dos seus membros. A composição de estruturas de conhecimento e distribuições de competências entre todos para que tenham sucesso.

Tenho acompanhado, em nível federal, vários projetos iniciados e que ora vão pra frente e logo depois desaparecem, como o PROJETO PRODUZIR do Ministério da Integração e outros nomes equivalentes. Quando se anda por Rondônia, de quando em vez, na zona rural se depara com máquinas de beneficiar café, arroz, galpões, secadores, sedes de associações, máquinas agricolas, equipmentos para agroindústria - muitos deles abandonados, sucateados, sem nenhum uso social.

Já ouvi alguém dizer que há no Estado um cemitério tecnológico enorme sem nenhuma serventia.  Justamente, porque aquele povo não foi devidamente organzado para gerirem e nem produzirem bens coletivos durudouros. Por isto, sou favorável que se pratique primeira a organização da sociedade. Que se doutrine primeiro o povo. Que se ouça atentamente das suas necessidades, de suas preferencias. Não se pode fazer nada goela abaixo.

A base teórica e prática da Técnica de Preparação Massiva de autoria de Clodomir Santos de Moraes me encanta. A formação doutrinária, em regime fechado, como um internato por 90 dias, com aulas intensivas para jovens e agricultores, enfim quaisquer segmentos sociais tem mostrado ao longo do tempo como de excelente possibilidade de conscientização para formação de empreendedores sociais, que recebem o nome de TDE (tecnico de desenvolvimento econômico) e formação de APES (auxiliares de projetos econômico e sociais).

Esta joventude, geralmente pobre, sai  desta formação com comprovada capacidade de constituirt suas empresas sociais e em nível local poderem buscarem, ali mesmo, as condições de viver dignamente. É o que vou fazer e muito neste Estado.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

VAMOS COMEÇAR VIII

Puxa vida, já escrevi este "VAMOS COMEÇAR" oito vezes. Foi o título que encontrei para a minha manchete de anunciação de nomes para a equipe de Governo. O fim de ano está chegando. Não dá mais para ficar nesta "enrolação" sem fim. Só sei o seguinte, tem gente muito melhor por aí, mas, os que nomeei foram os possíveis. Como sabem, os nomes são anunciados, não quer dizer que se alguma coisa de extraordinário e justo surgir contra qualquer um deles, lógico que não nomearei no dia primeiro de janeiro. 

As informações de que disponho me dão tranqüilidade, sob o aspecto legal nada consta contra nenhum deles, que tenham sido julgados e condenados, nada de improbidade administrativa e nem foram impedidos de disputarem eleições. A SAE - Secretaria de Assuntos Estratégicos ficará para ser anunciada ano que vem. Os nomes de hoje vem dos partidos - DEM E PT (DEMOCRATAS E PARTIDOS DOS TRABALHADORES):

5. Secretaria de Saúde
Secretário Adjunto: José Batista da Silva
(ex-secretário de Saúde de Ji-Paraná)

33. IDARON (Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia)
Presidente: Marcelo Henrique de Lima Borges
(Economista, pós-graduado em gestão pública pela UNIR, concluindo MBA em gestão pública - É funcionário concursado do Ministério Público de Rondônia);

34. EMATER (Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia)
Secretário Executivo: Elisafam Batista de Sales
(Servidor de Carreira da Emater-RO)

Obs.: IDARON E EMATER apenas a indicação de nomes e sugestões para posterior análise e deliberação dos seus respectivos Conselhos. A ratificação ou não dos nomes serão posteriormente anunciadas.

CASA MILITAR

Eu não sabia que esta bendita Casa Militar era tão cobiçada. Hoje, tem por lá cerca de 160 policiais e alguns oficiais.  Já pedi ao Major Gualberto para devolver metade para o Quartel.  Não preciso de tanta gente.

No mais é pedido de todo lado para transferir policiais para a Casa Militar. Já me deu vontade de acabar com ela. E se acabar com a Casa Militar, será que faz alguma falta? E se por acaso tivesse no lugar alguns vigilantes, quem sabe uns vinte não daria a mesma segurança ao palácio?

Quero tudo diferente. Quero Casa Militar é fazendo ACISO, ação cívico social nas comunidades pobres. Quero Casa Militar é ajudando a cuidar do patrimônio do Estado. Quero Casa Militar é pelo menos identificando pessoas que chegam ao Palácio e conduzindo de forma cordial aos seus pontos de atenção e orientação. Quero Casa Militar é medindo o nível de insatisfação das pessoas que querem falar com o Governador ou Secretário e que saem de lá maldizendo a sorte.

Quero Casa Militar é  articulando com o SIVAM sobre a segurança das fronteiras, aeroportos clandestinos e levantando dados e informações importantes para que o Governador possa tomar decisões. Quero Casa Militar é me ajudando a desmantelar esquemas de corrupção dentro do governo. Quero Casa Militar e semanalmente dando uma batida nas portas dos hospitais.

Acho que realmente lugar de polícia é na rua. E não chafurdando Casa Militar,  creio que tudo isto veio de algum complexo de militarização dos palácios dos tempos da ditadura militar. Vamos acabar com isto. Vamos enxugar a coisa e por na cabeça que o Brasil é pobre. E que Rondônia precisa mesmo é de baixar seus índices de violência contra o povo. Este "endeusamento" de governador não está com nada. O simples é o melhor. E ponto final.

UM RECADO DE RUA

Um recado de rua:
Atualmente aproximadamente 10% do efetivo da Policia Militar realizam atividades meio (administrativas, telefonistas entre outros), quando na realidade poderiam estar prestando serviços na atividade fim (Policiamento em Geral);

Sugestão: Contratação e capacitação de Servidores Civis para exercerem as atividades meio e a consequente aplicação desses Policiais para atividade finalistica. O custo beneficio é maior para o Estado e seu povo, pois vejamos: o salário de um Policial Militar é o dobro do que a de um Agente Administrativo, recepcionista e ou telefonista. Seria importante discutir e avaliar essa questão, quando de novas contratações de Policiais Militares.

SEGURANÇA PÚBLICA - A AÇÃO EFICIENTE

Ao perceber, pela dura realidade das pesquisas qualitativas que realizei na campanha, que a segurança pública é o segundo clamor, o segundo recado que me foi dado pelo povo, para que o futuro governador cuidasse melhor dela.  Porque o povo está com medo.  Tem cidades rondonienses que a violência é o primeiro pedido popular.

E o que é um governo? senão aquele que o povo devota responsabilidades para cuidar de suas carências?

E com esta preocupação minha, que não é nova, mesmo quando fui Deputado Federal já promovia em Rondônia a preocupação com a segurança do povo. E ao tempo em que assistia na Câmara dos Deputados as audiências públicas com vários institutos especializados, universidades, profissionais da saúde, enfim e cada um dizendo dos seus grandes números. Eu sei disto, principalmente na saúde pública, o estrago que a violência provoca em suas contas.

