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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

FLORESTAS X POBREZA


A geografia é o nosso maior pecado capital. O clima quente e úmido, abundantes florestas e rios e do outro lado os piores indicadores sociais e econômicos estão no eixo tropical do planeta.

 Que maldição é esta?

Vejo bem claro em Rondônia, está bem delimitada a situação. Ironia do destino, justamente os municípios que mais tem reservas florestais – Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Cujubim, Itapuã do Oeste, Corumbiara, Pimenteiras e Costa Marques são aqueles que mais padecem na escassez de recursos. Muitos deles estão deprimidos economicamente.

Dá para entender uma coisa desta?

Meio ambiente equilibrado, florestas e rios virgens, índios, seringueiros e pescadores, tanta riqueza, tanta virtude exposta, tanto dever de casa feito e cumprido. Muito bem feito e belo, enquanto esta beleza toda não rima com a pobreza existente.  O discurso mundo afora é outro. A doutrina é a Amazônia florestada e virgem. O que concordo plenamente.  No entanto, fica difícil combinar meio ambiente preservado com pobreza. 

Porque na hora H quem fala mais alto é o estômago. O natural instinto de sobrevivência. Se o Brasil inteiro e o mundo querem as coisas lindas e maravilhosas, como devem ser, que ao menos pague a conta e contribuam com investimentos compensatórios para que o homem destas paragens tropicais seja também cidadão.

E tudo isto só se faz com tecnologia e industrialização. Além do mais investimento pesado em educação de qualidade. Fora disto não dá. O exemplo da Zona Franca de Manaus é óbvio. No Amazonas tem mais de 95% de florestas em pé, mas, tudo bem compensado com incentivos fiscais para o Polo Industrial criado há mais de 40 anos.

Só vejo uma saída – gerar riqueza a partir da própria riqueza ambiental.  Tudo enfim deve se transformar em produtos industrializados. A produção de sementes certificados das espécies nativas, os viveiros na forma de bancos de germoplasma, as empresas sociais a disposição dos grupos que se organizarem. Manejos certificados e comunitários na floresta. A pesca artesanal e em tanques-redes. A agroindustrlização das frutas tropicais exóticas. O aproveitamento de resinas, óleos, mel, fibras, cipós, raízes, amêndoas para cosméticos, sabonetes, medicamentos, artesanato.

Quero convocar a Universidade Rondônia para esta parceria. As ONGS também. As entidades comerciais das cidades  referidas para este debate prático. Eu vi este modelo em Xapuri no Acre. E tenho visto as experiências do Pará e do Amazonas. No mais é buscar muitos fundamentos no INPA (Instituto de Pesquisa da Amazônia),  SUFRAMA (Superintendencia da Zona Franca de Manaus) e na SUDAM (Superintendencia do Desenvolvimento da Amazônia). 

O próprio IBAMA tem muito experiência em designer de móveis e aproveitamento da madeira. E tem mais dois parceiros fortes – SEBRAE E EMBRAPA.   No mais é a nossa própria força motriz – a EMATER.

19 comentários:

MARIA DOS ANJOS disse...

No domingo a noite o Fantástico apresentou a reportagem de um lobo guará ferido quefoi levado à clínica veterinária do zoológico de Brasília e recebeu o atendimento médico veterinário até então único no mundo, coisa de primeiro mundo e de valorização da vida no caso a espécie "lobo guará" encontra-se em extinção. Na segunda feira no JN a reportagem sobre o caos da saúde pública de RO. Ali pode-se ver o tratamento médico e humanitário que o ser humano recebe na saúde de nosso estado. Verifica-se que a espécie "ser humano" não encontra-se em extinção. Emocionada me lembrei que em meados de 2010 numa pequena cidade do cone sul, com algumas pessoas curiosas apresentava-se alguém pré candidato a governador. Fui convidada lá fui. Percebi que a reunião era feita pelos convidados e que o pré candidato sentado numa cadeira, calça jeans surrada, olhar distante, observador verificava e parece que compreendia o olhar dos ali presentes. Não foi necessário discussões. Quando uma técnica de enfermagem argumentou sobre a saúde comentei algo. Vi naquele olhar que recebi que era isso que ele queria ouvir. Finalmente encontrei o meu Governador de Rondônia. Pois percebi que ele iria valorizar o ser humano.
Governador nós que infelizmente já necessitamos dos serviços dp JP II e do HB queremos isso ATITUDE.
Vale lembrar que o CMS é peça fundamental de gestão.
Confiamos.
Sucessos.
Que Deus contineu iluminando seus passos e ações.

