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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

AVIÃO E CARRO E TELEFONE

Ontem, mandei recolher todos os carros entregues a quem quer que seja, que não o mereça por ofício e recolhi à garagem. Este negócio de carro oficial é exceção e não regra. O cara deve ir para repartição e fazer seus contatos em seu próprio veículo ou bicicleta.O Gabeira quando Deputado Federal  usou bicicleta por anos a fio.

Todo mundo sabe que a onda do mundo agora é o corpo saudável. E corpo saudável se consegue é com caminhada. Trechos curtos de 1 a 2 quilômetros, não precisa de carro nenhum. Solte a perna na rua e vá e volte. Tenho certeza que pelo menos umas 250 calorias você irá queimar. Faz bem para a saúde e para a economia do Estado.

Então, combinado - carro só com minha ordem. Ninguém está autorizado a ceder carro para outro sem a minha autorização. A não ser casos especiais de comprovada necessidade, como um transporte de um doente, um sinistro grave e coisa e tal.

Avião - nós estamos começando agora. Ninguém está viciado em avião ainda. Porque avião vicia. E nós somos pobres, bem acostumados com ônibus e o automóvel pra mim é muito e me basta, este negócio de viajar para o interior em missões de secretarias, ótima idéia, vá a Roviária e veja por la -  tem excelentes ônibus na noite, leito e tudo mais, água gelada, vc pode tomar l comprimidinho pra dormir e acordar em Vilhena numa boa.

Esqueçam aviões do Estado. Primeiro porque o Estado não tem avião. Tudo é alugado. Viajou pagou. Deixei um avião para socorrer doentes dos municipios de fronteiras. Caso grave pode ligar para o Major Gualberto da Casa Militar que será atendido. Mas, é uma boa causa.

Telefone - o Gebrim estava pedindo aos Secretários para enviar pra ele as suas necessidades de celulares. Falei pra ele - que nada rapaz! Mande a metade apenas e avise que não tem mais. E além disso estipule a cota mensal de ligações, passou do limite estabelecido que se desconte dele na folha de salário. Quero ver quem não obedece.

MAIS UMA VEZ EM BRASILIA

Vim à Brasília, como sempre naquele bendito vôo da madrugada. Tive uma boa conversa com Antonio Bonfim, técnico em trânsito por mais de 35 anos, inclusive foi Diretor do DETRAN  em Brasilia,  para que posssa ajudar o Governo por 1 ano, nas  políticas de modernização, educação, engenharia de trânsito na capital e no interior.

Vou à CONAB  numa conversa franca sobre comida, produção no  Estado, política de preços e outras ações do Governo Federal para que o Governo do Estado possa se enquadrar e cooperar.

Objeto da viagem - maior - TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, com o Ministro Valdir Campelo sobre a obra de esgotamento sanitário de Porto Velho que se encontra paralisada, por problemas técnicos de engenharia e procedimentos. Vou me compremeter com ele a resolver todos os pontos pendentes e preciso da obra desembaraçada até inicio de abril para que se volte, com força total com os serviços ainda no mes de abril. É a maior obra de esgoto sanitário doPAC  do Brasil. Pra mim é questão de honra.

Torçam por mim. Tenho na veia a arte da boa negociação. Que hoje tenha a mesma sorte.

RONDÔNIA: AGORA...AGORA...AGORA

Com esta expresão Mangabeira Unger concluiu sua palestra aos Prefeitos ontem. Discorreu  sobre a necessidade de se implantar em Rondônia um novo modelo de desenvolvimento centrado nas oportunidades das classes mais pobres poderem chegarem às classes médias. E no mais a promoção de uma educação, principalmente em nível médio com dois componentes inseparáveis - o ensino tradicional com o profissional em que se formem um novo homem rondoniense voltado para as práticas comuns.

A base da economia do Estado, constuído por levas de pequenos produtores empreendedores e destemidos, precisa agora, mais do que nunca, do componente de segurança juridica que são - regularização fundiária e ambiental. Com esta base o Estado deslancha.

Chamou a todos os Prefeitos, Governo do Estado para esta missão histórica e é agora, neste exato momento, é que se situa o ponto da diferenciação entre o tradicional esquecito e discriminado, como seringueiros, indios, quilombolas e refugiados nas cidades - que se formem governos vanguardistas, que ataquem as raízes histórica das pobreza crônica e partam para a busca de oportunidades aos jovens e aos cidadãos do Estado.

Obs.: Mangabeira será Coordenador de Projeto Rondônia de Desenvolvimento (a partir de março virá ao Estado para monitorar a evolução por uma semana a cada mês).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

AMENIDADES

Parar de falar em coisas sérias e cobranças permanentes. Dá enjôo sempre este falatório de efetividade e resultados. Esta dura vida de planilhas e mapas.  Vou deixar aqui algumas amenindas para vocês hoje, nesta segunda-feira, para relaxar um pouquinho:

  1. Restos Vitais (Nicolas Beher)
Sexta-feira chegou e ela não veio
Peguei o primeiro ônibus pra Brasília
E encontrei morena
na rodoviária comendo pastel
Tomando caldo de cana
E passeando  nas escadas rolantes.

Dentro da América do Sul
Entre dois mares
no mundo
mapa na mão, olho no mapa, mão no olho
Vamos tentar encontrar a cidade.

2. BONDADE (SYLVIA PLATH)

A bondade desliza pela casa
Dona Bondade , ela é uma graça
As gemas vermelhas e azuis de seus anéis embaçam
As vidraças, espelhos
Se enchem de sorrisos.

O que é mais real do que um grito de criança?
O de um coelho talvez seja mais selvagem,
Mas não tem alma.
Acúcar cura tudo, diz a Bondade
Açúcar é um fluido necessário....

3. NOITE DE VENTO (Charles Bukowski)

... Com a ventania
os galhos batem no vidro da janela
Enquanto apago a luz da cozinha
e vou para a sala
ligo a TV
Bem na hora em que um guarda atira num
homem no alto de uma escada de incêndio
e ele cai e cai
e se esborracha na rua

esse nunca mais vai ter que comer
camarão com ervilha chinesa na vida.

EMATER E AS INOVAÇÕES

Eu me preocupo com a rotina. Porque a rotina aliena e conforma. Com o tempo toda a paisagem fica a mesma e pouco ou quase nada vai se fazendo para alterar. Muitas vezes numa cidade a rua é toda igual, por anos a fio, até que se plante uma árvore nova, um singelo canteiro e logo salta à vista algo extraordinário.

O que se deve fazer é quebrar a rotina da paisagem. Para que salte ao olhar o algo mais extraordinário. E vejo que chegou a hora da EMATER, em cada cidade deste Estado, sair um pouquinho deste horizonte estável e previsível.  Bem que se poderia dar um choque de diferença, introduzindo alguns novos conceitos, nem que seja para errar.  Porque quem inova acerta e erra. Um acerto bom vale por mil erros.

O homem tem esta grande capacidade de insurreição. Foi assim que fez Tirandentes - insurgir. Foi assim que fez Darwim - insurgir. E aí eu fico pensando, como fazer isto dentro de um cérebro acostumado com os mesmos fundamentos. As gavetinhas cerebrais todas cheias de velhos conceitos. De lentas e maldormidas reuniões com associações. Sempre os mesmos e envelhecidos, sem o componente revolucionário da juventude sempre insatisfeita e excluída. As associações também devem ser decodificadas. Para que brilhem e surjam novas lideranças verdadeiras. A não ser o mesmo companheiro de sempre, voluntarista e solitário.Mais que presidente e sim um devoto.

Que tal a EMATER - EMBRAPA?

Que tal a EMATER - INPA?

Que tal a EMATER - SEDAM a desafiar o que venha ser efetivamente desenvolviemento com sustentabilidade?  e que tal um modelo rondoniense, próprio e efetivo do que venha ser este conceito tão largo? Efetivamente dentro dos seringais, ribeirinhos, reservas - tirando e incentivando a produção economica das riquezas naturais existentes no Estado.

Que tal a EMATER - EDUCAÇÃO no campo?  Insurgindo-se contra este modelo atual, vazio, ruim, excludente de educação rural? e seguir outro rumo, modificado com a escola de alternancia pra valer, profissionalizando e criando o maior caso com o Conselho de Educação para reconhecer o modelo rondoniense como algo novo e inusitado?

Que tal a EMATER - AÇÃO SOCIAL - PRESIDIOS  - trabalhando os modelos alternativos de produções de alimentos, em terras baldias,  e também cadastrando pequenos produtores para as vendas governamentais?

Além de tudo aquilo que ela sabe fazer como ninguém que é assistência técnica efetiva. E num raio de luz poder também trabalhar com custos e ir a fundo para que se possa recuperar as pastagens degradadas de Rondônia, só por esta ação extraordinária, será responsável pela virada do PIB do Estado para maior.

Então, vejo este Exército de homens e mulheres, mais de 1 200 como uma força incomparável para efetivamente mudar este Estado. Para que seja muito melhor. Porque Rondõnia é grande e pequena. Muita terra e pouca gente. Dá para se fazer imensa diferença. Somos metade de BH, de Brasilia, dez vezes menor do que a cidade de São Paulo, menor que Manaus. Só tem uma coisa - precisa ter coragem e vontade para se insurgir contra o modelo morno e sombrio que os anos nos impõe e conduz.

A TRAGÉDIA HUMANA

Tive tempo de assistir o Fantástico de ontem. Quase tudo sobre o infortúnio das enchentes e desmoranamentos especialmente no Rio de Janeiro. Nada mais forte do que as imagens e que as palavras dificilmente conseguirão dizer algo mais. Diante de tudo resta a cada pessoa naquela situação clamar por socorro e ficar imensamente feliz com uma garrafa d'água, uma mão de apoio, um abraço. E no mais um a um vai saindo dos seus cantos destruídos, enfileirados, subindo ladeiras lamacentas, como retirantes passivos, carregando as dores dos séculos, para os seus campos de refugiados.

Não cabe aqui dizer de quem é a culpa. O que habitualmente recai sobre o poder público, as prefeituras ou governo do estado. Tudo é muito louco na ocupação urbana. Tudo é muito rápido nas invasões de áreas para morar. Ondas e ondas de brasileiros urbanizaram-se nos últimos anos. E continuarão a fazê-lo ainda mais. O mundo rural escasseia e o deslumbramento pelas regiões metropolitanas é fascinante, e tudo parece belo e mágico, enquanto formam legiões de brasileiros malmorados e infelizmente vivem no fio da navalha.