Basta olhar as consequências dos traumas no trânsito, os espancamentos, os tiros, as facadas, tirando fora as humilhações, ofensas, principalmente às mulheres que aão mártires perenes de conflitos psicosociais graves.

Hoje, acho que o papel do muncípio é indispensável no combate a violência. Desde que o Governo Federal solte a grana para ajudar nas iniciativas locais, com suas guardas comunitárias e agentes de trânsitos, câmeras de segurança, ações preventivas nas escolas, a cultura da paz na comunidade.  Dá para fazer muita coisa. Sou contra a coisa espetacular, o clima de guerra, o exibicionismo fantástico que determinados setores em suas operções grandiosas e fortuitas fazem, com pouco ou quase nenhum resultado.

Creio nas ações de base, permanentes, baratas, inclusivas, pensadas. Creio na estratégia em cima de números, colocar a tropa onde precisa colocar. Creio que a presença da polícia inibe e muito o crime. Creio que segurança pública é ciência social importante e que tem que acumular conhecimento. Não dá para sair por aí fazendo besteiras. Estas blitz alopradas. Que saem mais como drama de consciência de algum secretário ou comandante, com objetivo de mostrar serviço. O que nem sempre repercute em resultado positivo.

Eu gosto do número frio. Do mês a mês acompanhado e medido. De se avaliar desempenho e que segurança deve ser política de governo e não espasmo isolado de uma só secretaria. Que se deve pensar macro e micro e que fazer é bem melhor do que ficar construindo relatório improdutivo. Basta ver São Paulo que em pouco tempo derrubou o número de homicidio significativamente.

Compuz uma nova equipe na segurança pública, quase todos jovens, com muita energia e que tem condições de diagnosticar as nossas doenças sociais fundadas na exclusão absoluta e que tenham coragem de botar o dedo na ferida.  Eu recomendo que leiam o livro Espírito Santo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

SAÚDE PÚBLICA EM RONDÔNIA

É pensamento comum, por sempre a culpa na saúde, em quem está mais por perto. O primeiro a ser criticado é o prefeito. Este apanha que nem um coitado. Depois sobra para o governador, que por sua parte, também padece pelos infortúnios. Pouca gente culpa o governo federal. Este é o rei do Roma, fica longe, ninguém vê a cara, está redimido. Os prefeitos brasileiros tem investido muito mais do que é recomendado numa verdadeira sangria dos seus recursos próprios.

A grande omissão é realmente dos governos estaduais e federais.

O que nos cabe agora, é fechar questão em nós mesmos, procurar com o mesmo dinheiro encaminhar as nossas dores e padecimentos a um lugar razoável. Fazer o exercício do possível e do impossível para acomodar a situação. A criatividade do SUS é doméstica. Porque na própria Constituição foi deixado um gatilho inteligente - SUS é um sistema hierarquizado, igualitário, equânime e descentralizado.  Veja bem uma coisa desta.

No Sudeste  as cidades são próximas e cada uma delas tem faculdade de medicina, hospital de câncer, santa casa, hospital geral, hospital municipal e por aí vai. E a dinheirama do SUS vai toda pra lá. Por aqui, índios, quilombolas, caboclos ribeirinhos nem existem na estatística de Brasília. E ainda tem por cima dengue, malária, hanseníase e tuberculose.

Sobra-nos um grande pacto para minimizar as nossas desgraceiras. Um pacto envolvendo poder judiciário, prefeitos, governador, ministério público, ministério público do trabalho, tribunal de contas - porque ao fragor da lei em sua análise dura - nada pode. Em circunstância nenhuma - nada pode. Enquanto não pode o caos impera. Vamos ajustar a lei a nossa realidade, puxando para outro lado a interpretação dela, no seu sentido tão desigual, equanimicidade, dar mais a quem tem menos. O que é o nosso caso.

Interpor uma barreira as ações judiciais crescentes para o atendimento de cidadãos. O governo e prefeitos colocarão a disposição da justiça grupo técnico para anteceder a sentença, oferecendo alternativas de tratamentos para centenas de ações. Colocando o razoávelmente possível na letra da lei. Implantar vários consórcios de saúde no Estado, que por si só reduzem o impacto sobre a capital. Descentralizar de verdade os hospitais regionais. Dando a eles resolutividade.

Mediar modelos alternativos de gestões eficientes dos hospitais - trazendo as organizações sociais para Cacoal e São Francisco, hospitais novos que podem começar os serviços corretamente. Buscar parceiros na assistência médica em Guajará-Mirim com o hospital da igreja católica, até que se construa um outro novo. Irmãs Marcelinas da mesma forma, faculdades que ministram cursos na área de saúde.

Parcerias público e privadas com as universidades e faculdades do Estado. Parcerias com centros de especializações fora do Estado. Contratação de serviços médicos especializados com o SUS MAIS PLUS. Ouvi esta expressão em Governador Valadares. Com o SUS sozinho não dá.

Modelos alternativos de contratação de pessoal, dentro da lei de mercado, como fez o ACRE com sua legislação conhecida como Serviço Social em Saúde.  E tem levado nossos médicos pra lá, com pagamentos diferenciados de acordo com a oferta e a procura.  Freiar o impeto maledicente do TFD farto e abundante que sangra o Estado.

E por aí vai, com OSCIPS devocionadas ao setor saúde e que também serão parceiras. Não dá para colocar tudo aqui. Por hoje é só.

COMENTÁRIOS DIVERSOS

  1. Tem muita gente preocupada com a minha dupla na SEDAM, a Nanci e o Coronel Josenildo. Dizem que são duros demais. Não creio. Conheço os dois há muito tempo, pelo contrário, são seguidores da lei e defensores do meio ambiente saudável. Já falei muitas vezes e repito. Não precisam temer por nada. O que faremos na SEDAM é o que todo mundo quer. Órgão sério, desburocratizado, com gente concursada e treinada. Da minha parte, a Nanci pode fechar mais trinta representações da SEDAM nos municípios. O que elas fazem? Nada. Ou quase nada, apenas, mero protocolo para receber documentos. Uma parceria com a Prefeitura fará o trabalho muito melhor.

2. O Zoneamento Econômico e Ecológico, letra morta e lei que não foi aplicado. Uma vergonha. Pra mim o Zonemaneto será extraordinário instrumento de planejamento. Vou trabalhar para o desmatamento zero. Vigiar mesmo. Aquele desmatamento formiguinha, que o camarada pensa que ninguém estará vendo, eu estarei olhando pelo geoprocessamento tudo. Derrubou uma árvore, logo o helicóptero desce no lugar. Não pode. Chega de derrubada e queimada. Agora é cuidar dos pastos degradados e corrigir solo.