Anônimo disse...

Achei seu blog interessante. Estou confiando no Senhor como governante, pelo menos o senhor é uma pessoa instruída e sabe o que está fazendo. Sobre o JP II, aquele prédio deveria ter sido aumentado verticalmente, construir mais andares e mais leitos, mais salas de cirurgias e etc. Próximas construções do Governo, por favor aproveite bem os espaços e faça prédios, chega desses prédios de um piso. Porto Velho cresceu.

Rydianne

Hermerson Alvarenga disse...

No que tange a realão homem x natureza, e a constituição de uma geografia que preze por um desenvolvimento que seja de fato sustentável, que alie o crescimento econômico, social e ambiental, sabe-se que nunca foi prioridade para o anterior governo, talvez porque esse pautava-se em apenas alguns setores economicos, como por exemplo as horizontalidade (estradas).

Direcionar a ótica de um estado com uma diversidade como o nosso, é como andar para trás. É certo que não podemos apenas direcionar a administração para algumas atividades como por exemplo, focar-se apenas na saúde, ou na educação, é preciso que se gerencie de forma global, para que assim possamos conseguir um crescimento endógeno veloz.

Cabe ressaltar que a Zona Franca de Manaus é fruto de uma estratégia GeoPolítica, que não tinham nenhuma ideologia sustentável, na sua criação, embora essa talvez hoje carregue essa ironia.

Há que se juntar profissionais especializados das mais diversas áreas, para que promovam um centro de debates para geração de um crescimento sustentável, pautado na ética, na responsabilidade social, economica e ambiental, valorizando a cultura local e fazendo com que essa consiga também crescer de modo racinal, explorando de forma positiva o meio ambiente para que esse possa ser usado por nos e pelas gerações futuras.

Anônimo disse...

Achei esse post interessante, pois sou geográfa e ambientalista roxa. Já trabalhei no SIPAM, hoje moro fora do país. Existe maneiras de desenvolver sem impactar tanto a natureza.Colocando as pessoas certas pra fazer os trabalhos certos. A coisa pode acontecer.

Rydianne

djany soares disse...

Governador estou admirada com seu conhecimento, com sua habilidade de descrever sobre os processo do desenvolvimento econômica social política e cultural e acredito que toda essa teoria será aplicada na prática, pois com a junção das duas nosso Estado maravilhoso de Rondônia terá uma nova realidade um futuro promissor.
Percebo que em todos os aspectos sua sensibilidade é destacada com clareza e tenho certeza que suas ações tornarão uma prática de desenvolvimento.
A Educação também está precisando de um Choque como está acontecendo na saúde, acredito que um povo sábio é um estado desenvolvido. Grande abraço bom trabalho.

Avel de Alencar disse...

Fui uma vez dar uma consultoria em Porto Velho-RR. Discutindo com os agentes econômicos locais a questão da qualificação da mão de obra vi que ficava muito difícil um empreendimento que levasse em consideração as potencialidades locais, visto que a legislação ambientalista impõe sérias restrições ao desenvilvento empresarial local. A idustria moveleira, através do remanejento sustentado de florestas, deveria contar com incentivos mais firmes dos governos Federais e Estadual mas, na prática, não é isto que vi, tudo era muito difícil. A grande esperança local estava na construção da hidroelétrica o que não deixa de ser incoerente visto a quantidade de empreendimentos médios e pequenos que podem trazer mais empregos e riquezas mais não possuem incentivo governamental e legal.

Zequiel Santos disse...

A sustentábilidade, tem sido encarada apenas em seu aspecto economicos, o que nao deixa de ser uma realidade e uma necessidade, pois em uma mundo ideológicamente capitalista, os recursos economicos abrem portas. Entretanto os eixos ambientais e socias tem sido históricamente esquecidos em Rondônia. Como comentado, as soluções são claras, as oportunidade são muitas. Pois o potecial de exploração dessas áreas são imensos, e existe um mercado amplo para tal, o que de fato falto, e como nao poderia deixar de ser, o "capital" para implementar essas soluções. E falo aqui não só de capital economica, (que é fundamental) mas de capital humano, de mudança de mentalidade. Vale do Anari, é um municipio que tem cerca de 52% de seu território sabiamente ocupado por Unidades de Conservação, entretanto, a população nao consegue perceber claramente os beneficios dessas UCs. Gostaria Muito de participar juntamente com os demais municipios citados, na busca de soluções viáveis para redução da pobreza, principalmente envolvendo as populações tradicionais das Resex.