Sei como é isto. Você tira uma leva de gente. Logo depois outra está no lugar. Num raio do tempo, num piscar de olhos lá vem eles, numa organização de impulso a ocupar novamente o mesmo encantamento da morte numa rapidez insana. Só um Estado forte a impor limite duro e a oferecer assentamentos seguros e habitações dignas. O mundo pobre das grandes cidades mundiais repete o mesmo cenário. India, China, Brasil, México e por aí vai, parecendo uma onda do tempo em que o homem se descaminha para os seus próprios abismos.

O que me resta é sentir a emoção da imagem. E doer fundo na minha alma.

domingo, 16 de janeiro de 2011

ENCONTREI MEU LIVRO

Este blog está blogando mesmo. Soltei nele que havia emprestado meu livro "Choque de Gestão em Minas Gerais), havia esquecido pra quem e que estava precisando dele novamente.  Quase um mês depois, não é que por acaso, ontem, a Mary Braganhol deu-me a notícia alvissareira - o livro está com ela. Que bom. E é por este motivo, com certeza, que a Mary vem trabalhando com eficiencia  máxima na Secretaria de Agricultura do Municipio de Ariquemes e com certeza o Choque de Gestão deve ter contribuído muito para o seu sucesso.  Fico duplamente feliz. Pela Mary que está tão bem e por mim que receberei o meu livro de cabeceira de volta.

A Geovana lá de Alto Alegre dos Parecis conseguiu um exemplar em Minas e me disse que enviará em breve. O Nina outro em São Paulo. Daqui a pouco vou ter uma biblioteca só com um título - Choque de Gestão em Minas Gerais.

GESTÃO DE PESSOAS

O mundo das organizações se debate por séculos na grande busca do modelo ideal para administrar gente. Porque cada ser humano é especial e único. E como transformar este ente tão particular e extraordinário, com sentimentos, necessidades, planos próprios dentro de um grupo, para que volte para objetivos comuns e venha produzir resultados cada vez maiores?

Milhares de livros produzidos. Milhares de palestras feitas. Milhares de ferramentas experimentadas. Centenas de modelos implantados e testados. Certo é que toda esta luta, estudos e pesquisas irão continuar por muito tempo ainda.

O segredo e objetivo  é  fazer a máquina andar.

Disse antes, quem tem gente preparada e motivada move o mundo. E é verdade. Por isso que sempre achei que a Secretaria de Administração de um Estado é a mais importante, porque tem a função de organizar as pessoas, definir metas, escrever regras e planos, fazer treinamentos continuados, modernizar os setores, avaliar desempenho (que é muito difícil).

No entanto,  já tem por aí algumas ferramentas bem usadas e se aplicadas convenientemente darão excelentes resultados - o BSC é um deles (Balanced Scorecard). No mais é oferecer cursos de pós-graduações aos gerentes, diretores, servidores interessados, além de outros de curta e média durações. O Estado deve gastar dinheiro, de verdade, na preparação do seu pessoal.

Por fim, no serviço público, uma lei de incentivos ao servidor, que pode ser um plano de carreira, cargos e salários com uma visão moderna, competitiva centrada no merecimento, como fez Minas Gerais, São Paulo e outros tantos Estados e municípios. Uma lei em que o servidor público tenha visibilidade de futuro, saiba que o seu salário é flutuante, pode ganhar mais ou menos e que só vai depender dele mesmo.

Assim sendo e conceituando os meus pontos de vistas - a Secretaria da Administração deve centralizar no novo prédio do CTA todos os RHs das Secretarias e cuidar de todos com extrema competência e visão de Estado moderno e produtivo. Porque o grande objetivo do Estado e consequentemente do SERVIDOR PUBLICO é o de servir ao povo e bem.

EMATER

Depois de Ouro Preto, sentido Ji-Paraná, tem uma construção à direita, que é o Centro de Treinamento da Emater/RO. Estrutura grande e organizada para alojar gente em dias especiais de capacitações. Abreviadamene - CETREM.

A solenidade de posse do novo Secretário Executivo da Emater aconteu lá, ontem, na parte da manhã. Festa concorrida, auditório superlotou-se, gente em pé e corredores. Bem mais que convidados especiais estavam servidores da própria instituição do Estado inteiro.

A Emater é uma associação civil de direito privado sem fins econômicos.  Mesmo sendo de direito privado está intimamente ligada ao Governo do Estado, que contrata seus serviços e paga suas contas. Mantém convênios federais com o MDA e INCRA.  Até aí tudo bem, o fim é nobre, a Emater é grande, mais de 1200 servidores, com técnicos agrícolas, ambientais, agrônomos, zootecnistas, veterinários, administradores rurais, outros.

O novo Secretário Executivo é técnico de carreira - Elisafam Sales a quem desejo sucesso, liderança para conduzir o seu povo com competência e objetivos claros. Por ser empresa privada, ainda não li o plano de carreira, se tem alguma coisa ligada à produtividade de cada servidor.  Se não tem é bom que tenha, um gatilho flutuante para valorizar a competição interna na busca efetiva de resultados.

No meu discurso eu disse a todos - que não quero perseguição a ninguém, não quero caça às bruxas, não quero ninguém no corredor, de castigo, por motivos políticos e que não irei usar a Emater em benefício político como cabo eleitoral em nenhum momento. Quero a Emater simplesmente Emater e nada mais. Quanto aos salários serei cuidadosa para pagá-los sempre dentro do mês.

No entanto, os desafios são grandes, vamos ter que olhar a produtividade da nossa agricultura, participar ativamente da nova economia do Estado que é a piscicultura, aumentar a produtividade do leite, ajudar a resolver os milhões de hectares de pastos degradados e improdutivos, e contribuir fortemente para produção de projetos que venham a dobrar os investimentos produtivos no Estado vindos dos bancos oficiais de desenvolvimento.

Enfim, prestar uma assistência técnica presencial e usar também as modernas tecnologias da informação através do rádio, da Internet, das mídias sociais, dos livros, enfim, ajudar a mudar o ambiente rural com uma educação eficiente, profissionalizante, no todo ou em parte ao modelo das escolas de alternância (EFAS - escolas famílias agrícolas).

Boa sorte a toda família da Emater.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O CALVÁRIO DO PEQUENO EMPRESÁRIO RONDONIENSE



Parece que tudo é feito para não deixar o pequeno empresário fazer negócio com o Estado. Pior ainda o produtor rural. Muitos decretos e leis amarram tudo. Excluem-no.

Ainda não entendi o gosto perverso em excluir dos negócios públicos os pequenos. Parece um prazer masoquista de ver a pobreza sofrer cada vez mais na purgação da burocracia inglória. Isto é pecado mortal. E todos este burocratas, com certeza, pelo grau e natureza de suas maldades, insensibilidades, com certeza, ganharão o fogo do inferno.

Por exemplo, em Rondônia tem um decreto que exige de qualquer fornecedor a nota fiscal eletrônica. Tudo bem. Tudo certo. Só tem que pequeno produtor não tem computador, não tem firma, não tem CNPJ e nem dinheiro para comprar software para emitir nota fiscal eletrônica.Ele precisa ter dinheiro para chegar a este ponto. Do outro lado ele sabe consertar ar condicionado. Sabe consertar carro. Sabe varrer chão. Sabe plantar cupuaçu. Sabe pescar. Sabe tirar leite e fazer queijo. E daí cara? O que é que você tem contra ele?

Vou mudar o decreto. Peço o pessoal da receita  que me faça logo o conserto do decreto. E semana que vem já me tragam tudo bem acertadinho. Se não faço do meu jeito. Chamo o Sindicato das Pequenas Empresas e o Chico Padre e mudo por minha conta. 

 Micros e pequenos empresários, como produtores rurais apresentarão notas fiscais do produtor rural ou nota fiscal comum, os médios e grandes, aí sim vem a nota fiscal eletrônica.

A função do Estado é chamar pra dentro da dignidade e da cidadania aqueles que estão fora dele. A principal maneira de se oferecer dignidade é abrir as portas pra ele ganhar dinheiro par viver bem. A isto se chama INCLUSÃO SOCIAL. 

EMBAIXADOR CHINÊS



Recebi duas missões chinesas em Porto Velho nos últimos dias.  A primeira foi de empresários.  A segunda, ontem, do Embaixador Qiuiu Xiaoqi e Embaixatriz Liu Min

Tudo bem, com o crescimento econômico chinês parece que o mundo ficou pequeno. Algo de sintomático paira no ar. E com isto o nosso Estado merece de qualquer forma, ainda não definida a atenção do governo chinês. Com certeza, estão sondando negócios e mercados para seus produtos ou busca de matéria prima para movimentar suas maquinarias. Pra isto, o seu governo investe pesado na preparação do seu povo para a conquista gradual do mundo. 

Porque o mundo é do mercador. Do homem atrevido e de pensamento distante. 

Se a China quer crescer ainda mais. Nós também queremos. Na devida proporção Rondônia é bem cencebida em termos de geografia e logística. Além de ter insumos necessários para indústrias. E nas relações comerciais o que deve existir sempre é o caminho de mão dupla em que todos ganhem. 

Quero introduzir no Estado uma maneira nova de receber autoridades, com a maior cordialidade, se for o caso formalidade. Para que o visitante leve boa impressão do Governo e do Estado. Bons negócios, em geral acontecem nos almoços e jantares. Além do mais chamar para dentro do governo as federações para discutir os rumos do Estado e sua correspondente promoção.

Corri mundo quando fui Deputado Federal na Comissão do Mercosul. Desde a sua formação. Aprendi como é agradável ser bem recebido em país estrangeiro e muito mais quando somos elogiados. Falar bem do Brasil é profundamente emocionante. Falar bem do outro país muito mais ainda. Vamos juntar as duas ações – diplomacia rondoniense com as vendas. O Estado cresce e prospera pela riqueza de suas empresas. Sinto-me vaidoso com o sucesso delas. Fico ainda mais satisfeito quando uma pequena empresa sobe um degrau. 

O mundo respira interesses. Não seremos ingênuos porque foi assim que o Brasil foi descoberto, o destino seria as índias e Cabral desviou da  rota e as caravelas aportaram-se no Brasil.

Eu serei um defensor das empresas rondonienses. 

