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domingo, 15 de agosto de 2010

A FESTA DO BOI

Estou ai, com o Senador Acir Gurgacz meio aluado. Acir olhando para o céu parece que recitando uma poesia  e eu de boca aberta absorvido com tanta beleza cores e de cenários. É a Festa do Boi de Guajará-Mirim. Uma festa nascida no meio do povo, que começou no meio da rua. E foi crescendo, até chegar no ponto que está aí. Gente de todo lado, que comparece à caráter, com penacho à cabeça, camiseta da festa e todo mundo no clima geral.


A festa de Boi é além de folclórica, rica em cores, em gente, que envolve a cidade inteira. Cada pessoa faz a sua fantasia. A família se envolve inteira. Tem mais uma - não havia uma vaga em hotéis. Tudo cheio. Pousadas e casas de aluguéis. Do jeito que vai a cidade virará somente festa do boi.



Olha aí a coreografia. A VERMELHO rutilante. São dois bois que disputam as galerias. Só assisti o boi azul. Encontrei-me com a viúva do Chico Mendes que veio do Acre. O Chico Mendes foi homenageado pelo boi.  Encontrei-me com tanta gente de fora, que até parecia que havia combinado. No mais foi me achar o tal e qual no meio de gente bonita.


Este fulano de tal aí é puxador da festa, faz a animação das galeras. E o homem é elétrico, corre na arena que nem um doido, sapateia, pinoteia, só falta rolar no chão, o cara parece que tem parte com o tinhoso. Ele consegue o que quer - não deixa ninguém quieto. ô xente!


Já viu uma india desta? Fique aí seu pateta de "zói" arregalado. Pois é verdade, gente bonita, mestiça, quase índia, quase boliviana, quase brasileira, quase mapa mundi, quase estrela, quase deusa. É ela que dança faceira parece nem ver que é gente de carne e osso. Ela se supera no tempo e no espaço como um meteoro ou meteora fulgurante, quente, incandescente no meio da floresta de Guajará-Mirim. Ela é a própria encarnação do boi feminino, nem penso em vaca, ela é o boi imaginário  da floresta, um bicho monstro de nossas fantasias e medos.


E aí está o povão embevecido. De certa forma eletrizado. Mais encantado do que realizado. Nesta hora todos eles esquecem de suas próprias existências. E se transforam tambem em bois da selva do pakaas. Todos passam a ser almas renascidas de todos os tempos imemoriais, de todos os indios que passaram por aqui, de todos os libaneses, dos meléns, dos badras, bennesby, e por aí vai e por aí vão as filas de nordestinos que misturaram com todos os outros sangues reinantes.

O duelo da fronteira. O duelo sem lâmina. O duelo de bois, de graças, de trejeitos, de belezas nuas, quase nuas, quase anjos, quase índios. Um duelo de almas que se criam no tempo e nos corações de todos os ribeirinhos rondonienses.


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