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sábado, 2 de janeiro de 2010

Saúde Básica


Parece até uma doença do atraso. E é. O subdesenvolvimento da mentalidade dos profissionais da saúde pública com a atenção básica. É a fé inquebrantável que o hospital é o centro de tudo. O hospital é o sol da saúde. Que pena. O hospital ser o sol da saúde. Devia ser um destes satélites pequenos no espaço. Ou até mesmo um simples meteoro diante da dor evidente. A cultura do atraso prega justamente isto. A fé na cura. A fé no que é caro. A fé na especialidade rara. Vale mais o médico que opera o coração. Vale mais o médico que usa instrumental importado. Enquanto aquele penitente do Centro de Saúde parece que nada vale. O enfermeiro que faz o pré-natal parece sem valor. O Agente Comunitário que vigia de perto a vida alheia. Que olha o fundo do quintal. Que vê a larva da dengue. Estes são desvalorizados. Pouco se faz de promoção da saúde. Promoção é orientar o homem para se cuidar melhor. Para fazer caminhada diária. Para comer pouca gordura. Para não fumar. Para não viver no mundo do estresse. Isto é promoção. Gente! O ambulatório, a palestra, a orientação pré-natal, o grupo de hipertensos e diabéticos. Como é importante. Como é barata. Nunca haverá dinheiro no SUS para sustentar a rede de cura. Ainda mais a parafernália instrumental. Mas, no país pobre como o nosso deve-se obrigatoriamente fazer o serviço básico de saúde. O arroz com feijão. Praticar a medicina social. A medicina exemplar feita em Cuba. País pobre, mas, que tem vergonha na cara.


Um comentário:

René Santos Neto disse...

Caro Prefeito Confúncio

Concordo em gênero, número e grau. O foco da nossa saúde pública deve ser voltado para a atenção primária, principalmente no tocante da expansão das equipes da ESF, valorizando sobremaneira o papel fundamental das agentes comunitárias, que são as mãos e os olhos do nosso sistema de saúde em cada lar nosso. Além disso, faz-se necessário o estabelecimento de protocolos clinicos de simples entendimento e de programas de saúde que priviligiem pacientes com doenças crônicas controláveis (hipertensão, diabetes), bem como estabelecer uma forte política de atenção a gestante e aos recém-nascidos. Somente com uma ação incisiva nessas áreas, bem como a valorização de toda a equipe multiprofissional, teremos condições de incutir na população e nas nossas equipes a integralidade, a universalidade e a equidade previstas na implantação das políticas do SUS há mais de 20 anos.

Um forte abraço e um 2010 repleto de realizações

Dr. René Santos Neto
Curitiba - PR