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA



Ciência e tecnologia devem começar pela escola. Pelo ABC. Pelos laboratórios de inovações, de ciências naturais, física e química. Os laboratórios vocacionais nas escolas em todos os níveis.

Da escola sai pra rua. Para as empresas, para os institutos de pesquisas. Não me canso de dizer – o segredo está na escola boa.

Recebi com entusiasmo as presenças de dois cientistas da área da saúde. Dr. Mauro Tada e Rodrigo Estabeles (médico pesquisador da Fiocruz). Presentes no mesmo ambiente o Secretário de Saúde Dr. Alexandre Muller e Luciano Zago.

Com a decretação de situação de emergência na saúde, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Rio de Janeiro sensibilizou-se e enviou o seu representante em Rondônia Dr. Rodrigo para oferecer apoio em vários setores da saúde – neonatologia, cirurgias pediátricas, organização de serviços laboratoriais, treinamento de rotinas e protocolos e gestão de farmácia e normas.

Do outro lado, no entorno do Cemetron serão construídos vários prédios que servirão de bases ambulatoriais, serviços complexos de diagnósticos de febres desconhecidas, administração e escola de saúde.  Tudo com recurso já garantido e projeto de arquitetura de autoria de Oscar Niemayer. Isto tudo graças ao prestígio do Dr. Luiz Hildebrando, pesquisador emérito brasileiro e que reside em Rondônia.

As bases da pesquisa no Estado estão lançadas. Com a criação da futura Fundação Estadual de Apoio à Pesquisa. Porque não há possibilidade nenhuma de prosperidade duradoura sem educação, ciência e tecnologia. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O GOVERNO ESTÁ COMPOSTO

Estou fechando a segunda semana no cargo de governador. Fiz as nomeações necessários de secretários, secretários adjuntos, diretores, gerentes, enfim, o núcleo de trabalho básico está devidamente composto. Grande parte dos municípios também foram preeenchidos os cargos nas estruturas do Estado.

Visitei várias órgãos estaduais em Porto Velho, vou descer para o interior semana que vem, para ver tudo com meus próprios olhos e de agora em diante devo me concentrar no trabalho própriamente dito porque governador tem mandato, tem compromisso feito, tem tempo para começar e tempo para terminar. Não dá para ficar no varejo consumindo o tempo porque o povo de Rondônia quer e precisa que o governo governe de verdade.

Da parte das nomeações estou satisfeito. Este mês não vou nomear mais ninguém para nenhum cargo. A não ser casos excepcionalissímos. De tão excepcionais não terei surpresas porque já sei que não tem nenhum.  Os companheiros que se acalmem e voltem aos poucos aos planos de suas próprias vidas como sempre fizeram. Vou continuar amigo de todos, companheiro de todos,  amando a todos até a extensão do meu limite humano.

Mas, agora, desculpem-me preciso trabalhar ainda mais e para todos. Eu aprendi uma verdade absoluta para quem governa - Um bom administrador é aquele que sabe gerenciar a despesa.

PAINEL II

Breves comentários, opinião pessoal e acontecimentos do dia:

  1. SAMD - Serviço de Atendimento Médico Domiciliar - trata-se de um serviço médico para atendimento domiciliar, municipio de Porto Velho, criado inicialmente pelo Estado para cuidar de pacientes que estejam internados no Pronto Socorro e que tem condições de serem cuidados em casa. Este modelo foi criado em Brasília no Hospital de Sobradinho devido a superlotação do Hospital e que foi crescendo e hoje é grande e organizado. Por se tratar somente do Municipio de Porto Velho deverá ser trabalhado e assumido pelo municipio com a cooperação do Estado.  Enfim, visa a prestar atendimento personalizado, humanizado, com a família como base para ser o cuidador principal. A equipe é multidisciplinar e além de cuidados paliativos tem condições de cumprir a prescrição médica.
  2. DETRAN - ontem cedo, conversei com Airton Gurgacz sobre as ações efetivas do Detran para a cidade de Porto Velho. É sabido do grande número de acidentes de trânsito na cidade e que terminam enchendo ainda mais o Pronto Socorro. Então, o automóvel, bicicleta, motocicleta e o próprio homem com sua pressa e imprudência são causadores de grande parte de vítimas na cidade. O trânsito também é causa da superlotação dos hospitais por isso deve ajudar a pagar a conta. A primeira ação do DETRAN  será um aviso pela mídia das ações que tomaremos brevemente. Que ninguém se assuste com o rigor. Será pra valer. Preciso educar a cidade através do cumprimento da lei. Qual é melhor - agir preventivamente ou curativamente?  Além do mais preciso de dinheiro do DETRAN para comprar remédio, insumos diversos. Tudo ficou bem delineado.
  3. HOSPITAL DE CACOAL - A Comissão de Brasília desceu para Cacoal e passou por Ji-Paraná, Batista chegou até Vilhena. A solução da crise na saúde passa pela organização e funcionamento plenos da nossa capacidade instalada. É possível. O Hospital de Cacoal tem 5 centros cirúrgicos, apenas, um está em funcionamento. Mais de 700 funcionários, subabastecido, lindo e maravilhoso e entraremos lá pra valer, com o objetivo de fazer o gigante se mover. Mais equipamentos, especialistas. Ficou combinado que o Municipio fará o serviço de urgência e o Regional a parte clinica e cirurgias. Vilhena, Ariquemes e Ji-Paraná podem contribuir e muito para o efetivo equilibrio do SUS, pra isto precisamos de repactuar com Brasilia o teto financeiro do Estado.
  4. AROM - Associação Rondoniense de Municípios - O Prefeito Laerte está organizando a primeira reunião de Prefeitos com o novo Governo. Será na próxima segunda-feira em Porto Velho. Os temas que serão tratados serão - saúde, transporte escolar, estradas vicinais (FITHA) e meio ambiente. Importantíssimo. Além de assinar os primeiros convênios na área de saúde para Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná e Ariquemes. Importantissimo um novo pacto de governabilidade do Estado e não se faz nada disto sem os Prefeitos.
  5. CONTROLADORIA - CGE - Subi, ontem à tarde, as íngremes escadarias do prédio onde funciona a Controladoria do Estado. Pra mim um órgão importantíssimo. Deve ser fortalecido e treinado. O meu objetivo será o de valorização máxima. Porque a CGE protege o Estado, reduz e previne erros, desautoriza procedimentos, fiscaliza convênio e contrato, zela pelo interesse do povo. Além de amparar o Governador de possíveis erros. Ela prepara o processo para a assinatura final. Em Brasília depois que a CGU entrou em pleno funcionamento transformou no instrumento poderoso de transparência. É assim que quero e necessito de uma controladoria. Nada de ser um órgão homologador de vontades e desejos pessoais.
  6. CPA - CENTRO POLÍTICO E ADMINISTRATIVO DO ESTADO - novo palácio do governo - Depois de rondar pela cidade e ainda não terminei de visitar os diversos órgãos do Estado, esparramados em prédios improvisados e alugados, percebi como de extrema necessidade a conclusão das obras do CTA. Louvo o Governo anterior pela iniciativa. Será econômica, importante, administração unificada, confortável, alta tecnologia. O Estado se agasalha como pode em verdadeiras ilhas que não conversam entre si, como se fossem entes autônomos e solitários. Os processos caminham pela cidade numa promiscuidade incrível. Além de sujeitos a mil e uma fraudes, como retiradas de folhas e alterações de textos. No meio do caminho tem uma pedra e se não tem pode ter. As obras do CTA estão em ritmo lento porque as empresas pediram realinhamento de preços e o Tribunal de Contas ainda não autorizou. Tenho certeza que será por poucos dias e tudo fluirá convenientemente.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

FLORESTAS X POBREZA


A geografia é o nosso maior pecado capital. O clima quente e úmido, abundantes florestas e rios e do outro lado os piores indicadores sociais e econômicos estão no eixo tropical do planeta.

 Que maldição é esta?

Vejo bem claro em Rondônia, está bem delimitada a situação. Ironia do destino, justamente os municípios que mais tem reservas florestais – Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Cujubim, Itapuã do Oeste, Corumbiara, Pimenteiras e Costa Marques são aqueles que mais padecem na escassez de recursos. Muitos deles estão deprimidos economicamente.

Dá para entender uma coisa desta?

Meio ambiente equilibrado, florestas e rios virgens, índios, seringueiros e pescadores, tanta riqueza, tanta virtude exposta, tanto dever de casa feito e cumprido. Muito bem feito e belo, enquanto esta beleza toda não rima com a pobreza existente.  O discurso mundo afora é outro. A doutrina é a Amazônia florestada e virgem. O que concordo plenamente.  No entanto, fica difícil combinar meio ambiente preservado com pobreza. 

Porque na hora H quem fala mais alto é o estômago. O natural instinto de sobrevivência. Se o Brasil inteiro e o mundo querem as coisas lindas e maravilhosas, como devem ser, que ao menos pague a conta e contribuam com investimentos compensatórios para que o homem destas paragens tropicais seja também cidadão.

E tudo isto só se faz com tecnologia e industrialização. Além do mais investimento pesado em educação de qualidade. Fora disto não dá. O exemplo da Zona Franca de Manaus é óbvio. No Amazonas tem mais de 95% de florestas em pé, mas, tudo bem compensado com incentivos fiscais para o Polo Industrial criado há mais de 40 anos.

Só vejo uma saída – gerar riqueza a partir da própria riqueza ambiental.  Tudo enfim deve se transformar em produtos industrializados. A produção de sementes certificados das espécies nativas, os viveiros na forma de bancos de germoplasma, as empresas sociais a disposição dos grupos que se organizarem. Manejos certificados e comunitários na floresta. A pesca artesanal e em tanques-redes. A agroindustrlização das frutas tropicais exóticas. O aproveitamento de resinas, óleos, mel, fibras, cipós, raízes, amêndoas para cosméticos, sabonetes, medicamentos, artesanato.

Quero convocar a Universidade Rondônia para esta parceria. As ONGS também. As entidades comerciais das cidades  referidas para este debate prático. Eu vi este modelo em Xapuri no Acre. E tenho visto as experiências do Pará e do Amazonas. No mais é buscar muitos fundamentos no INPA (Instituto de Pesquisa da Amazônia),  SUFRAMA (Superintendencia da Zona Franca de Manaus) e na SUDAM (Superintendencia do Desenvolvimento da Amazônia). 