3. Qual é melhor o próprio Estado cumprir o que lhe foi delegado pelo IBAMA ou ficar desmoralizado, deixando tudo correr frouxo e ter que suportar estas operações de doido que de quando em vez vem por aqui, no maior terrorismo possível. Força Nacional, Exército, Polícia Federal. Não, nós mesmos, com nossa Polícia Florestal faremos o nosso serviço e todo mundo fará a sua parte, se não quiser cooperar vem a multa, o ajuizamento dela, a punição firme e vejo que serei como um pai, quando precisa de por moral na casa, é pai e mãe que faz. Deixe comigo.

4. Agora, a saúde é comigo mesmo. Segunda-feira será o dia inteiro conversando com Dr. Alexandre e sua equipe sobre saúde. Vamos apresentar ao povo do Estado a nossa estratégia de ação. Claro que vou contrariar alguns interesses, mais do que normal. Porque quando você chama o camarada aos bons costumes vem logo com um chororô danado. A primeira ação é fazer dinheiro para a saúde. Fazer dinheiro, gastar bem gastado e boa gestão. Pra isto - só uma saída, treinamento e mais treinamento. No mais é por a cabecinha para pensar, porque crise a gente resolve é encarando ela e trabalhando muito.

5. Recado aos futuros Secretários, Diretores, Adjuntos, Presidentes de autarquias (Caerd, Iperon, Porto, liquidante do Beron, Superintendentes, enfim, todos, para os dois dias de imersão nas águas de dezembro,como se fosse um batismo mesmo, movido a muita conversa, abraços, sorrisos e preocupações. O pessoal precisa se conhecer melhor e nada melhor do que momentos de intimidade.

6. Vocês tem visto por aí, que gosto da madrugada, mas, depois do almoço me deixe dar uma esticadinha nem que seja num sofá, para um cochilo de 20 minutos. Já me basta. Remoço. Mas, é na noite solitária e calma que vem as idéias. E começo a despachar email para todos.  Já estou bem moderno, tenho um notebook, um computador fixo em casa, Internet banda larga e HIFI, Iphone, Ipad, estou todinho instrumentalizado. O grande desafio vem pela frente - é o grande projeto de INFOVIA MULTIMIDIA RONDONIA. Redes em todo Estado, fibra ótica, wireless e até mesmo fio de eletricidade. Só tem uma coisa, que o Estado tem que se entender e conversar instantaneamente.
  • sábado, 25 de dezembro de 2010

    VANA VERBA

    I - AUSTREGÉSILO DE ATAÍDE - ainda me lembro dele. Escrevia na Revista "O Cruzeiro", semanalmente, uma coluna conhecida como "vana verba" - palavras vãs.  Foi um mestre sagrado do jornalismo e dos direitos humanos. É isto que faço hoje, palavras vãs ao  vento.

    II - Recebam, por favor, a minha fadiga de correr duzentos quilômetros em suas homenagens. Essa fadiga é nada frente aos seus esforços e exemplos e a escravidão, de dois séculos de nossas famílias - (uma mensagem natalina);

    III - A gente tem a impressão de que o progresso tecnológico é tudo. Que só ele se basta ao homem. Engano. As pessoas procuram a felicidade nas lembranças agradáveis, na família, na infância, nos lugares, nas impressões que ficam marcadas para sempre. O imenso valor das coisas simples.

    IV - Eu me lembro da Maria do Periquito, se Maria ou Marli, não sei , só sei da sua alegria lá em Guajará-Mirim, nas festas anuais de rua, no carnaval, na festa do boi, tudo fincado na alegria de viver com um sorrino imenso, bem maior do que o horizonte inteiro.

    V- Um abraço pra você Chaguinha, lá do Iata - Colônia Agrícola de Guajará-Mirim, a praça linda, a igreja no centro dela, o entorno de casas simples, a escola, o centro de saúde em arcos romanos, o grande prédio que será escola de educação. Quero o Iata  sendo o meu sol permanente.

    VI - Quero deixar aqui uma palavra mágica, que ainda não faz parte da nossa linguagem, três letras que encantam os meus sonhos - ZPE.  Me dá uma vontade danada de não dizer o que significa. Não aguento e falo. Zona de Processamento de Exportações, Raupp, solitáriamente brada estas letras. Junto-me a ele de agora em diante.

    VII - Tem uma Secretaria que ficará para depois, porque não despertou em ninguém o desejo dela se apossar. Ainda bem. A Secretaria de Assuntos Estratégicos - SAE. Nela ficarão os meus núcleos de articulação - Núcleo de mediação de  conflitos, Núcleo de regulação de contratos e concessões, Núcleo da transposição, Núcleo de articulação com as usinas, Núcleo de Tecnologia da Informação, Núcleo de modernização administrativa e eficiência pública e  o Núcleo da Imaginação Permanente (NIP).
    Obs.: Mas, que diabo é NIP? É o caçador de idéias, de novidades, de talentos, será um núcleo meio abstrato de sonhadores, de pensadores distantes, que catam na rua algum pensamento perdido e que se trabalhado pode se transformar num grande programa.

    VIII - O Márcio Gabriel será o meu homem forte das compras  públicas. Já falei com ele que estude junto com a Agricultura, Emater, Educação - abrir as portas, escandaradamente, aos agricultores familiares, na chamada compra direta. Quero comprar do agricultor, da associação, da cooperativa. O que manda é lei estadual. Vamos produzir a lei rondoniense de inclusão de gente pequena nas compras públicas. Da mesma forma, quero que abra uma sala para o microempreendedor, o informal, o pequeno empresário para que seja recebido com tapete vermelho. E que alguém, ali, receba o pessoal, ajude-o no cadastro e que aplique a lei favorecedora na desigual competição. Pequeno disputa com pequeno. Grande com grande.

    IX - Roberto Requião proibiu no Paraná a fiscalização de micro e pequenas empresas. Não precisa arrocho fiscal nenhum para pequenos, porque o que o governo tem que fazer é deixar o pessoal crescer. O dinheiro deles em algum lugar da cascata produtiva será recebido pelo Estado. Ao invés de gastar energia com os pequenos negócios que se combata o grande sonegador. Eu gosto do Requião, é meu amigo, sou seu discípulo. Fui à casa dele, recentemente e recebi um banho de socialismo.

    X - Por fim, o peixe, o açaí, o palmito. Fontes extraordinárias de riqueza para Rondônia. Por fim, o minério que de tanto existir pra nós rondonienses, bem pouco deixa. O petróleo enriquece povos, deixa royalty, com minério em abundância, energia, boi, a madeira, soja, agricultura sustentável ninguém segura Rondônia. Ainda mais, com o encanto do esporte, da cultura rica e variada, gente do céu, poderemos construir aqui, de fato, muito mais agora, o verdadeiro eldorado. Tudo isto com base sólida no conhecimento, na pesquisa cientifica, no estudo das nossas coisas.

    sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

    VAMOS COMEÇAR VII

    Os outros cargos deverão ser submetidos aos Conselhos da EMATER E IDARON, como também da CAERD para posterior  divulgação. Mesmo sendo indicado o Dr. Castelo Branco ainda dependerá do cumprimento de formalidades internas da Caerd. 

