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sábado, 2 de outubro de 2010

BENDITA TURMA DO TWITTER

É assim que rola a vida. Twitter, facebook e mais palavras estrombóticas. Parece que nos quer enlouquecer com tanta novidade complicada e que vem assim, de sopetão e vai entranda na vida da gente. Se a gente não entra nela parece que vai se ficando pra trás. Vai se ficando burro. Meio abestado. Então, de repente, sem querer, vai se entrando numa teia de aranha infernal.

O mundo dos relacionamentos novos.

Antes, relacionamento se fazia era na rua. Na conversa mesmo. No serviço e na escola. Agora, não. É na Internet. E tem muita coisa nova e digo sem medo,não vai parar nunca mais. E nós vamos perdendo a nossa identidade e ficando cada vez mais conectado aos fiapos invisíveis desta admirável mundo da tecnologia. Nem sei dos seus benefícios reais. Nem sei se numa eleição tudo isto trás alguma vantagem prática. Só tem uma coisa - entrei fundo.

E seja o que Deus quiser. Ao menos perco ou ganho muito tempo. Sei lá. Se ao menos vierem alguns votos novos e cibernéticos vou agradecer demais, pelo menos pelo tempo que fiquei madrugando aqui diante do computador.

Bye.... Bytes....Gigas... Siga-me...

AGORA, É MÃOS PARA OS CÉUS E AGRADECER


Hoje, é sábado, um dia antes antes da eleição. Corri o Estado por mais de l ano. Viajando de avião e de carro. Carro cheio de gente, de noite e de dia. E aí, agora, cheguei ao alvo do meu objetivo - a eleição para governador do Estado. Já posso dizer a vocês que sou um vencedor. Que ganhei a corrida olimpica porque cheguei até este ponto - sem nenhum acidente. Sem nenhum incidente. Sem nenhuma briga. Sem nenhuma morte.

Por isso, só tenho é que postar as minhas mãos e agradecer a Deus. E dizer MUITO OBRIGADO.  Deu certo. Esta foi a minha grande vitória, fazer uma campanha limpa, bacana, com muito sorriso, muito abraço, muito beijo. Mais ainda, muitos amigos novos. Estou bem. Satisfeito.

E agora, amanhã será o dia da eleição. O dia do voto. Eu semeei a boa semente em terra fértil. Agora é esperar brotar com força a plantinha do meu esforço e pronto. E seja feita a vontade do povo. MUITO OBRIGADO POR TUDO.

"Gracias a la  vida."

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

MOMENTOS

De vez em quando, nas viagens pego um guardanapo e vou escrevendo o que me vem à cabeça e saem estas "preciosidades":

I
Eu prometo
Eu faço
Eu e mais nós juntos
Viajo no meu espaço
Ninguém mais fará que não não seja
Sigo nas asas do vento
E dos acontecimentos ... sigo

II

Estou tão confiado em você
Por Deus
Por mim
Por um fio de convencimento
Mandei fazer o paletó da posse
Por minha conta e risco
E por você

III

Finalmente
Enfim
Já posso atravessar a ponte de Ji Paraná
Estou tão acostumado a me estressar
Quase morri afogado em mim

IV

Parece que mundo acabou
Parece que eu morri
Só porque esqueci a bateria do celular
E agora, o que será de  mim?
Tão completamente desconetado do mundo?

V

Se eu pudesse quebraqueixo
Eu comeria  seus dentes
Com rapadura, mel e amendoim
Bem assim
Suavemente

TEM MUITA COISA PRA FAZER

Se a gente pensar profundamente, ser governador é um imenso desafio. Tem duas Rondônias lado a lado. A Rondônia do povo vai bem. A onda é forte. A economia borbulha acompanhando o frenesi nacional. Tudo encanta e é belo. Porto Velho para se encontrar uma vaga num hotel  tem que se prevenir com tempo. Pedreiro para trabalhar quem há-de?