O próprio IBAMA tem muito experiência em designer de móveis e aproveitamento da madeira. E tem mais dois parceiros fortes – SEBRAE E EMBRAPA.   No mais é a nossa própria força motriz – a EMATER.

A COMITIVA DE BRASÍLIA ESTÁ AQUI



O Ministro Nelson Jobim cumpriu a palavra. Chegaram na madrugada de ontem representantes de três ministérios para ver de perto a situação da nossa saúde. O pessoal ficou impressionado com o quadro. O técnico da Defesa Civil estava meio acuado entre as tragédias das enchentes e desmoronamentos em São Paulo, Rio de Janeiro e a nossa situação, que de tão crônica, agora, agudizou-se, como os repetidos desastres das chuvas torrenciais que anualmente viram notícias. Talvez a nossa calamidade ou situação de emergência justifique-se pela grande mobilidade de gente nova para o Estado, com a construção da usinas hidrelétricas do Rio Madeira.Pode ser mais um agravante.

Hoje, a comitiva irá a Cacoal dar uma olhada no Hospital Regional e depois é que emitirão os seus pareceres e contribuições. Enquanto tudo isto acontece e que pode ainda demorar, já vou me cuidar de fazer o dever de casa. E sei que por mais que venham recursos e apoios federais, a maior parte da efetividades será a nossa própria força e criatividade.

 Mostrar a realidade serviu de alerta que nem tudo é mar de rosas no SUS. Que na teoria é o máximo.  Na prática financia até os planos de saúde privados na alta complexidade. E no mais um baita apartheid entre ricos e pobres.

Não vou reclamar e nem chorar nos seus ombros, vou agir.

SEM FOTO NA PAREDE


Não me vejam, por favor, como um camarada que fura o cerimonial e usos e costumes. O ritual da foto oficial nunca me agradou. Fui Prefeito e não tirei nenhuma foto oficial para expor no Gabinete. Vou deixando o tempo passar e esqueço. 

O pessoal já me procurou para tirar a foto para ser exposta nas repartições do Estado. Claro que vou deixar apenas uma na galeria dos ex-governadores. Não sei ainda se é colocada agora ou depois de sair do governo.  No lugar de minha foto que se coloque uma Bandeira de Rondônia. Ou quem sabe uma foto dos Lagos de Cuniã,bem mais bonito, não acha?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

SEDAM - A Secretaria da ordem

Na campanha, de fora a fora, por onde passei foi a Secretaria mais desacreditada do Estado. Claro, que apenas ouvia e nada comentava. Se pudesse, num passe de mágica, faria como o Aladin, transformaria tudo num estalo de dedos. Pena que não posso. Terei que me arder em dores para gradualamente ir ajustando o modelo.

Descentralizar competências para os municipios. Fazer concurso publico para auditores ambientais. Modernizar o sistemas de Tecnologia da Informaçào para que tudo fique bem transparente. Chamar todos os empresários madeireiros para audiências públicas. Fiscalizar. Manejos florestais. Atualizar legislação. Iniciar o procedimento. Efetivo de regularização ambiental na propriedade rural. Combater a corrupção. Monitorar unidades de conservações. Extinguir bases municipais da Sedam onde não se justifique. Economizar dinheiro. Agilizar os trâmites burocráticos dos licenciamentos e fiscalizações.

Então - estão aí as nossas metas ambientais, além do mais estar sintonizado com o MInistério Público para que a lei seja cumprida e todo mundo possa trabalhar em paz. O pior concorrente para quem deseja trabalhar correto é um Estado relaxado que dá espaço para a ilegaldade prosperar.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DE UM BOM PORTO

Com a crescimento da produção do Estado e a sua natural industrialização sobe a importância de um bom e seguro PORTO  no Rio Madeira.  Tanto a soja, quanto minério, carne, produtos lacteos, peixe, madeira e tudo mais - o porto seguro garantirá, com certeza, o fluxo perene de produtos e mercadorias.

Somado a navegabilidade do Rio Madeira nos dois sentidos, com eclusas nas barragens, aí sim que o porto se faz necessário. Com certeza, este governo não pode deixar de focar neste objetivo e não pode demorar, porque tudo isto necessita de bom projeto de engenharia, arrumar dinheiro e depois virá o período efetivo de obra.

A industrialização de Rondônia passará por esta e outras visões de estado, como um aeroporto efetivamente internacional, boas estradas, incluindo todas que saem para o Pacífico, para Manaus, para o Mato Grosso via Machadinho do Oeste, energia farta, incentivos do Governo, preparação de mão de obra para ter serviços de qualdiade e melhora dos serviços púbicos de saúde, educação e segurança pública.

Rondônia só será grande se pensarmos grande.

SAÚDE - O PRIMEIRO EITO

Um estirão de cada vez. Primeira semana é a corrida para nomeações de novos secetários, diretores e gerentes. Além  dos cargos em nível local - nos municípios. E que são muitos cargos e importantes. De agora em diante, poeira abaixada é começar efetivamente a trabalhar. Porque Estado não para.

Peguei a saúde como o primeiro eito. Devido a sua complexidade ataquei o que me escandaliza. No entanto, o João Paulo não é a causa da precariedade da saúde em Rondônia, ele é o efeito de toda falta de organização dos serviços, em todos os níveis. Da base da atenção até a sua complexidade.

Tenho percebido que a maioria dos serviços: radiologia, laboratório, limpeza, vigilancia, informática, ar condicionado, alimentação, enfim, quase tudo está terceirizado. Não posso desmontar tudo como quero, mas, sim como se pode. No entanto, o Estado deve voltar a ser efetivamente Estado, pelo menos como elemento regulador  e ter os seus serviços realizados por si mesmo.

Por que não o laboratório ser do Estado? A radiologia também?  por aí vai. Todos viram o resultado da globalização da economia com a imensa crise mundial, quem segurou a barra  foram os ESTADOS NACIONAIS que tiraram dinheiro de suas reservas para não deixar bancos e empresas quebrarem.

Assim deve ser Rondônia  com a sua função intransferível de se manter um Estado previsivel e equilibrado.

domingo, 9 de janeiro de 2011

AS FERRAMENTAS PARA MODERNIZAR O ESTADO

Quando era menino, cafundó do mundo, eu adorava tomar água na casa da Tia Luizinha. Água no pote, copo de alumínio bem areado. De tão limpo o copo até servia de espelho.

Não era o que via em muitas outras casas.

Então, este negócio de modernização do Estado, depende muito mais de capricho do que de consultoria. Arrumar a sala e a mesa de trabalho não é tão difícil. Deixar a mesa limpa e sem papelada desarrumada, da mesma forma. Cuidar do material de limpeza, como se cuida da dispensa da sua casa. Igualmente fácil. Sabão e papel higiênico em cada banheiro também. Controlar estoque de combustível na repartição, igualzinho o que se faz com o seu carro. Se tiver dúvida procure uma garagem privada e veja como funciona.

Cuidar de prego, parafuso, remédio, peças, pneus – vá um ferreiro e veja como funciona e se alguém furta alguma coisa. Pode até fazer, mas, terá dificuldade. E um supermercado – todo mundo entra, porta aberta, mexe e remexe entre prateleiras, pega e olha, devolve e depois leva. E tente sair com alguma coisa sem pagar? Com certeza, passará a maior vergonha vida, quando chegar lá fora.

É isto que se deve fazer do mesmo jeito com os bens públicos. E se ainda não conseguir fazer como faz em sua casa ou na sua loja, vá ao SEBRAE e contrate um curso básico chamado “5 S” que já é de bom começo. Tem muitos outros que chegarão depois que você arrumar o seu terreiro.

Minha avó sempre me falou – você conhece a dona da casa pelo banheiro ou pela cozinha.

QUALIDADE DOS SERVIÇOS

Eu fico olhando os bancos. Viajo muito e observo Banco do Brasil, Caixa, Itaú e outros, o mesmo serviço que tem em Ariquemes tem no Rio de Janeiro. A logomarca à porta, bem conhecida, a gente entra, tem ali à frente o caixa eletrônico, enfiou o cartão de crédito e logo sai o resultado.

Fico pensando: puxa vida, por que não é assim também nos serviços públicos? Por exemplo, uma escola, não poderia ser igual. No Brasil inteiro, com um padrão de qualidade, com livros, professores, uniformes, enfim, tudo. Da mesma forma a saúde, com um cartão SUS, um caixa eletrônico da saúde, e zás ali, daí a pouco a transferência da conta de Porto Velho para qualquer outra cidade e o atendimento pronto.

Por que o cidadão que nasce numa cidade pequena e pobre tem que ter uma educação precária? Se houvesse o modelo de franquia de escola padrão não seria assim. O Governo tem que pensar como o McDonald, um big mac, hamburger, batatinha e coca-cola são igualzinhos em quaisquer lugares do mundo. O Governo Federal, Estados e Municípios bem que poderiam de agora em diante pensar na qualidade dos serviços. Uma  escola estilizada com os mesmos padrões em todos os lugares. Eu vou pensar aqui no meu pedaço. Só quero que o pessoal me ajude e me acompanhe.

Fico imaginando – se um banco controla o saldo de todo mundo, porque não se pode controlar a vida de um aluno em qualquer cidade de Rondônia. Se ele freqüentou a aula ou se faltou. Se está com nota baixa ou tem idade série incompatível. Quem sabe o Governador ter à sua mesa um dispositivo que controle escola por escola do Estado?

OS LADRÕES DO TEMPO

O telefone é o maior ladrão do tempo. Principalmente o celular. Segundo é a política de portas abertas. Qualquer um pode chegar e entrar. Se assim fizer, secretário ou diretor de órgão público pode tirar o cavalinho da chuva que não irá fazer nada.

Tem um bicho bravo chamado agenda. Nela se põe o que se deve fazer durante o dia. E vai seguindo dentro do possível. Primeiro a agenda e depois as intercorrências que vão surgindo durante o dia.

Muita coisa é urgente, mas, não é importante, pode esperar sem causar nenhum prejuízo ao povo e nem a vida. A minha recomendação a nova equipe do governo, que tudo para dar certo, deve iniciar com a administração do tempo e parar com estas longas e improdutivas reuniões. Reunião quando necessária, tentou resolver por telefone e não deu, aí sim, não passar de l hora. Um tempo extraordinário. Lavre uma curta ata e procure seguir o que foi deliberado.