    29. Instituto de Pesos e Medidas (IPEM)
    Vice-Presidente: Francisco Batista da Silva (Pantera)
    (Licenciado em História, Especialista em Didática do Ensino Superior, Atual presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)  PORTO VELHO

    30. FOI ANUNCIADO (CASA CIVIL)

    31. Secretaria da Agricultura
    Secretário: Anselmo de Jesus
    (Deputado Federal pelo PT) JI-PARANÁ
     Secretário Adjunto: Antonio Deusemínio
    (Funcionário Público da Ceplac) OURO PRETO

    32. Polícia Civil
    Diretor Geral de Polícia Civil:  Claudionor Soares Muniz
    (Escrivão de Polícia em 1994, Delegado de Polícia em 2005, trabalhou em Buritis, São Francisco do Guaporé, Porto Velho, Ariquemes) - ARIQUEMES

    Diretor Adjunto: Sandro Luiz Alves de Moura
    (Delegado de Polícia de 2005, Academia de Policia de Rondônia) - PORTO VELHO

    CRÔNICA NA INSÔNIA

    24 de dezembro de 2010



    Ontem, noite adentro, andei envolvido com bolos e tortas. Também, de casa cheia, aniversário da minha filha mais velha, a Bárbara e no revolto de uma casa acostumada ao silêncio, brutal encontro com o burburinho de meninos chorando, tomando banho, cantigas de ninar, bolo no meio da mesa, canto e palmas de parabéns.

    Vinha de um dia longínquo, de vôos distantes, de madrugadas maldormidas, como num sonho impossível de atravessar o Brasil numa geringonça metálica que de tão rápida ainda se quer, de agora em diante, o traslado instantâneo. Ainda é pouco o avião. Cem anos atrás as travessias eram feitas pelos tropeiros, que da mesma forma, conheceram e exploraram riquezas no Brasil profundo de esmeraldas e sonhos.

    Entrei na noite, derrubado pelo cansaço, televisão acesa e acordei pela madrugada com vontade imensa de escrever alguma coisa, que bem não sabia o que seria. Talvez dizer de sentimentos, fluírem astúcias, olhar pela janela e ver a cidade através das paredes, de portas fechadas, de luzes apagadas, de fino tremeluzir de folhagem, da ausência de cães, de gatos miando, de ser uma sentinela da noite de Natal.

    Se de nada for verdade, nem significado tiver, nem causa e somente simples efeito, por si só se basta o Natal, que além de compras, de dar e receber, um abraço fugaz, um beijo quem sabe, só de dizer feliz e feliz já se basta, quando ano inteiro, quase sempre, ninguém diz, feliz e feliz.

    Aqui em casa, tenho um quartinho, por enquanto só meu, onde desleixo impera, livros, revistas, jornais, um computador, uma cama, um ventilador, que mesmo assim, logo percebo quando se mexe em qualquer coisa, gavetas, chinelos, recados escritos em guardanapos, um lápis ou esferográfica. Já ganhei de presente caneta Parker e até Mont Blanc. Logo perco. Adoro a singeleza eficiente da caneta esferográfica.

    Estou conformado que assinarei a minha próxima posse, como a tantas outras assinadas, igualmente esferografada. E me dou por feliz e satisfeito.

    E desta forma, aqui estou escrevendo, puxando assuntos importantes para manchar o papel e me veio pela janela aberta à lembrança do Roberto Ramos, o Robertão, que semana passado criou asas e voou para este universo imutável. Robertão me acompanhou por toda a minha lida política, mesmo antes de pensar em candidaturas, ele, eu e muitos outros abnegados devotos da oposição. Foram-se os anos oitenta, noventa e dois mil sempre juntos correndo o Estado na pregação de idéias, mandatos e eventos políticos.

    Só nesta eleição ele não teve mais condições físicas de me acompanhar. Ninguém nasce pronto na política e nem se faz vereador ou governador de uma hora pra outra. O homem vai se moldando na jornada, na lida, na vivência. E pelo tempo de estrada, pelo tempo de jornada, de automóvel, lombo do burro, nos barcos nos rios, nas dormidas em redes. A este esforço vai-se dando um ponto, um ganho, uma razão de ser. Por tudo que se pratica é que se plasma o homem público. Robertão sempre ao lado, sem resmungar, sem maldizer, como um guerreiro, movido pela causa, seguia para onde nem ele e nem eu sabíamos definir o ponto de chegada.

    E assim dizendo, sem saber o que escreveria na madrugada silenciosa, por fim, encontrei razão de sobra para comemorar o meu Natal. E ainda não tendo, não sendo, simplesmente prometendo ser Governador de Rondônia, quero devotar este mandato do futuro, inteiro, como um presente a este ser humano extraordinário, que foi meu inseparável amigo de jornada – Roberto Ramos.

    quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

    FELIZ NATAL

    A partir de hoje vou entrar no clima de família. Estão chegando filhas e netas. Desço hoje pra casa, para brincar da cavalinho com as netas. Melhor se montado por elas do que por muitos marmanjos que estão querendo me meter o bridão e espora.  Aí, pra mim, é demais.

    Além do mais,nos intervalos, estou com mais de dez quilos de papéis em casa para responder. Muita coisa, que infelizmente não tive tempo de ler e nem responder. Por certo tem coisa boa.  Quero dizer pra vocês que nomeei gente pelo currículo. Pedi pra mandarem curriculos e choveu curriculos. E como tem gente boa e competente.

    Vou reler a todos para passar o pente fino e aproveitar gente competente.  Estou pensando montar uma equipe de avaliação, acompanhamento e elaboração de projetos técnicos e pra isto preciso de gente de comprovada experiência. Não terei pressa. Mas, montarei. E tem muita coisa grande que eu vi, pensei e quero implantar em Rondônia. Em tudo vai dinheiro. E até para pegar dinheiro precisa de bom projeto e boa fundamentação. Pra isto quero gente competente, estudiosa, esforçada, que ame Rondônia e puxe o Estado pra frente.

    Muito bem, vamos ao Natal, as festas. Quero aqui deixar o meu abraço a todos, o meu sincero agradecimento pela confiança de ter sido eleito governador, quero que vocês me desejem sucesso e que tudo de bom nos aconteça.

    Que fiquem com Deus.

    O GEORGE BRAGA JÁ TEM UM PROGRAMA ESPECIAL

    O Secretário de Planejamento do Estado, do futuro, já pediu uma visita coletiva de todos os secretários, no primeiro dia util, ao Pronto Socorro Joao Paulo II e a um presídio. Vou deixar com ele a organização. É muito bom para que o pessoal veja o tamanho do desafio.

