Quem anda por feira livre encontra preciosidades. Aí está mais uma. É o afinador de piano Lauro Câmara Jardim Filho, raríssima profissão, ainda meio abandonado por aqui, porque são poucos os pianos.E o que ele mais quer é justamente o contrário, que se aumentem os pianos nas escolas, teatros, auditórios, hotéis, enfim, para que ele possa expressar o seu ofício. Eu também sou um afinador de pianos deste Estado, só tem que no meu caso, quero afinar o próprio Estado. Porque o Estado tem que tocar uma mesma música, afinadíssima, por exemplo, acabar com o analfabetismo, que está na contramão da própria vida. Mais conhecimento e informação técnica à nossa juventude, que também está bem desafinada. E por aí vai. Como Lauro eu tmbém sou afinador de pianos.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
É DE DAR ARREPIOS
Estou no Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques. O monumento é tão extraordinário, e de certa forma místico, que é de dar arrepios. Só em pensar na sua construção, nos detalhes, na logistica, na curva do rio, na importancia histórica. Puxa! Faltam palavras para falar da sua magia.
O canhão mirando para todos os inimigos simbólicos.Os inimigos que nunca existiram. Os inimigos da solidão. Eles continuam a mirar para a curva do rio, celebrando a grandeza deste universa extraordinário e encantado. Talvez estejam mirando para nós mesmos, que ameaçamos a nossa natureza de biguás e praias.
Estou sobre os paredões do Forte, jogando meu corpo pra bem longe. Sobre o Rio e a Bolívia do outro lado. Estou aqui fazendo o sinal da vitória para que eu possa restaurar o patrimônio do abandono, mesmo tendo uma guarda permanente do Exército, que pela primeira vez vi e gostei que estejam verdadeiramente guarnecendo as fronteiras brasileiras. O Forte é grande demais para os mosquitos, poucos olhares atentos, que acostumados à paisagem nada mais veem de admirável, a não ser ruínas.
Aí está a guarita, a marca da vigilancia permanente. O Forte será oferecido ao mundo e parece que foi construído de propósito, para incorporar-se à riqueza economica e social da região. Não foi a toa a sua construção. Foi estratégica e militar, mas, no fundo uma concepção bem moderna que o patrimônio histórico é nosso e da humaniade e que deve ser restaurado para que todos possam usufruir desta riqueza.
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