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domingo, 4 de julho de 2010

Ensinamos crianças em uma Kombi


Eu e meu marido vamos viajar pelo Brasil contando histórias


                                

Eu sou uma maluca que encontrou um maluco. É assim que explico o meu casamento com o Franco. Estamos juntos há apenas um ano e meio, mas o amor do meu marido por mim é tão grande que ele abraçou meu sonho de ensinar crianças nos lugares mais escondidos do Brasil como se fosse dele. E agora estamos preparando uma grande viagem para espalhar nosso conhecimento.
Nossa história começou a mudar quando conhecemos a Alice, no ano passado. Ela é uma Kombi de quatro aninhos, que já tinha ganhado esse nome de seu antigo dono. Logo que soubemos que ela estava à venda, encaixamos nosso sonho dentro daquele pequeno espaço.

Vamos morar na Alice por três anos

Em maio sairemos pelo Brasil com a Alice, meus bonecos contadores de histórias e as máquinas fotográficas do Franco. Vamos morar na Kombi por três anos. Por isso ela já tem sofás que se transformam em camas, cozinha, iluminação, tudo! O projeto é ir de cidade em cidade fazendo oficinas de fotografia e de contação de histórias para crianças carentes.
Em cada cidade, ficaremos uma semana, pelo menos. A ideia é parar a Alice em algum estacionamento nas comunidades pobres e esperar a meninada se reunir. Nas oficinas que fizemos na periferia de São Paulo para testar o que vem por aí, reparamos o quanto a Kombi, por ser toda desenhada, atrai as crianças. Elas vão chegando e eu já mostro os bonecos. Aí elas se reúnem e ouvem as histórias que as marionetes contam. Assim, a garotada é conquistada e volta para aprender mais, trazendo os irmãos, os amigos...
Ah, nós também vamos ouvir tudo e todos. E queremos reunir as lendas de cada lugar para um dia transformar nossa experiência em um livro sobre a riqueza do nosso país.


Sem lenço, sem documento

A gente vai com o dinheiro que conseguiu economizar, mas estamos dispostos a trabalhar no que aparecer pelo caminho para completar nosso projeto. De cara, temos apenas duas paradas já agendadas: a primeira em Aguaí, em São Paulo, e a outra em Ibiraci, em Minas Gerais.
Meu coração está ansioso. Com esse trabalho nós alimentamos sonhos, e é isso que mais me anima agora. Fazer uma viagem e só fotografar é vazio. Pra mim, o que temos hoje é um empreendimento de vida. Vamos deixar uma marca em cada lugar que passarmos. Isso vale por qualquer dificuldade que aparecer.

*Inês Calixto, 46 anos, superv. de serviços educacionais, São Paulo, SP

Texto: Milena Lengruber

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