    Além do mais abaixar a crista de muita gente. Achando que o governo é um mar de rosas. É muito bom ver a vida como ela é e de tal forma que todos peguem duro  em cima do objetivo de nosso governo que é o de ao menos humanizar a nós todos. Depois virão as demais rotinas.

    quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

    NEM VEM QUE NÃO TEM

    Faltam poucos nomes para eu completar o Governo. Muitos secretários não são políticos e nem filiados a nenhum partido. E nem foram indicados por ninguém. Maioria é indicada pelo seu partido político, que foi aliado no primeiro ou no segundo turno. Outros tantos são do meu partido - o PMDB.

    Está aí composta a minha quase completa colcha de retalhos. Colorida e bonita. Mês que vem começaremos a agir. A governar do Estado de Rondônia. E isto não é brincadeira não. Governar precisa agir, ter velocidade, conhecimento e gostar de gente.

    Muito gente pode estar pensando, fui indicado, sou isto e sou aquilo, vim pra ficar, ninguém me tira, tenho padrinho forte, faço o que quero, tenho a chave do meu cofre, porteira fechada e faço o que quero. Tire isto da cabeça, quem por engano esteja pensando desta forma. Comigo não, meu bem. Comigo você tem que levantar cedo, correr o trecho, conversar muito, estudar, buscar dinheiro fora, dar seu jeito, montar equipe, buscar parceria, ser transparente e dar resultado para o Estado.

    Caso contrário, não tenho nenhum compromisso com gente ruim, improdutivo, preguiçoso, retrógrado, vingativo, birrento, ciumento, dono do mundo. Sou adepto do modelo time de futebol. Tá jogando bem fica até o fim. Deu moleza, não fez gol, vai pro banco e entra o regra três. Sou o técnico do time, sou homem sem alma, sem amigos no time, sem apadrinhados. O que me move é a produtividade.

    Então, povo de Rondônia, partidos, prefeitos, vereadores, deputados, enfim, me apoiem porque é assim que deve ser.

    BAHIA - TERMINEI MEU TURNO DE TRABALHO

    Ao meio dia de hoje concluí o meu circuito de trabalho na Bahia. Estou em Salvador, no hotel. Daqui do alto, 21 andar dá para ver de cara o mar. Boa parte da praias de Pituba. E entender que foi por aqui que o Brasil começou a sua segunda fase de reconhecimento. Primeiro foi a fase silenciosa dos índios. Os verdadeiros descobridores do Brasil. O Brasil indígena. Mais tarde o Brasil negro da Bahia.

    Eu volto pra Rondônia satisfeito. Vou levando na mala um monte de reflexões e tomei conhecimento de que poderemos fazer muito pelo Estado. Assumirei o governo na hora certa. No tempo exato, onde Rondônia exala pelos seus poros uma necessidade imensa de um modelo novo. Que está aí escancarado para nós mesmos promovê-lo.

    Já foi feito muito. Não se pode negar o esforço do povo, do empresariado, dos prefeitos e dos governadores. Mas, agora é diferente. É o salto de qualidade. Pegar a base feita, que foi boa, subir nela e arremessar idéias e propostas para o futuro. Não estou sonhando. Nem o espírito de Rui Barbosa e nem de Castro Alves entraram em mim. Não. De jeito nenhum.

    Tudo que estou concebendo é o mundo admirável que poderemos juntos construir. Porque o desenvolvimento não deve e nem pode ser copiado. Não adianta ir à Nova Iorque puxar modelo de lá pra cá.  O nosso desenvolvimento tem que ser obrigatoriamente local. A força local. A energia local criativa. Em cada lugar, mesmo no deserto, como Dubai, como Israel, em cima da areia se construiu as suas riquezas.  Nós vamos construir, por nós mesmos, os nossos modelos, vamos mostrar para o Brasil e o mundo que temos muito a oferecer. Temos muito que vender. Temos muito que exportar. Que recursos naturais podem ser apossados convenientemente como riqueza humana. Miséria não se combina com preservação.

    O ambiente é propício. Eu faço questão de conversar com o Prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho toda semana ao menos por uma hora. Temos que nos juntar para crescer. Temos que conversar para nos entender. Temos que bater papo para as parcerias e transformar Porto Velho numa bela cidade. Da mesma forma com os Prefeitos de Rondônia, ficar confinados conversando. Sobre saúde, educação, meio ambiente e mais coisas.

    Eu quero as ONGs perto de mim. Quero mais OSCIPS organizadas em todos os setores. Quero um terceiro setor forte. Quero as igrejas me ajudando no encaminhamento dos jovens e no combate a violência. Quero índios no meu governo. Já convidei uma índia de Extrema para ficar perto de mim. Quero suruís, cintalargas, Urus e outros mais. Quero preso gerenciando presídio  no modelo APAC. Quero pobre, preto e puta me ajudando a controlar a fúria da polícia. Quero os homossexuais que apanham e são presos injustamente me denunciando as arbitrariedades.

    Quero também as associações de moradores bem organizadas. Com seus documentos ajustados. Que debatam nos seus bairros e pratiquem a teoria da organização. As cooperativas da mesma forma, e estarei a disposição para ajudar na capacitação de seus membros. Quero cooperativa que coopere com o desenvolvimento. Associação que indique caminho para o Governo. Quero prefeito fazendo a sua parte.

    Eu quero que cada rondoniense assuma comigo as oito metas de desenvolvimento do milênio:

    1. Erradicar a pobreza extrema e a fome
    2. Ensino primário universal e com qualidade
    3. Promover a igualdade de gênero e dar mais poder às mulheres
    4. Reduzir a mortalidade infantil
    5. Melhorar a saúde materna
    6. Combater a HIV, malária e outras doenças
    7. Assegurar a sustentabilidade ambiental
    8. Promover o desenvolvimento humano, econômico e social.

    EU VI NA BAHIA

    Eu vi na Bahia, no dia de ontem, uma coisa extraordinária. Mais ou menos parecida com o que vi em Foz do Iguaçu por iniciativa da Hidrelétrica de Itaipu. No Paraná o nome é Construindo Águas. Aqui na Bahia é Desenvolvimento Sustentável com parcerias.

    O mundo inteligente está aqui. Até a ONU tem uma base no topo de um morro da Mata Atlântica. Longe nevoeiro e morros. Sobrevoando a mata e a calvície nela produzida pelos assentamentos rurais, que sobem o morro em plantio de banana e mandioca. Floresta abaixo e bananal improdutivo no lugar. Região de infinitos riachos, ribeirões e rios.  Vales imensos.