Para ser eficiente comece com o gerenciamento do seu tempo. Que é precioso e inelástico.

FORUM DOS GOVERNADORES DA AMAZÔNIA

Muito tempo acompanhei os encontros de governadores da Amazônia. Fui ao Amapá, Roraima e outros mais. Francmaente nunca gostei deles. Uma burocracia de Suframa, de Sudam, de opinião de conselheiros, e papo vai e papo vem, fica na mesma moagem. Não. Xô chatice!No mais é votar e aprovar projetos para o Pará e Amazonas. Veja bem que tanta desfaçatez?

Eu vou encrencar com este negócio. Quero ver resultado. Quero ver pesquisa cientifica na Amazônia. Quero ver BNDES na Amazônia ajudando com um diferencial norte.  Quero ver compensações ambientais de fato. Quero ver Funda Amazônia bem legal e com muito dinheiro. Quero ver fartura para que o conceito de desigualdade seja de fato praticado, dentro do conceito do que seja EQUÂNIME ou equidade.

Pela vizinhança vou combinar tudo com Tião Viana que é Governador do Acre, que tem as mesmas necessidades nossas e que gente possa mudar alguma coisa do conceito de Zona Franca de Manaus e esta bendita SUDAM que fica tão distante, em Belém, que se diz responsável pelo desenvolvimento da Amazônia. E ninguém vê SUDAM por aqui. Celso Furtado quando criou a SUDENE propunha justamente o combate à pobreza e a desigualdade. Veio a SUDAM com o mesmo formato. Não conseguiu fazer o que fez a Sudene. Isto tudo foi na década de 50.  É um baita sistema de distribuição de renda, mais no Nordeste do que no Norte. Embora, as duas regiões continuem as mais pobres do Brasil.

Agora, vou me intrometer. Propor algumas coisas mais práticas nestes ENCONTROS, que terminam neles se ganhando alguns quilos, pelos menos isto, além do mais que se consiga dar algumas broncas em nível da busca do respeito federativo e que se tema o Norte pelo seu tamanho, dois terços do território nacional, é como se diz, e parece verdade, que tamanho não  é documento.

sábado, 8 de janeiro de 2011

ESTÁ BEM PERTO DA MEIA NOITE DE DOMINGO

Cheguei em casa já era tardinha. Fiquei encalacrado na BR 364, pertinho do Rio do Peixe, um acidente gravíssimo com duas carretas trancou a BR. Liguei o som do carro e me deixei conduzir na tranquilidade do Rio Jamari, que ali está seco de rachar, os pescadores parados em seus tapiris. Fiquei pensando na vida de governador, pobre ser humano, cheio de entusiasmo e determinação, querendo mover o motor do mundo, para mudar alguma coisa que se tem no Brasil, que de tão incrustrada em nossas razões, até parecem ser normais.

Fui entrando casa adentro, passando pelas geladeiras, catei uma banana e fui subindo os 19  degraus de uma antiga escada de ipê, construída pelas mãos do Arnildo, que Deus o tenha, que até hoje está intacta, até a parte de cima da casa. Alice estava por ali, um abraço, beijo e conversa pra lá e pra cá, para se por em dia a vida de um casal, que se vê de quando em vez.

Desci, assisti a novela com Alice, ela não perde um capítulo, deitei no colo dela, ela ficou me espremendo uns cravos na careca, dói demais, daí a pouco garrei no sono, ela me deixou por lá, acordei suado, sem saber onde estava, demorei um pouco a me situar. Subi de novo, assisti a um filme pela metade, gostei assim mesmo, perdi o sono de vez e vim pro computador ler emails, escrever alguns textos e inclusive este aqui, com assunto bem pessoal e familiar.

RELATÓRIO DE VIAGEM A BRASILIA

RELATÓRIO


Pauta da viagem – Audiências nos Ministérios da Saúde e Defesa

Objetivo – apresentar ao Governo Federal a situação crítica em que se encontra o atendimento médico de urgência e emergência no Pronto Socorro João Paulo II

Componentes do Governo – Confúcio Moura (Governador); e

Dr. Alexandre Muller (Secretario de Estado da Saúde).

Data da saída de Porto Velho – 7 de janeiro de 2011 (1 h)
Data do retorno - 8 de janeiro de 2011 (1 h chegada ao Estado)

1) 11 h - Audiência com o Ministro da Defesa Nelson Jobim. Foi entregue a ele um relatório fotográfico e um DVD que mostra a situação caótica do Pronto Socorro João Paulo II e o pedido de cooperação com o setor saúde das Forças Armadas, com médicos e enfermeiros, além de estrutura de “campanha” por um período determinado, até que se planeje e organize os fluxos de atendimento no Estado;

2) 12 h – audiência com a Secretária Executiva do Ministério da Saúde – Dra. Márcia Amaral, com os mesmos argumentos;

3) 13h – Protocolo de documentos e decreto do governo com argumento de “situação de emergência” no setor saúde do Estado, principalmente, na urgência e emergência.

Observações:

• Os argumentos foram bem recebidos pelo Ministro Nelson Jobim, que ficou encarregado de fazer a articulação entre os outros ministérios, com uma resposta conjunta do Governo Federal às 16 h do mesmo dia;

• Na audiência com o Ministro da Saúde, senti que é favorável a uma cooperação imediata e ao mesmo tempo prometeu acelerar a liberação de recursos, segunda parcela, para Porto Velho poder concluir as UPAS (unidades de pronto atendimento – são três unidades) e aguarda o novo orçamento do Estado para publicar portaria da UPA de Ariquemes, Ji-Paraná e Cacoal;

• Às 17 h o Ministro Nelson Jobim, através do seu porta-voz Brigadeiro Zanella já tinha posição definida – que enviaria a Rondônia uma equipe multiministerial – dois das Forças Armadas, um do Ministério da Saúde e outro do Ministério da Integração Regional para avaliar a situação e definir o modelo de cooperação a ser estabelecida.

Era o que tinha a relatar.

CONFÚCIO MOURA
GOVERNADOR

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"RAPIDINHAS"

1.     Estou em Brasília, duas audiências - Ministro Nelson Jobim e Ministério da  Saúde, com a Secretaria Executiva. Conseguidas rapidamente e saí na madrugada. Estou acostumado com estes corujões, vôos de noites mal dormidas.
2.     Assembléia Legislativa, em convocação extra, aprovou vários projetos - destaco três essenciais - Coordenação de Tecnologia da Informação para centralizar todas as "ilhas" destes serviços nas secretarias. De agora em diante todas serão coordenadas por uma só. Porque governo é governo. Um só. Também as leis das organizações sociais em saúde (OSS) e Serviço de Assistência Médica de Rondônia - que autoriza o Estado a firmar acordo de cooperação com ela para contratar profissionais por preço de mercado, principalmente médicos. O Acre já faz isto há muito tempo. E tempo levando gente nossa pra lá.
3.     Um deles é inovador - abre oportunidade para Delegados poderem ocupar quaisquer cargos dentro da Polícia Civil. Com idades e tempos de serviços variados. Nada contra a lei anterior. Mas, sempre julguei conveniente o choque das gerações.
4.     Gosto de me movimentar nas "audiências”. Rodo a cidade e sempre despacho em escolas, hospitais, ontem, foi o dia do Corpo de Bombeiros, ocupei a sala do Sub-Comandante e assim continuarei mandato inteiro. Porque assim aproveito para conhecer as repartições, bater papo com o pessoal e sentir o ambiente.
5.     Gilberto Siqueira está em Porto Velho. Foi Secretário de Planejamento do Acre por cerca de 16 anos. É um camarada acelerado, competente, articulado com o Brasil inteiro. Sabe fuçar as coisas e conseguir dinheiro até no meio das pedras. Bem-vindo  a Rondônia.
6.     Por fim, ainda no dia de ontem, fui conhecer a SEDES - Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, baita de secretaria, monte de competências, o Secretário Edson Vicente e Allann França tem nos ombros todo o peso e a força do mundo. É só carregar e fazer sucesso. Vá em frente meus sansões ou sansãos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O ESTILO É O PRÓPRIO HOMEM

Cada um tem o seu jeito de ser. Eu tenho o meu. Já deixei bem claro que irei trabalhar no Governo para deixar  o Estado com a sua máquina bem "azeitada" na concepção de administração moderna. Treinamento continuado do pessoal e sua correspondente motivação.  Porque já disse antes - quem tem recursos humanos treinados move o mundo. Faz o que deseja fazer. Quem não tem - sofre.

Então, não adianta me comparar com este ou aquele. Porque não sou este ou aquele, sou um ser humano comum, sem genialidades, conhecimento mediano e que já corri o trecho, nas picadas da vida. Pra mim tudo tem solução, desde que não se fechem portas ao diálogo.

Quando se assume um mandato novo, é lógico que muita gente estranha. Justamente, pela mudança natural dos estilos com outros governadores. Em Rondônia conheci vários deles, cada um do seu jeito. Nenhum deles foi poupado de críticas e todos, no exercício do mandato penaram bastante. Só com o tempo é que são avaliados serenamente. O que não é nenhuma novidade no mundo inteiro. Porque quem assume o poder, ainda mais na democracia, está plenamente exposto à crítica e ao aplauso, na mesma intensidade.

Estou começando, levei muito pau quando assumi a Prefeitura de Ariquemes, inicialmente fiquei triste, depois fui me acostumando, o pessoal  foi se entrosando, passando a bola pra frente, os resultados surgiram e a maioria gostou. É assim que eu sou.  E é assim que continuarei a minha vida pública, que Graças a Deus em dado certo.

REUNIÃO EM JI-PARANÁ

Fui à Ji-Paraná, ontem, para conversar com os Prefeitos e Secretários de Saúde  dos quatro municípios, considerados regionais em saúde - Ariquemes´(Prefeito José Márcio Londe Raposo), Ji-Paraná (José Otônio, que é vice e representou o Prefeito Bianco), Cacoal (Prefeito Padre Franco) e Vilhena, que foi representada pelo Secretário Municipal de Saúde, Prefeito José Rover  está em viagem.

Fui acompanhado pelo Secretário de Saúde Alexandre Muller, adjunto José Batista da Silva, Chefe da Casa Militar Mauricio Gualberto e pelo Procurador Geral Dr. Valdeci.

