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terça-feira, 10 de agosto de 2010

BRASIS QUE NÃO SE CONHECEM E NEM SE ENTENDEM


Que é bonito ninguém pode negar. Esta relação familiar entre o índio e a natureza. Em que a arara multicolorida, como um arco-íris entra dentro do corpo do homem e homem também se torna uma ave. Tudo é muito estreito entre eles, homem e natureza, tão estreito que não se enxerga nenhuma diferença. É a Amazônia na sua expressão sagrada e máxima. Quase infinita. De tão grande ela é. Também é igualmente esquecida. E mais fica no imaginário como algo sagrado. Esta Amazônia necessita de dinheiro para ser preservada e mantida linda. Precisa de ciência para ser mais conhecida. De pesquisa para ser desvendada nas suas infinitas possibilidades.  

Ninguém precisa vir pra cá somente nas operações da Polícia Federal ou do IBAMA. Vir, fazer espetáculo mirabolante de helicópteros e algemas. Não. O Brasil rico e sabido deve vir pra cá de mala e cuia. Vir para ficar. A Amazônia precisa de mestres e doutores para morar dentro da floresta. E ficar aqui estudando o que é nosso de verdade. Se não daqui a pouco não sobra mais nada. Uma sacola com sementes no fundo da mala pode conter uma riqueza imensa. E assim se esvai a nossa biodiversidade, no fundo de cada mala, para virar trabalho cientifico bem distante, nas universidades do mundo extraordinário e feio. Onde tudo por lá é antigo e marrom. Aqui é verde e belo que nem a poesia pode expressar a sua beleza.

É isto é aí. Falei e disse. Precisamos de mestres e doutores para estudar toda a grandiosidade da Amazônia, entrar no seu admirável mundo microscópico. E ir mais longe ainda, espantar a miséria que temos por aqui. E a dar mais sentido ao isolamento do homem, levando pra todos os índios e ribeirinhos, além da luz da lua, e do canto das aves nas copas das árvores, levar também no meio de tudo, o mais sagrado bem - que é conhecimento científico da própria riqueza amazônica.  Para se preservar é preciso conhecer bem. E depois ganhar algum dinheiro com tudo isto. É muito oxigênio em troco de nada.


Estão aí estas crianças ribeirinhas sem medo de nada. Uma inocentinha ainda no colo de outra igualmente pura, brincando com a mãe natureza na sua ingenuidade de paraíso terrestre. Cadê a Declaração Universal dos Direitos do Homens? Ela diz que todo homem nasce igual em direitos e deveres. Cadê os direitos? Os direitos humanos. O bendito direito humano. O que adianta ser assim tão isolada? Como se não vivesse neste mundo? É gente, falar em Amazônia é bem fácil. É mais fácil ainda meter o pau neste povo aí que come jacaré e tracajá. Será que não pode comer? Quem te disse que não pode comer? Eles sempre comeram por todos os tempos imemorais e os bichos até hoje não acabaram.

Mais universidades nas florestas. Mais dinheiro para pesquisa cientifica. Mais bancos de germoplasma. Mais viveiros extraordinários para se replicar a floresta onde não exista mais. Mais pesquisador bem pago sumido nesta mundão de meu Deus. Nunca haverá paz enquanto na terra houver miséria. Nunca haverá preservação enquanto o ribeirinho continuar sendo um sub-homem. Ou quem sabe as outras civilizações queiram que tudo continue assim, com estes avatares desta selvageria extravagante? Ribeirinho um avatar sem nenhum "oscar". Só avatar e humanóide. Feliz em si mesmo como uma semente da castanha dentro do ouriço.

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