    A Odebrecht lidera uma parte com outros parceiros importantes, inclusive, a Fundação Roberto Marinho. Todo mundo querendo recuperar a mata. No lugar do desmatamento outro tipo de desenvolvimento, mais rico e inteligente, a teoria da organização, o cooperativismo, a educação de qualidade, a industrialização e comercialização para o mundo inteiro de produtos certificados. Vi palmito certificado. Vi peixe certificado. Vi mulheres cuidando da filetização da tilápia. Vi cacau consorciado com outras espécies. Vi tudo bem inteligente.

    Vi que o desenvolvimento deve ser plantado no conceito das microbacias. A salvação das águas. A salvação das pessoas. A educação de qualidade no meio de tudo. A onda de conscientização da juventude. Associado ao clima, a floresta em pé vem a dignidade humana, a cidadania, a educação, a saúde, o trabalho digno e humano e o meio ambiente saudável. A ONU lá de cima vigia tudo. Empresas com visão social estão  ali contribuindo para a construção de um milênio admirável e mais rico.

    A ignorância depreda, humilha e empobrece.

    ESCOLA CASA JOVEM

    Nesta viagem à Bahia dei com a cara numa escola rural, municipio de Igrapiuna, chamada ESCOLA CASA JOVEM.  Até aí tudo bem, uma escola, como tantas outras mil escolas que tem neste país. Só tem uma coisa, ela é diferente.

    Recentemente, ganhou prêmio nacional do MEC pela excelência da gestão.  É uma escola rural, em regime integral, no sopé de um vale, atende a vários municípios, fico na área de uma fazenda, meio da Mata Atlântica. A diferença é a gestão. O currículo é feito ali mesmo. Tem um "circulo de leitura", que faz parte da grade. Vi os meninos recitarem poesias - Ferreira Gullar, Fernando Pessoa, Carlos Drummond, Cecília Meireles, Castro Alves e outros. Na maior arte. Tudo limpo, biblioteca com 2000 livros, quadras esportivas, pais e mães no conselho escolar, tudo bem participativo mesmo.

    E o mais importante, as duas coisas, ensino médio convencional no extraturno curso profissional - em vários setores, inclusive, panificação. Ela é do estilo Escola da Família e em Rondônia é chamada Escola Família Agrícola (EFA).

    O Diretor Francisco Cruz do Nascimento será convidado por mim para falar em Rondônia sobre o modelo. Justamente este dito cujo, que eu desejo implantar no ensino rural do Estado de Rondônia. Vi com meus olhos o que desejo. Vi com meus olhos que é possível. Vi com meus olhos que tudo pode ser diferente. Vi no interior do Bahia.

    VAMOS COMEÇAR VI


    Dando seguimento as indicações para cargos no governo, apresento a todos vocês os novos nomes:

    26.Secretaria de Assistência Social (SEAS)
    Secretário Adjunto: Márcio Antônio Félix Ribeiro
    (Graduado em Ciências Físicas e Biológicas, pós em psicopedagogia, ex-Secretário de Educação em Ji-Paraná e Secretário de Desenvolvimento Econômico e Social em Ariquemes) - Ji-Paraná e Ariquemes

    27. Procuradoria Geral do Estado (PGE)
    Procurador Geral: Valdecir Silva Maciel
    (Procurador de Carreira) - PORTO VELHO
    Procuradora Adjunta: Maria Rejane Sampaio  Santos

    (Procuradora de Carreira) PORTO VELHO

    28. Secretaria de Administração
    Secretária: Vera Lúcia Paixão
    (Advogada, Administradora, Pós-Graduada em Direito de Estado, Defensora Pública em Vilhena)-VILHENA
    Secretária Adjunta: Carla Mitsue Ito 
    (Psicólogo, Gerente do Banco de Gente) - PORTO VELHO

    29. Instituto de Pesos e Medidas (IPEM)
    Diretor: Osni Ortiz
    (Pedagogo, Licenciado em História, Pós-graduado em Gestão Ambiental, Secretário de Agricultura em Rolim de Moura) - ROLIM DE MOURA

    30. Casa Civil
    Secretário: Ricardo Sá Vieira
    (Advogado, ex-Secretário de Estado de Justiça e Cidadania, ex-Procurador em Ariquemes e atual Procurador Municipal em Cacoal, pós-graduado em Direito Público) - CACOAL
    Secretário Adjunto: Basílio Leandro de Oliveira
    (Diretor Executivo da Faculdade Panamericana de Ji-Paraná, ex-diretor de marketing de Uniron, Bacharel em Sistema de Informações pela UNIR, Pós graduado em Gestão Pública pela Universidade Católica Dom Bosco) - JI-PARANÁ

    terça-feira, 21 de dezembro de 2010

    AGORA EU JURO DE PÉ JUNTO

    Nem que caia uma banda do céu, amanhã eu anuncio todo mundo. Está passando da hora. Os partidos ficarão num dilema dos diabos e não enviavam os nomes. Agora, pelo que fiquei sabendo está tudo certinho. Procuradoria, Delegado da Polícia Civil, Emater e Idaron (agora ou depois de acordo com leis próprias) Agricultura, Administração, parece que só faltam estes.

    Dia 26 e 27 internação para conversar, dormir no mato, fazer jejum, pedir perdão a Deus pelos pecados e não pecar mais. Fazer corrente, cantar hino, pai nosso, baixar o joelho no chão para dali sair todo mundo purificado e começar o governo.

    É a forma de dizer, não será tão radical assim, mas, vai rolar muito papo. É como time de futebol, é preciso concentração. De vez em quando eu vou fazer concentração. Não quero jogador badernando. Nem subindo morro que nem Adriano. Sou Flamengo, mas não quero nenhum Bruno comigo. Xô.

    O MUNDO NÃO IRÁ SE ACABAR

    Tem muita gente preocupada com os nomes que estou anunciando. Governo é bom é assim mesmo. Meio misturadão. Gente de esquerda, ultraesquerda, mais esquerda do que o sol quando nasce, e outros que nem estão aí para ideologia. Muitos estudiosos estão dizendo que devemos estar acima das ideologias. Que esta bendida  tem alguma coisa de genética, este certa indignação pela ordem das coisas. E com o tempo, os velhos perdem a ideologia e fiquem normais, mansos. Só querem mesmo é a aposentadoria e o sossego. Mas, uma mistura, um choque delas pode ser bom.  Eu vou ficar olhando esta gente brigar com seus chifres de idéias ou ideologias, dando cabaçadas. Enfim,  o que tudo mundo quer é a felicidade das pessoas, fazer a coisa certa e deixar de lado os refrães da internacional comunista, que ninguém mais sabe de cor - "a sociedade privada é uma anomalia pré-histórica" ou  "levantei-vos ó vítimas da fome, levantai-vos famélicos da terra..." e por aí vai.

    Não. Agora é solução - terra, pão e propriedade por regularização fundiária e regularização ambiental. Bastam e mais nada.