O Objetivo é o de fortalecer as regionais de saúde, fazendo uma verdadeira barreira ao encaminhamento de pacientes à capital, salvo aqueles realmente agendados, com vagas garantidas.  A minha proposta será de cooperação com as prefeituras, liberando recurso financeiro para garantir a aquisição de  próteses e materiais necessários para cirurgias ortopédicas, neurológicas e outras.

Ficou para a próxima semana as assinaturas dos convênios. Com a presença do Procurador Geral do Estado, que com colocou a instituição a disposição, para o atendimento prioritário. Em Vilhena - também mais outra parceria para funcionamento da UTI.

A contratação de médicos especialistas pelo Estado também foi objetivo da conversa e colocados a disposição dos municípios. De igual posição em Cacoal, devido o Hospital Regional ainda não ter funcionamento pleno, daí se estabelecer apoio ao Hospital Municipal com alguns especialistas, em caráter provisório, para auxiliá-lo no atendimetento dos doentes da sua cidade e de outras mais.

O objetivo é segurar  doente no interior, perto de sua casa e ser ali bem atendido, evitando a superlotação atual do Pronto Socorro João Paulo II. A reunião foi proveitosa e todos comprometeram-se a colaborar.

SECRETARIAS REGIONAIS

  1. Sobre as Secretarias Regionais implantadas em Rondônia, que louvo e apoio, infelizmente não darei  continuidade ao mesmo modelo, no todo ou parte, por falta de gente. Antes os seus servidores eram, em esmagodora maioria, ocupantes de cargo em comissão. E o Ministério Público do Trabalho de posse de um Termo de Ajuste de Conduto (TAC) já havia estipulado prazos para encerramento de muitas atividades finalísticas (pedreiros, carpineiros, eletricistas, mecanicos, lavadores de carros e outros tantos) veda completamente a continuidade e recomenda a abertura de concurso público para as atividades.
  2. Assim sendo, as regionais, com os ajustes de concepção, deverão ser abertas tão logo tenha atendido às recomencações da justiça. Porque a idéia é boa. Bem defendida e com sucesso desenvolvida pelo governo do Estado de Santa Catarina que foi, inclusive, objeto de campanha na primeira eleição (Luiz Henrique);
  3. Dois emissários daqui de Rondônia, a meu pedido, foram à Santa Catarina e rodaram as regionais de lá. Gostaram. E por enquanto, ficará a aberta apenas a de Vilhena, a que mais tem gente do próprio quadro do Estado e dali possa sair o modelo rondoniense de descentralização administrativa efetiva, com foco no desenvolvimento territorial. Que também foi este o objetivo de Roseane Sarney, em seu primeiro mandato de Governadora do Maranhão também  implantou.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

É VER PARA CRER

Depois da festa de reverência ao Estado, convidei o secretariado para conhecer o Pronto Socorro João Paulo II, uma escola estadual na Zona Leste de Porto Velho e a penitenciária Ênio Pinheiro. O pessoal fica de longe trabalhando e o dia some na rotina e o tempo passa e termina que a gente não conhece os pontos mais importantes para se visitar, que justamente são escolas, presídios e unidades de saúde (urgência e emergência). Não belo seu estertor de beleza, mas, pela dura realidade que se apresentam.

A escola que visitamos não foi preparada para o ano letivo que iniciará mes que vem. É grande. Estava vazia pelo feriado, apenas, um guarda e uma servidora da secretaria, devota, que ali estava fora do seu dia de comprimisso formal. Numa escola pública gosto de ver a água de beber e o banheiro. Como sempre, igual a outras tantas, estas partes estavam desleixadas. A aparência não me remeteu a um sentimento de qualquer mudança do perfil de qualidade que deve empreeender uma escola no ano 2011. Então, tudo está por se construir a partir desta base de realidade.

João Paulo II - bem mais feio do que é dito, quase dantesco, um quadro de verdadeiro horror, sofrimento humano exposto, deprimente à vista de qualquer vivente sadio ou doente. Não combinou o meu discurso à frente do Palácio com a realidade. Rondônia tem o lado bonito e o lado feio. O lado florido e verde floresta e a dor surda, gemida, quase calada, sucumbida de gente pobre, infelizmente, submetida ao poder do Estado, completamente sobrevivida. O Estado não terá motivo para orgulho e nem para respeito enquanto perdurar esta situação. Será a mancha negra em minha vida que há de se apagar, é o que espero.

É pouco o discurso, é pouco a boa intenção, é pouco reunião ou outra, é insignificante o constrangimento, é desprezível um singelo planejamento de situação. O que vi é caso de se decretar sem nenhum vexame e colocar a boca no trombone para o Brasil inteiro, gritar forte, brasileiramente o grito do Madeira - CALAMIDADE PÚBLICA NA SAÚDE DE RONDÔNIA. Situação de iminente risco. Ali, com toda boa vontade de médicos e enfermeiros, nada supera o ambiente de improviso, risco de morte a qualquer momento, a inércia absoluta do Estado, uma dor dilacerante que nos corta por dentro e por fora.

Vou encarar a dramática situação - como uma operação de guerra. Preciso de todo mundo. E vou agir com excepcionalidades que me cabe a lei para a tomada de posição. Porque na guerra é tudo ou nada.

Por fim - ENIO PINHEIRO, hora avançada, vimos o pátio e uma cela de presos doentes, mentalmente abalados, muitos e fiquei olhando o cenário, ninguém me respondeu ao meu bom dia, olharam-me e tiraram os seus olhos de mim. Os que estavam deitados ali se mantiveram imóveis, impassíveis aos visitantes, indiferentes ao mundo inteiro. Fiquei sabendo que não estão medicados e nem assistidos.  Outro ponto igualmente negro do Estado.

O que devo fazer, minha gente? Além de me indignar? - É agir. Sei que não farei nada por milagre ou desabafo, mas, agir com prudência e determinação, para que no período em que for governador, possa deixar uma marca um pouquinho melhor de dignidade humana, principalmente destes três pontos clamorosos - a saúde, a educação e a segurança pública.

Eu juro que me darei inteiro ao trabalho. Amanhã conto mais alguns procedimentos e medidas tomadas.

ANIVERSÁRIO DE RONDÔNIA

4 de janeiro, ontem, feriado em Rondônia, por motivo muito justo, aniversário do Estado. Motivo - emancipação política. À frente do Palácio Getúlio Vargas, hasteadas as Bandeiras, Banda da Polícia Militar, hinos e a aquarela do Brasil foram tocados e cantada. Depois bênçãos ecumênicas e o meu discurso de saudação ao Estado na condição de Governador.

Na pracinha do palácio foram se arrumando gente e peças de artesanato.  Gente foi se aglomerando, mais pelos "dobrados" da banda do que pelo próprio sentido do evento. Tendas armadas, cadeiras postas, a reverência aos governadores Humberto da Silva Guedes e Jorge Teixeira de Oliveira, que prepararam a transição de Território Federal à condição atual de Estado.

Nem se compara a evolução que houve nestes 29 anos. Rondônia se implantou verdadeiramente como Estado e pegou fisionomia de um ente econômico e social importante. Temos muito orgulho deste Estado, que a princípio de forasteiros e que aos poucos foram se integrando e hoje são filhos verdadeiros ou adotivos desta terra abençoada.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

MINHA QUERIDA SEGUNDA-FEIRA

Ontem, meu primeiro dia de governo, de modo oficial, corri curto para dar conta do recado. Com as exonerações dos cargos comissionados (portariados), infelizmente, muitos órgãos ficaram completamente descobertos.

Deixei uma quota a cada Secretário de reconduzir apenas 30% deles. E todo mundo deve se ajeitar com este quantitativo. Se alguém, justificadamente necessitar de mais alguns, terá que barganhar com outra secretaria, para que a soma geral não se altere.

Depois desta arrumação inicial é tocar o serviço, porque governo é governo. E não pode parar. Todo mundo que se proteja com gente competente, para que os serviços ao povo seja cada vez melhor.

Cumprida esta etapa, de trabalho braçal e paciência, daí pra frente cada secretaria deve empreender os compromissos firmados comigo para os primeiros cem dias e tratar de cooperar para a modernização do Estado. Falei demais em Estado eficiente. É bom que todo mundo leia, busque informações, preferencialmente de gente do próprio Estado, basta ver o Ministério Público, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal de Justiça, Correio, Banco do Brasil,Caixa Econômica Federal - todos estão buscando há anos a eficiência da gestão. E estão mostrando resultados positivos.

A minha segunda-feira foi consumida entre posses e assinaturas de termos e mais alguns documentos.  No domingo reuni-me com os diretores das diversas unidades de saúde do Estado para um elenco de medidas que deverão ser tomadas no curtíssimo prazo. No mais, iniciarei de agora em diante, em prática,  o meu estilo de "sargenteante", de ficar fazendo ronda nos serviços, dia e noite também, para ver com os meus diletos olhos como vão as coisas. Enquanto o planeamento materializa o meu pensamento e proposta.

PLANTIO DO MOGNO

Peço aos publicitários, para quem sabe, a partir do simbolismo da NOVA RONDÔNIA, com o plantio do mogno à frente do Palácio Getúlio Vargas e do novo CPA, possa ser trabalhado a logomarca do meu mandato. O MOGNO madeira de lei, que tanta riqueza trouxe a poucos e que imerecidamente está em extinção.

Outra logomarca que cairia muito bem dentro do meu discurso seria algo que evidenciasse a COOPERAÇÃO. Cooperação entre Estado e Municípios. Cooperação entre os poderes institucionais do Estado. COOPERAÇÃO com as entidades civis e religiosas do Estado. COOPERAÇÃO  com o empresariado. COOPERAÇÃO com o Governo Federal.


Deixo com vocês a criação. E também que me cheguem sugestões importantes e valiosas.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

AGRADECIMENTOS

No período de transição, tive gente voluntária, que ficou mês de dezembro inteiro, correndo em busca de números e dados sobre o Estado. Meus agradecimentos ao Dr Elizeu, Coronel Caetano, Alexandre Muller, Valdo, Professor Mário Jorge, Josenildo, Deusemínio. Está aí o perigo de se citar nomes, porque estou me esquecendo de muitos outros, que me foram devotos no trabalho em me orientarem para conhecimento da situação real do Estado de Rondônia.