A onda é gigante por aqui. No entanto, falta a nossa própria onda, a que nasce do nosso intestino, que vem de dentro para garantir todo este fervor externo. E que se tem que acudir a tempo. Dar força as iniciativas próprias. Deixar o povo trabalhar livremente. Vou buscar forças externas para empreender novidades tributárias e facilitadoras. Quero a iniciativa privada forte  e ousada.



A outra Rondônia é triste. A Rondônia da saúde pública precária. Ainda medievalizada. Os presídios inquisidores, quase porão de navio negreiro. Ou quem sabe é isto mesmo. Ou até pior. As escolas decadentes. E uma insegurança barbarizada. Onde a matança é livre. O furto é quase permitido. E o tráfico impera dominador.



Bate coração! bate meu filho. Bate! Baticumbum.... Porque o que mais tenho pela frente é desafio e ter que vencer barreiras, muros de Berlim imaginários, mas, firme como rocha, nos usos e costumes. Vencer estes atrasos de vivências incrustadas nas rochas das mesmices não me será fácil. No entanto, vou começar.


Firme como a lança do arqueiro, como o acendedor de lampiões, irei clarear este Estado inteiro. Este Estado necessita de uma nova luz, a luz da alma, a luz de dentro, a humaniedade quase perdida. Vamos, gente, voltar a sentir ... sentir sentimentos.... sentir emoção.... sentir aperto no gogó..... sentir vontade de chorar..... sentir vergonha..... e uma vontade enorme de indignação contra preconceitos e ver o outro llado do muro que não estamos dando o devido valor. O homem rondoniense.

VIXE! GENTE DO CÉU

Êta dia puxado, foi o bendito ontem. Desde cedo um calorão abafado, como se tivesse num forno de barro. Daqueles antigos de assar biscoito. Tudo foi grande, foi emocionado e vibrante.Começou por Ji-Paraná, uma carreata de tão grande ela foi se quebrando durante o trajeto. Muitos semáforos e ela cobreando pelas ruas, em alguns trechos foi se interrompendo, mas, foi de alguns quilômetros.


OURO PRETO  - aqui, bota quente nisto, grande serpente barulhenta tumultuou ruas de Ouro Preto, uma volta no miolo da cidade, a onda amarela contagiando a cidade inteira, dizendo bem claro, que é pra valer, que ninguém está brincando. É festa, mas, não é brincadeira. A onda amarela invade corações, entra dentro e fica cravada a ali. Deixe a onda entrar. Deixe!

ARIQUEMES - Estava se sentindo chuva no ar. O olor da terra pediu ávido por chuva, já beira outubro e tudo seco e insuportável. Daí a pouco o tempo travou de repente, bateu chuva de vento, vento frio que veio não sei de onde, mas, veio cortante. Ninguém arredou o pé. Não pergunte o tamanho da serperte amarela, era uma pitonisa gigante, encheu a Jamari (Avenida), faltou lugar para carros e todo mundo ficou desassossegado.  A serpente amarela andou sob chuvas.


 E parece que a chuva mexeu com o povo, como os pássaros que saem piando agradecendo. A serpente amarela andou debaixo da chuva e o povo saiu e abençoou. Nunca senti tanta energia positiva. Tanto carinho. Em todos os bairros.  E aí surgiu a dúvida - faz ou não faz o comício? Debaixo de chuva como é que se faz comício? Entre o tempo de se discutir e desmobilizar a carreata ficamos diante do imenso palanque. Vamos subir para agradecer o povo apenas? Qual nada.






O comício começou. O Gomes do INCRA abriu. E chuva e dança. E foguetório.


E chuva e mais chuva. E ninguém arredou o pé e o povo foi chegando e depois saindo porque os que estavam secos corriam para se protegerem e os molhados nem estavam aí.  E foi um comício doido e deu certo, e nunca senti tão forte e tão seguro de que vou ganhar o primeiro turno e depois o segundo para ser o governador de Rondônia. Isto é demais pra mim.