    SÓ ESTOU OLHANDO O TAMANHO DO DESAFIO

    É sempre a mesma coisa quando se começa a governar. O tamanho do desafio pela frente. Não estou nem aí. Quando maior o desafio pra mim é bem melhor.  Porque eu vou soltar mais adrenalina e ficar mais agitado e o meu cérebro mexer ainda mais. Quem sabe não vou necessitar de alguns surtos esquizofrênicos para encarar coisas que parecem insolúveis. A loucura vence tudo do seu jeito pelo  alucinado.

    E fique sabendo pelas leituras, que as idéias criativas surgem no meio do caos. Da diversidade, da bagunça e aí é hora de se buscar no fim do mundo, as energias necessárias para dar o ponta pé inicial e ordenar as coisas no rumo de uma certa lógica. A lógica do bom senso. A lógica da administração responsável como a que se pratica em casa, fazer cada coisa no devido tempo, uma primeiro, a outra depois. E se vai rolando a bola e ao final a coisa fica bacana.

    É isto. Disse em discurso recente, qual é o problema de governar Rondônia? Me diga, meu amor!  Muito mais difícil é governar a China, O Iraque, Estados Unidos e por lá tudo vai andando, continuam vivendo e lutando. E  aqui, Estado grande em geografia, escasso em gente, riqueza pra todo lado. É só agir, puxar de dentro deste cérebro meio lerdo, o que de mais ele pode produzir e pronto.

    Estou adorando receber a saúde aos frangalhos. Bom seria se tudo tivesse nos trinques. Mas, não está. Estão me dando a santa oportunidade de fazer a diferença. Coisa boa. Vou mexer os meus pauzinhos e tudo ficará ainda melhor.

    Vamos ver gente, vamos ver, só quero empurrar esta turma que está comigo, que vem fazer parte do meu corpo, vou deixar vocês doidinhos da silva, madrugadinha vocês já estarão cheios de tarefas e olhe lá - a minha palavra de ordem é desempenho.

    domingo, 19 de dezembro de 2010

    Estou de viagem

    Estou saindo daqui a pouco para visitar na Bahia um projeto integrado de agricultura familiar patrocinado pela Odebrech; Vou ver lá para trazer pra cá.  Conhecimento, tecnologia e comercialização integrados. Vou ver, apenas, presunção no estágio em que me encontro. Vi semelhante em Foz do Iguaçu, encantei-me.

    FINALMENTE O ACORDO COM O PT

    Hoje, noite chuvosa,  21 horas uma longa e ultima conversa com o PT e ficou decidido, os nomes virão depois, na segunda a tarde para EMATER, IDARON E SECRETARIA DA AGRICULTURA. As federações estavam aguardando com preocupação, mas, posso garantir que o governo terá uma meta de trabalho, discutido com os devidos segmentos, para que o Estado continue trabalhando firme para aumentar a produção e renda da agropecuária rondoniense.

    Peço a todos um voto de confiança do meu governo

    HOJE É DOMINGO, DIA DA LEVEZA

    Daqui mais alguns dias, virá um blog novo. Este que está aqui vem mudando com o tempo. O outro havia espaço para artigos, ensaios, diários, crônicas e recados. Este aqui está meio platafórmico. Tipo um mural. A coisa deve ser "meio tudo". Aí sim, com o novo, espero que possa colocar o meu pensamento diverso. Porque na cabeça não há somente uma linha de pensamento.

    Quando eu escrevo, por minha natureza crio polêmica. Faço isto sem esperar que seja polêmico, mas, termina sendo. Eu aprendi ser assim. Na campanha passada, a oposição pegou um livro meu, o CALEIDOSCÓPIO e tirou dele alguns parágrafos e denotou na rua a minha loucura.  Achei o máximo. Fiquei sabendo que vendi todos os livros. Eu mesmo só tenho um.

    A polêmica é maravilhosa. Eu tenho comigo, ao longo da vida, de sempre colocar pessoas bem diferentes juntas. Até mesmo antagônicas. A melhorar controladoria que existe é o companheiro próximo. Um olhando o outro. Um vigiando o outro. Com o tempo eles passam a contribuir.

    Voltando ao blog, quero por nele poesia, opiniões diversas de pessoas, trechos de respostas, um relicário do meu dia de serviço. Fotos. As fotos encantam. As pessoas gostam de se ver. Gostam de olhar no espelho. Colocar um link para um verdadeiro painel de fofocas. Aí sim está a essência da vida. A fofoca é uma doença incurável do homem. Todo mundo tem o seu lado fofoqueiro. Uns mais e outros menos. Tudo isto é a egocentria.

    Agora meu irmão, saia de casa, vá ao mercado, feira, rua, parentes. Vá neste domingo, por aí, e fofoque muito, abrace muito, coma pastel, pamonha, doce de leite, sorria com os amigos e aí sim a vida se justifica.

    O SEGREDO DA EDUCAÇÃO

    Como começar um governo que deseja melhorar a qualidade da educação?

    Não há segredo nenhum - comece pelo professor. E pronto. Só e somente só, através do professor é que se pode melhorar a educação. Depois dele, vem o resto.

    E este resto é também muito - o foco no aluno, as metas, o desempenho e as avaliações.  O papel aceita tudo. O pensamento vai saindo da cabeça, movem os dedos, o computador executa e registra na tela o que se idealiza, mas, o caminho é longo e necessita de criar os processos, as interligações, as conexões, os meios, caminhos para que o Estado possa agir.

    Porque o Estado é lerdo. De certa forma preguiçoso, indiferente, insensível, impessoal. Em resumo - devem ser criadas regras. Porque um Estado sem regras ele não existe. Sem regras claras o que se tem é o caos. Cada um seguindo a sua própria regra, com o tempo ela passa a parecer verdadeira e como são muitas, nada funciona.

    O céu é o Estado da ordem.

    Para melhorar a educação - vamos colocar no epicentro de tudo, o grande agente da transformação, o professor e todo o seu sistema planetário de apoio. Não dá para num singelo "post" de idéias, dissecar tudo que se pode fazer pelo professor, que é muito, tudo enfim para que este soldado dentro do exército possa lutar e vencer neste país o grande inimigo - a ignorância.

    QUEM TEM RECURSOS HUMANOS QUALIFICADOS MOVE O MUNDO

    Este é o segredo de tudo. Gente capaz. E tudo vai se modificando quando se junta no mesmo ambiente gente para conversar e pensar. Eu vejo que num governo não se pode ter ilhas de excelências. Pequenos núcleos dispersos na mesma geografia. Se assim ficarem, tem-se um falso governo. Ele existe, mas, não governa, não age, não dispara, não acontece.

    Porque se tem um governo disperso. Com pequenos donos de seus pedaços. Agem sozinhos. Apossam-se de um conhecimento público como se fosse privado, como se fosse pessoal, o que não é verdade. Então, para se ter bons resultados  deveremos juntar estes redutos isolados num mesmo ambiente. Porque assim acontecendo há uma tendência natural a se ter um resultando muito maior, que seja a somação de forças. Isoladas serão forças que se anulam.