O Professor Mário Jorge ficará comigo, no Gabinete, para as causas impossíveis, mais ou menos como São Expedito, de imediato responsável para ler e arquivar por ordem profissional os vários currículos de técnicos que me tem sido enviados. Por sinal, tenho visto muita gente maravilhosamente especializada e alguns deles já foram aproveitados em suas respectivas áreas do conhecimento.

Do outro lado, como educacionista, ficará também articulando as novas políticas de educação no Estado, fazendo a ponte entre o Governador e a equipe da educação.

MOVIMENTAR AS GRANDES OBRAS DO ESTADO

Três grandes obras do Estado estão  embargadas no todo ou em parte, pelos órgãos órgãos de controle externo, tanto pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e TCU (Tribunal de Contas da União) - CPA - centro político e administrativo, teatro estadual e obras de esgoto sanitário, PAC, na cidade de Porto Velho.

Ainda este mês estarei movimento pessoalmente, para assumir compromissos de governo, para que estas indispensáveis obras retomem os seus ritmos normais e possam ser concluídas. Nem se pode imaginar o alcance delas e seus maravilhosos benefícios.

Imagem vocês como ficará Porto Velho com água e esgoto sanitário em todas as casas ou em mais de 80% delas? Como ficará a qualidade de vida do povo da capital? E quanto também reduzirá o gasto com saúde para município e Estado?

Da mesma o teatro estadual que exigirá em consequencia dele um mundo admirável de trabalhadores essencial como técnicos em cenografia e palco, como também muitos outros, além mover a maquinaria das idéias criativas de músicos, dançarinos, atores, cantores e pro aí vai.

Então, gente, resolverei os impasses administrativos para que as coisas aconteçam e possam florescer em nosso Estado.

TEORIA DA ORGANIZAÇÃO II

Dias atrás falei sobre a teoria da organização, pela técnica de preparação massiva, de autoria do Professor Clodomir Santos de Moraes. Já entrei em contato com ele, que está passando uma temporada na Bahia, região de Lençóis, mas, que brevemente coordenará o serviço de preparação de gente no Estado.

O meu objetivo será o da preparação de  moradores nos Distritos de Porto Velho e Guajará-Mirim até Costa Marques, para marcar bem claro, um novo trabalho dentro do princípio do desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade ambiental.

Eu defendo a tese que se deve preparar gente, que dentro da metodologia forma verdadeiros economistas de guerra - os TDES (técnicos de desenvolvimento econômico e social) e os APES (auxiliares de projetos  econômicos e sociais)  que sejam capazes de impactarem em suas comunidades futuras empresas de maneira direta ou indiretamente através de suas novas idéias.

Na verdade, tudo isto criará uma nova vontade coletiva, mesmo com toda gama contemporânea de ciência e tecnologia, com esta parafernália de celulares e computadores, mas, tem muita gente ainda que está à margem de tudo, vivendo em suas comunidades sem terem idéias de como buscarem ali mesmo os meios de produções de empregos e riquezas.

Clodomir do alto do seu entusiasmo, que não deixa de ser um exemplo para todos nós, pensa em preparar 10 mil APES e eu bem que quero isto ou mais e deixar surgir e florescer com o SISTEMA DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL PARA A GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA - SIPGER um novo momento, que posso dizer virtuoso nas comunidades mais pobres do Estado.

O desdobramento deste sonho é de incalculável alcance, é pensar e agir e deixar que as coisas se movimentem e só bem mais tarde poder-se medir os impactos nos indicadores socioeconômicos nas regiões citadas.




domingo, 2 de janeiro de 2011

VAMOS DEIXAR DE CONVERSA FIADA

Os dias longos já passaram. Os dias aflitos também, mas, podem vir outros. Hoje, é domingo, o primeiro dia útil  do meu governo e eu vou tratar e de me movimentar. Cedinho vou  receber alguns prefeitos e depois conversar com o pessoal da saúde. Levar amigos e parentes ao aeroporto. Subir ao palácio para dar o que fazer aos novos indicados e dizer pra eles, você fique aqui, faça isto e aquilo, para que amanhã, segunda-feira, o pessoal inicie o novo trabalho menos tonto.

Porque é assim mesmo, quando se inicia um trabalho desta dimensão, o pessoal fica meio abobalhado, receoso em tomar decisão, perguntando demais e o dia passa e aquele converseiro de corredor, todo mundo falando entre os dentes e é isto aí. É por isto que vou trabalhar.

No entanto, não será de costume comer o domingo inteiro no serviço de governo. Nem precisa tanto. Já pensou  como é a vida do dono do Bradesco, Itaú, grandes telefônicas, se tivesse de correr mundo inteiro, fechar caixa de banco e vigiar gerente? Não. Há uma implantação de uma política da organização, com métodos, processos, avaliações de desempenho e tudo anda pelo universo por invisíveis ondas levando as informações de um lado pra outro.

O dia só tem 24 horas, não tem jeito de se ter mais e feliz de quem dedica 8 h para trabalhar, 8 h para lazer e recreação e 8 horas para dormir.  Este camarada, burro de carga, que invade noites e dias se esbugalhando de tanto trabalhar está precisando urgentemente de ser educado a produzir no tempo exato.

Vamos deixar de conversa fiada e bom domingo.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Governador Confúcio Moura - Discurso de Posse - 01/01/2011





AGRADECIMENTOS
1.    Agradecimentos a família, ao partido, aos partidos aliados, ao povo de Rondônia

2.    AGRADECIMENTO AO VICE-GOVERNADOR AIRTON GURGACZ

3.    Agradecimentos aos amigos de Goiás, Tocantins que estão presentes (Josa, Hagahus e Anísio de Souza)

4.    Cumprimento à justiça eleitoral brasileira pela administração das eleições dentro de um novo conceito – ficha limpa

5.    Aos devotos – pastores, padres, amigos, parentes e ao Nóbel Moura que fez uma promessa diferente – de vir de Ariquemes à Porto Velho correndo (20 km/dia) e chegou hoje.

6.    Agradecimento ao povo de Ariquemes

Quero saudar o povo de Ariquemes, que sempre esteve a meu lado, ali moro e tenho particular gratidão pela acolhida, apreço e prestígio que sempre me devotaram. Ali manterei o meu permanente endereço.
Estou satisfeito e honrado em ser empossado hoje no cargo de Governador do Estado. E estou certo que esta vitória não veio à toa, mas, sim pelo somatório de mandatos já exercidos. Isto mostra que tudo é possível em nossa existência, mesmo aquilo que não havia planejado ser.
Sou de uma terra de gente pobre e que ninguém se sentia rejeitado, que terminava uma pobreza rica, porque se tinha um orgulho esquisito de se ter muita ambição.
Sou de uma terra brasileira, que não tinha região certa, que não era Norte e nem Nordeste, muito menos Centro Oeste, mas, um belo sertão de campinas, veredas sem fim, bancos de areões da Bahia, Piauí e Maranhão, mas, que também era Goiás que virou Tocantins.
Sou de uma terra de gente humilde, cuja ferramenta mais importante era o livro. Poucas escolas, muitas idéias e que se pegava a estrada do mundo bem novo, mas, sempre preso aos laços da tradição;
Sou da terra de brasileiros abnegados, devotos por soluções, de tão esquecidos e distantes criavam tudo com as próprias mãos. Não tinha de quem esperar. Eu mesmo sou um barro bruto que pegou forma pelas mãos de professores como Osvaldo Póvoa, Carlos Alberto Wolney, Padre João Magalhães, Madre Aranzazu, Stela, Amparo, Fuencisla – estas pessoas domavam o atraso impregnando luz nossas mentes sertanejas;
Sou de uma terra inesquecível de sonhos tão fortes, que parecíamos tão iguais como num socialismo perfeito.
Sou de uma terra de gente ousada, que não esperava nada do Brasil de outras bandas:
Hagahus Araujo – criou o Instituto de Menores há mais de 50 anos para abrigar a juventude paupérrima e de lá se formaram médicos, advogados, professores, empresários, cidadãos dignos; Ele que foi Prefeito, Deputado Estadual, Federal e hoje está aqui para me honrar de corpo presente. O seu principio é simples – direitos e deveres como pratos de uma balança que devem andar em equilíbrio permanente – como uma educação com base no trabalho.
Sou desta terra que a gente tinha que buscar a solução ali mesmo.
É por isto que estou aqui e agora, recebendo o mandato de Governador de Rondônia, com esta força imensa na veia de gente destemida que encara a vida como ela é e vai em frente.

Herdei do meu pai a inquietude e o sentimento de aventura.  Ele não se acostumava com o mesmo lugar, amava o risco e se expunha integralmente. Não podia ouvir falar em cidade nova, em garimpo novo, em eldorado. Foi com este sentimento Bandeirante que cheguei ao Estado de Rondônia. Só houve uma diferença, vim e não saí mais.
Foi bom ter ajudado Rondônia crescer. Foi bom ter sido também médico de garimpos.  Foi bom ter sido médico de seringueiros. Foi bom ter sido médico de colonos aventureiros. Foi bom ter assistido a transformação de Rondônia que evoluiu de duas cidades para cinqüenta e dois municípios.
A única arrogância permitida ao líder é o desafio. A ele compete enfrentar até mesmo o abismo que se descortina a cada dia. Não pode se acomodar diante do perigo, do conflito e da contradição, enfrentar para mediar, resolver, negociar e alcançar a paz e o acordo.

GUAJARÁ-MIRIM
Parece que meu amigo Máximo Villar, que já é falecido me ajudou em Guajará-Mirim porque foi a cidade que obtive a maior votação no Estado nesta eleição. Foi uma sintonia fina entre nós. O meu discurso calou os corações da cidade. E agora, tenho este compromisso de honra com a cidade.
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.
 Este é o artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos do Homem – ONU 1948 - Eu acredito neste principio, desde que se possa oferecer para todos, igualmente uma boa escola, uma boa saúde e oportunidades.
É sempre com este artigo na cabeça com irei movimentar o meu governo, pra sempre gerar oportunidades às pessoas.  E o princípio básico é a educação de qualidade para pobres e ricos.
Da outra parte é abrir as portas para a igualdade nas disputas das compras governamentais. Em todas as suas formas, desde abrindo as portas do Governo para as compras governamentais para todos, chamando os pequenos empresários para participar, auxiliando na formalização dos microempreendedores.
O segredo para a solução é a capacitação, a profissionalização dos jovens para que vejam as janelas abertas da prosperidade.
O QUE É A NOVA RONDÔNIA?
A NOVA RONDÔNIA é um simples slogan de campanha. É a Rondônia de sempre investida de novos compromissos. E tudo que a primeira vista pode ser simbólica, passa a se concretizar com algumas ações simples
1.    O plantio de uma árvore na porta do palácio – o mogno – e daí em todas as secretarias, autarquias e representações no Estado, no mesmo dia 4 de janeiro às 16 horas.
2.    Encontro com empresariado nos primeiros quinze dias – principalmente fornecedores para entender como será a NOVA RONDONIA – para se estabelecer uma nova relação entre o Estado e iniciativa privada. Com apresentações da Emília, SEAGRI, SEDAM, SUPEL.
3.    Pacto da governança – Logo depois da posse da Nova Assembléia, com a participação do MP, MPF, TCE, TVU, OAB e OBSERVATÓRIO SOCIAL – um pacto de governabilidade para reduzir possíveis resistências e voar para o mundo das metas e dos controles.