Anônimo disse...

Caro Governador,

Nunca esquecer do Reflorestamento. Por favor, esqueça a UNIR, pois é um antro de atraso, de preguiçosos e acomodados É claro, ressalvado a belas exceções, como o meu grande professor de Matemática Eudes, o Cubano, minha professora Graça, e uns poucos outros. O resto é só grossura,status, arrogância, e produção científica e produtiva zero.

Da Fronteira disse...

Governador, o exemplo da ANAC - Agência de Negócios do Acre deve ser seguido: eles fomentaram a comercialização da farinha, Castanha-do-Brasil (ex-do-Pará) - com embalagem a vácuo e até de artesanato em marcheteria. Podemos e devemos fazer o mesmo. A NAtura, por exemplo hoje é grande cliente do Projeto RECA em Extrema. Podemos produzir cosméticos com as essências da floresta. A Inglesa Body Shop compra milhões em produtos amazônicos. Basta ter a central de comercialização azeitada. Comungo do mesmo pensamente seu. A Floresta hoje é um imenso Ativo que Rondônia possui. Sequestro de carbono, projetos de manejo, entre outras.

CLEMERSON disse...

Bom dia Sr. Governador...

Realmente o desenvolvimento sustentável agroflorestal é uma das saídas do povo que cuida das nossas florestas. Lembro também que além das soluções ao qual o Sr. descreveu, temos a prática do ECOTURISMO. Sei que é plano de seu governo a liberação do aeroporto para pousos internacionais, assim, com uma boa estruturação turística e divulgação, teremos turistas de boa parte do mundo visitando nossas florestas.
Quero ressaltar ainda que uma importante instituição pode colaborar com pesquisas e soluções socioeconômicas das nossas florestas: Os Institutos Federais. Temos em Colorado do Oeste um campus que forma profissionais na área ambiental - ao qual me formei, em Ji-Paraná outro com cursos na área florestal e em Ariquemes, na área agrícola e de piscicultura e outros campus.

É motivo de orgulho para todos, saber que além do meio ambiente, você pensa nos povos das nossas florestas.

Clemerson de Sales
Tecnólogo Ambiental

Anônimo disse...

Governador, o Senador Raupp que pegar carona na sua iniciativa dizendo que foi ele que pediu ajuda para Saúde do Estado mais porque não pediu antes. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

UM ADMIRADOR ESCREVE:

SENHOR GOVERNADOR:

O QUE JA FOI QUEIMADO DE MADEIRA EM RONDONIA?

DIAS E NOITES AQUELA FOGUEIRA INCANDECENTE.

UM DIA ME SURPREENDI. COMPREI UMA PORTA DE PRIMERISSIMA QUALIDADE POR R$47,00 AQUI EM PORTO VELHO, PREÇO ABAIXO DO MERCADO, FUI VER UM CARIMBO: "PRODUZIDO NO POLO MOVELEIRO DE ARIQUEMES-RO"

MARAVILHA. EXPLENDIDO. ECOLOGICAMENTE CORRETO.

IMAGINEM MEUS CONTERRANEOS, QUANTOS CARIMBOS VAMOS TER QUE FAZER PARA O POLO DE GUAJARA, PVH, JARU, OURO PRETO, JI-PARANA, MACHADINHO, ETC, ETC, DISTRITO DE...., ETC, ETC.....

DEUS TE ABENÇOE E ESPANTE OS MAUS OLHADOS.

Anônimo disse...

o governador fiz o concurso da seduc o ano passado para area de motorista e agora que o senhor entrou ja tem ate gente portariado trabalhando aqui na seduc de vilhena. tem mas do que na epoca do cahulla. no detran mesmo ja tem mas portariado do que efetivo. abre o olho governador!!!!!

zequiel disse...

Em Vale do Anari, é perceptivel esta realidade da relação ambiental com a questão socioeconomica, pois temos cerca de 52% do municipios ocupado por Unidades de Conservação, e infelizmente essa ocupação territorial nao tem contribuido com o desenvolvimento economico do municipio. Sem dúvida existem várias oportunidades economicas com foco de na preservação ambiental. Gostariamos muito de participar de uma discussão mais efetiva para analise de propostas e projetos de criação de fontes de renda na UCs.

Cícero Noronha disse...