    É por isto que vou juntar o povo. Área de tecnologia da informação do governo é do governo, deve se agrupar para render, juntar os trapos, juntar as máquinas, juntar o pensamento. Enfim, tudo.

    Tem núcleos de RH em todas as secretarias. Não concordo. Devem desaparecer para se juntarem todos na Secretaria de Administração, diferente, com uma nova configuração do que seja recursos humanos aptos e felizes. RH produtivo na sua concepção de que gente é um reservatório de emoção e sentimento.

    Outro lado do governo - compras, negócios públicos, aos frangalhos. Absurdo. Juntar tudo no mesmo órgão, para se possa construir uma nova concepção de governo, do seu papel, de forma tal que cada um fiscaliza o outro. Ambiente aberto, flexível, limpo, bonito, agradável com mesas para que todos possam conversar de quando em vez. As pessoas tem necessidade de conversarem, de discutirem, de trocarem confidências, se não houver "os pontos de encontros" o pessoal termina encontrando-se no banheiro, debaixo das árvores, nos bancos do lado de fora.

    Quem tem recursos humanos preparado faz imensa diferença e posso afirmar - faz a revolução.

    sábado, 18 de dezembro de 2010

    COMO EU QUERO O MEU GOVERNO

    Quero o meu secretariado movendo o Estado. Odeio ficar em Gabinete levando bronca. Eu vejo que Secretário tem que andar. Saúde - correr o Estado, levar o pessoal para enxergar a realidade, tomar decisão na hora, visitar almoxarifado, controlar patrimônio, conferir os serviços contratados, verificar se a empresa de limpeza está fazendo o serviço bem feito. Usando o sabão correto, o desinfetante e tudo que pode contribuir para a segurança do pessoal.

    Ninguém pode ficar parado.

    Se não tem nada pra fazer, saia por aí que encontrará serviço. Na educação nem se fala. Tem que sair fechando ralo. Tem ralo aberto demais. Estas empresas de transporte escolar, vou dizer pra vocês, é de lascar. Na hora da vistoria tem ônibus belezinha. Na linha, lá no mato, tem cacarecos rodando que de há muito poderia estar no ferro velho. Tem que botar pra quebrar.

    Eu mesmo, já dei "incertas" no transporte escolar. Parei ônibus, entrei, mandei alunos descer e intimei a empresa a tomar vergonha na cara. Bancos rasgados, vidros todos quebrados, veículo sujo, fedido, uma anarquia. Gente, pelo amor de Deus, não me façam de besta. Quer ganhar dinheiro, claro, dinheiro é bom demais, mas, sem ladroagem.

    Então, meus diletos e futuros secretários, cheguem cedo no serviço, antes dos funcionários, o seu exemplo é a sua melhor palavra. A sua atitude é o seu maior recado. Eu fico pensando assim: se os bancos controlam as contas de todos os brasileiros, saldo, extrato, transferência, pagamentos, aposentadoria, enfim, como é que o governo não pode controlar peças, pneus, combustíveis, livros, cadernos, remédios?

    Ora bolas! Se você não sabe montar o sistema de informática, vá ao Paraná, Serpro em Brasília, e outros lugares e peguem softwares livres, gratuitos, excelentes e ponha para controlar as suas coisas. Vamos aos poucos saindo do mundo das grandes empresas de informática. Este é o mundo admirável, lindo, complicado, difícil pra leigos - o correto mesmo, é ter o seu pessoal de TI e ir montando pouco a pouco o sistema integrado de comunicação e rede. Quem me falou isto foi o Roberto Requião, ex-Governador do Paraná, tive com ele e o que o Paraná tem está disponível para o Brasil inteiro, de graça.

    FAZER O ÓBVIO NA EDUCAÇÃO - QUANDO COMEÇAR?

    Japão, Coréia, China, Chile, Estados Unidos, enfim, todos que cresceram e prosperaram, fizeram sempre a mesma coisa - investiram na educação.

    Foi só isto o motivo do sucesso deles. E este "só isto" foi o bastante para mover o motor destes países. Depois do investimento sério na educação, é só esperar, que as coisas irão se encaminhando naturalmente.

    Não faz muito tempo, ainda peguei esta fase, onde a escola pública era bem melhor. Estudei no interior de Goiás, cidade pequena e isolada, saí de lá para Goiânia, com a oitava série, passei na primeira prova para emprego, fui para o ensino médio, no Liceu, público, fiz o Colégio Universitário (terceirão na própria universidade) passei em dois vestibulares  - medicina na Universidade Federal de Goiás e Engenharia na Universidade Nacional de Brasília.  Nem cursinho fiz. Passei direto.

    E o tempo passou, hoje, inacreditavelmente, a escola pública piorou. Que coisa? Fico pensando, tudo isto foi muito anormal, porque o mundo evoluiu muito, a tecnologia tomou conta de tudo, Shopping Center, aviões, computadores, e o nosso Brasil foi voltando para trás na educação, querendo voltar  para o século XIX, o mundo puxando pra frente e o Brasil puxando pra trás na educação.

    Só pode ser macumba.

    Eu quero contribuir para recuperar o prejuízo. Não digo vou zerar o saldo negativo. Eu quero aumentar o investimento na educação, hoje, sobra pouco para investir, cerca de 10%. Com este dinheiro não dá para se fazer o choque. O que me resta é cortar. Cortar na carne. Ainda este ano reduzir aluguéis, negociar contratos de tudo, de limpeza, de vigilância, economizar energia, água, papel, cartucho, Xerox, empresas de informática e tudo o mais que sangra a educação.

    O dinheiro tem que chegar à escola. Temos que comprar comida na agricultura familiar. Chega de ficar comprando conserva de milho verde, goiabada de Minas Gerais. O dinheiro é este. Não posso esticá-lo e no mais é buscar dinheiro fora. Não contratar ninguém que não seja pra trabalhar muito. E vamos acabar com esta pouca vergonha de penduricalho de gente no serviço público. Tem muito emprego na praça.

    Eu sei, que tudo mundo está esperando uma palavrinha sobre aumento de salário. O que eu posso dizer que é trabalhador na educação, estou falando agora só de educação, pode contar comigo. Não quero greve. Não terá greve comigo. Nem precisa pedir. Quando puder já vou oferecendo ganhos para os trabalhadores, porque não aceito, de jeito nenhum mil e duzentos reais para um professor com 40 horas.

    Com que cara eu posso chegar ao céu, um governador que não fez nada pela educação, com este pecado mortal, serei jogado nos tanques de azeite fervente, para nunca mais sair. Eu não quero isto. Eu quero ir pro céu e ficar no meio dos professores. Já pensou, depois de morto, lá em cima, levar um ovo chôco na cara?