A NOVA RONDONIA – terá portas abertas e com salas VIPS para os micros, pequenos e médios empresários, como também para os produtores rurais.
NOVA RONDONIA – não terá segredos. Quem tiver os seus que não me procurem. Não tenho compromisso com sigilo de atos de rotina, de procedimentos e formalidades de Estado.
INCENTIVOS FISCAIS
Este é um poderoso instrumento de desenvolvimento local. Que deve ser oferecido para grandes, médios e pequenos. Além promover a justa distribuição do desenvolvimento no Estado inteiro.
Além da política de incentivos para atrair empresas, deve o Estado aproveitar o momento para implantar no Estado a infraestrutura necessária para atrair empresários:
Um novo porto, aeroporto internacional, boas estradas, energia farta, gás natural, ferrovia, eclusas e aumento da produção de carne e leite através da modernização do setor, além das oportunidades de negócios para os vizinhos da América Latina e para o mundo inteiro. A saída para o Pacífico. A união dos oceanos. Com isto – virão os novos meios de modernização de nossas empresas com a ZONA DE PROCESSAMENTO DAS EXPORTAÇÕES – ZPE.
Segurança Jurídica para investimentos e regras claras para assegurar ao investidor neste Estado às garantias do retorno do seu capital. 
MEIO AMBIENTE
A minha política é do desmatamento zero. E fortalecer a boa e necessária relação com o setor produtivo madeireiro, agricultores e fazendeiros, para que de agora em diante, a riqueza deste Estado deve perseguir outros fatores modernos de produtividade, como sejam as recuperação de pastagens degradadas, o plantio de árvores, a criação de peixe, o manejo florestal desburocratizado, rápido e legal.
Tudo centrado em duas bases – a Regularização Ambiental e Regularização fundiária. Estas políticas devem ser perseguidas como causas maiores do nosso desenvolvimento.
O zoneamento econômico e ecológico – como poderoso instrumento de planejamento e desenvolvimento.
Não quero ver a riqueza natural olhando a pobreza humana. E tudo será diferente com ciência, pesquisa e tecnologia como instrumentos poderosos de preservação ambiental.
Eu assumo o compromisso de fiscalizar a política ambiental no Estado junto com os nossos fiscais, a Polícia Florestal – o que é bem melhor e saudável do que permitir, permanentemente, que a Força Nacional, Policia Federal, até mesmo o Exército invada o Estado em suas operações de guerra.
Comigo eu farei este serviço permanentemente de forma que o Estado assuma uma nova consciência de desenvolvimento com a floresta em pé.

INFOVIA MULTIMÍDIA RONDONIA
Eu quero Rondônia coberta por ondas de Internet, por fibras óticas, ondas de rádio wireless, quero dados, voz e imagens formando a maior nuvem de iluminação dos nossos céus. Eu quero que estas ondas levem para todos os cantos e recantos deste Estado à integração completa do nosso povo. A educação de qualidade, as redes de contatos, a regulação dos serviços de saúde, os dados da segurança pública. Quero todo mundo conectado com todo mundo.
No mais é a tecnologia da Informação dando preferência ao software livre.
A PESQUISA CIENTIFICA
Criarei a Fundação de Apoio à Pesquisa Cientifica nos próximos três meses. Darei a devida regulamentação e ajustarei no Orçamento do Estado os recursos para prover o inicio de suas atividades.
Um Estado sem pesquisa cientifica jamais será capaz de orientar o seu próprio desenvolvimento. 
SEGURANÇA PÚBLICA
Este um clamor nacional e nosso também. É a integração entre todos os órgãos de governo para o enfrentamento do crime, do vício das drogas e se promover ações preventivas nas escolas e no tratamento dos doentes químicos.
Ações centradas na informação competente e no movimento do pessoal de acordo com a necessidade. Uma política de segurança pública progressivamente eficiente para que a população possa confiar no governo.
SEGURANÇA ALIMENTAR
 Perseguirei com a implantação dos bancos de alimentos, para que possamos combater o desperdício de comida no Estado;
A implantação de dois restaurantes populares na cidade de Porto Velho com baixíssimo preço da comida e com boa qualidade nutricional, tendo como principio a compra direta da agricultura familiar e com o gosto dos nossos costumes alimentares.
Da mesma forma, três mercados populares na cidade de Porto Velho, nos bairros para que a população de baixa renda possa adquirir comida de qualidade com preços mais baixos.
A TEORIA DA ORGANIZAÇÃO
Não vou jogar dinheiro fora. Qualquer dinheiro público em Associações, Cooperativas, entidades deve antes de tudo serem conhecidos os seus perfis de organizações.
Sem organização vem o caos. O desperdício e o falso crescimento.  Por isto, todo mundo deve ser treinado, fiscalizado e avaliado. A técnica da preparação massiva é uma extraordinária possibilidade de desenvolvimento inclusivo. Vamos preparar técnicos de desenvolvimento econômico, pela técnica de preparação massiva do Professor Clodomir Santos de Moraes.
PRESIDIOS
A palavra de ordem é o da humanização dos presídios, centrado na dignidade da pessoa humana, na educação e no trabalho dos apenados. A busca do recurso no Ministério da Justiça e outras Secretarias Nacionais para nos atender na consecução dos nossos objetivos.
EDUCAÇÃO
No meu PLANO DE GOVERNO - eu assumo frontalmente o meu compromisso com a EDUCAÇÃO.  Educar para incluir. A juventude só sairá do mundo da violência e das drogas se tiver aberta – A PORTA DA ESPERANÇA. E esta porta chama-se EDUCAÇÃO.
Educação com metas de desempenho, boa gestão, foco no aluno, avaliação permanentes, controles rígidos e boas escolas. Além do mais com os professores respeitados, qualificados e comprometidos.
A Universidade Estadual que entrará em ação gradualmente, a principio com a modalidade à distância com tutoria para todo Estado. E a educação integral da mesma forma.
SAÚDE
Sou médico e conheço a saúde pública. Conheço as suas duas grandes deficiências históricas – o baixo nível do gerenciamento dos serviços e o subfinanciamento crônico. Diante disto, tenho condições de garantir que irei melhorar os serviços.
1.    Tirar os doentes do chão e das macas no Pronto Socorro Estadual de Porto Velho;
1.    Colocar um avião a disposição dos municípios de fronteiriços e distantes;
2.    Regionalização efetiva
3.    Implantação de consórcios de saúde
4.    Modelos complementares de atendimentos, organizações gerenciais, filantrópicas, oscips.
5.    Parcerias com entidades civis e religiosas que cuidam de dependentes químicos
6.    Apoio integral a gestante e à criança
7.    Apoio aos municípios para os projetos de saneamento ambiental e destinação dos resíduos sólidos
SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVOS
Sempre me dei bem com os servidores públicos. E vou continuar do mesmo jeito. Quem tem recursos humanos bem preparados move o mundo inteiro. Não terei nenhuma greve no meu governo. Todo mundo sabe fazer conta e saberá entender os limites do Estado que são previstos em lei.

IMPRENSA
Nenhuma novidade. A relação com os órgãos da imprensa do Estado, com certeza, será a mais cordial e respeitosa possível. Valoriza a imprensa livre, investigativa e defensora do interesse do Estado e do povo.

A MINHA FAMÍLIA 
Não poderia, mais uma vez, num momento importante como este, deixar de agradecer a minha esposa Maria Alice Silveira Moura, pelo apoio, pela vida discreta e reservada voltada exclusivamente a sua profissão. As minhas duas filhas – Bárbara e Débora. Genro Guilherme e netas.
Alice está convidada por mim, para de agora em diante me acompanhar de perto, ela que sempre foi alheia ao ritual da política, gostaria que agora preciso dela como suporte indispensável para o meu próprio equilíbrio emocional e apoio.
A minha mãe, que participou mesmo em cadeira de rodas, da minha campanha eleitoral, dando depoimentos verdadeiros, que foram importantes para a minha vitória.
 Aos irmãos, que aqui vivem Dr. Nobel, Cláudia, Cira, Vanda               que estão presentes neste ato e que também em muitos momentos estiveram ao meu lado na vida política e profissional. Ao cunhado Dr. Marciano Rafael da Silveira que administra com competência a nossa sociedade privada e ao Francisco de Assis Oliveira que coordenou esta campanha com imensa qualidade.
Ofereço este mandato à memória do meu pai - Zeferino de Sena Moura, que sempre esteve próximo da política desde os tempos de JK, foi candango em Brasília e contribuiu com seu esforço pessoal, como pedreiro, da construção do prédio do Congresso Nacional.      Está sepultado nesta cidade de Porto Velho.

CONCLUSÃO

O povo de Rondônia deve se reencontrar com a esperança, a sem ela nada acontecerá. Além do mais, deixar de se iludir com o sucesso dos outros e deixar de copiar os modelos existentes mundo afora. Habitualmente as soluções estão próximas de nós mesmos.
Henry Kissinger já dizia que a complexidade não pode ser afetada pela pouca velocidade. É por isto que temos pressa, porque o meu mandato tem prazo para iniciar e terminar e os desafios são grandes e a vontade de resolver é muito maior.
Vamos companheiros, juntos, dar a Rondônia o que ela merece que é a credibilidade, eficiência e justiça social, como base –
 PENSAR GRANDE, COMEÇAR PEQUENA E TER PRESSA (Carlos Alberto Julio)