Bom tarde prefeito Confúcio, de acordo com as crônicas recebidas, a primeira que trata sobre a educação em nosso município, e a segunda sobre a força da nossa bela e rica cidade, o berço da cultura rondoniense onde começa a história de Rondônia juntamente com a capital Porto-Velho, confesso que me surpreendi muito com suas palavras em sua crônica demonstrando um profundo conhecimento e visão político-administrativa das cidades do nosso Estado nesse caso em especial nossa querida ”Pérola do Mamoré”, numa semana onde aqui se falou tanto nos problemas de saúde no nosso município, ninguém melhor que um médico para nos enviar esta crônica, é como se fosse o remédio que nos traz para uma reflexão do tempo perdido e a inspiração para um futuro de valorização e progresso da nossa fronteira (Guajará-Mirim). Governador que todas as suas palavras possam ser colocadas em prática diante de questões tão graves como as da assistência médica do nosso Estado por muitos anos colocados para “debaixo do tapete”, como se o povo não pagasse um preço tão caro por uma saúde que é considerada uma das mais precárias do país. O início desta mensagem se refere ao momento de crise na saúde de Guajará-Mirim e a grandiosidade e potenciais de nossa cidade , e-mail enviado pelo Noronha em 28 de julho de 2009,ao então prefeito de Ariquemes Confúcio Moura.

Anônimo disse...

O desmatamento, em nosso estado nunca propiciou crescimento social e econômico aos trabalhadores assalariados que trabalham nas madeireiras como semi-escravos, o que podemos perceber,é o enriquecimento ilicíto, dos predadores da nossa floresta, planos de manejo fictícios, corrupção, tudo acontece nas barbas do estado e com o concentimento das instituições que se dizem defender os nossos recursos naturais, O senhor NOBRE GOVERNADOR,nomeou um coronel, como adjunto, na SEDAM, O Josenildo é um homem de muitos feitos e bravuras no município de Candeias, por exemplo, prendeu muitas redes de humildes pescadores, arpoes, espingardas, e prendeu pequenos barcos,que sempre fez questão de ostentar, em seu batalhão.O senhor tem um batalhão para a opressão, duvido que aquele aparato todo será para combater o grande, serão os pequenos os perseguidos e multados, como sempre foram, justiça só tem um lado o dinheiro, e o estado sempre foi o comitê financeiro da burguesia, se deixar, o capital desmata tudo, e os pobres continuarão pobres e famitos,e os ladrões de nossas riquezas ficarão cada vez mais ricos e poderosos será que alguns deles financiou a sua campanha? estaremos vigilantes. o guardião de marmore

Anônimo disse...

Nao concordo, pois o mundo sofre com os desmatamentos dos grandes fazendeiros que plantam capim para alimentar gado, ao inves de plantar graos, arroz feijao, milho, mandioca... isso é alimento. capim. nao só enche o bolso dos fazendeiros, senhor governador

Mamede disse...

Reitero a opinião de que guajará mirim poderia ter uma faculdade estadual de engenharia de guajara mirim (exclusiva).
Muito bom, alguém deve ajudar a pagar a conta. Guajará p. ex., tem aproximadamente 70% de áreas protegidas que inviabiliza o agronegócio, não gera emprego e renda. A maioria dos municípios brasileiros têm, pelo menos 80% de sua área produtiva para o agronegócio. essa diferença de produção que afeta diretamente a vida de cada um em guajará mirim poderia ser compensada por um recurso adicional pela especificidade regional no FPM. Nossos deputados não produziram proposta alguma, deveriam perder mesmo hein!!!

ISIS disse...

E tem o turismo! Mesmo leiga no assunto, já pude confirmar que nosso pantanal (do Vale do Guaporé) é tão rico e mais extenso do que o do Mato Grosso. Sem contar que em todas estas regiões com florestas podem ser desenvolvidas ações do ecoturismo, tal qual os moldes do antigo Proecotur (que participei numa oportunidade de uma reunião). Sabemos que, dentro do turismo sustentável, há vários investimentos possíveis de serem alcançados e, indiscutivelmente, Rondônia tem a biodiversidade e beleza natural necessária para gerar riqueza/desenvolvimento a partir do turismo ecológico, que atrai ao Brasil, inclusive, turistas do mundo inteiro. Além disso, temos patrimônios históricos como o Forte Príncipe, a Estrada de Ferro, etc... E, pasmem, mesmo os rondonienses não conhecem todos os potenciais... Tendo oportunidade de conferir as fotografias disponíveis na SETUR ou com artistas regionais nos empolgamos com tanta beleza! Muito rico nosso Estado.