Ontem, tive a grata satisfação de conversar com o professor Mangebeira Unger. Considero-o como um dos mais preparados brasileiros, ainda mais, quando teve no Ministério do Lula, teve a lucidez de mostrar o grande drama da Amazônia e seus perenes conflitos - principalmente o choque frontal entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
No bate-papo ficou bem claro, que eleito governador, necessitarei muito dele, para realmente apontar os rumos de uma Rondônia bem diferente para o bem de todos. Onde iremos resolver com tecnologia, conheciento e boa vontade os principais dramas do Estado e que será um exemplo para toda a Amazônia.
Vamos aguardar mais alguns dias, para saber o que realmente deseja o povo de Rondônia. Continuar com a embromação demagógica até agora vista ou se desejam realmente alguma coisa de novo para girar a agulha da bússola.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Pesquisa em Ciência e Tecnologia é a saída da dependência
Por Vicente Eduardo Ribeiro Marçal
É fato que o modelo dos países de primeiro mundo, em alguns aspectos, serve para nortear a caminhada dos países em desenvolvimento rumo a sua independência, de fato, na roda viva do mundo contemporâneo.
Não falo aqui em copiar as mazelas a que esses países relegam parte de sua população e das populações empobrecidas do mundo, mas no que eles fizerem em seu histórico de desenvolvimento para atingirem o nível de desenvolvimento em que se encontram.
Com isso em mente, podemos perceber que os países, chamados desenvolvidos, têm como prioridade o investimento em pesquisas científicas e tecnológicas de todos os níveis e áreas do saber. Isso é fato, pois desde Francis Bacon (1561 – 1626) conhecimento é poder.
Investir em ciência e tecnologia, para que se produza o conhecimento necessário sobre a região que se ocupa, suas características e como explorá-las de forma sustentável são garantias de independência, pois a produção de riquezas está relacionada de forma direta ao domínio científico e tecnológico que se tem. Afinal vale muito mais o produto manufaturado do que a simples produção de matéria-prima.
Assim, para o desenvolvimento de Rondônia e da região da Amazônia Legal, como um todo, passa, necessariamente, pelo investimento que os governos estaduais da região, aliado ao federal, fará no desenvolvimento científico e tecnológico.
Os investimentos em segurança, saúde, educação, trânsito etc., passam pelo investimento em ciência e tecnologia, afinal sem conhecimento em cada uma das áreas o que se fará será a importação de soluções que, no máximo, serão paliativas e tornarão a região dependente de outras que detenham o conhecimento.
Conhecer é ser livre. Livre da tutela alheia. Livre da dominação externa seja ela nacional ou internacional. Para se conhecer é necessário se investir. Investir na formação e fixação de pesquisadores, cientistas, filósofos, sociólogos, enfim, em pensadores que promovam a autonomia e maioridade da região.
Torno público esse meu pensamento, entendendo ser prioridade, nesse momento do Estado de Rondônia, a criação da FAPERO – Fundação de Amparo à Pesquisa de Rondônia. Para que essa fundação, assim como as homônimas das outras regiões, capte dinheiro nas agências financiadoras e promova a pesquisa científica e tecnológica e a fixação dos pesquisadores no nosso Estado. Esse deve ser um sério compromisso do novo governador de Rondônia, para que, de fato, Rondônia se torne um estado independente das outras regiões e contribua para a independência da Amazônia Legal e que o conhecimento que se produza sobre a Amazônia seja legitimamente AMAZÔNIDA.
É fato que o modelo dos países de primeiro mundo, em alguns aspectos, serve para nortear a caminhada dos países em desenvolvimento rumo a sua independência, de fato, na roda viva do mundo contemporâneo.
Não falo aqui em copiar as mazelas a que esses países relegam parte de sua população e das populações empobrecidas do mundo, mas no que eles fizerem em seu histórico de desenvolvimento para atingirem o nível de desenvolvimento em que se encontram.
Com isso em mente, podemos perceber que os países, chamados desenvolvidos, têm como prioridade o investimento em pesquisas científicas e tecnológicas de todos os níveis e áreas do saber. Isso é fato, pois desde Francis Bacon (1561 – 1626) conhecimento é poder.
Investir em ciência e tecnologia, para que se produza o conhecimento necessário sobre a região que se ocupa, suas características e como explorá-las de forma sustentável são garantias de independência, pois a produção de riquezas está relacionada de forma direta ao domínio científico e tecnológico que se tem. Afinal vale muito mais o produto manufaturado do que a simples produção de matéria-prima.
Assim, para o desenvolvimento de Rondônia e da região da Amazônia Legal, como um todo, passa, necessariamente, pelo investimento que os governos estaduais da região, aliado ao federal, fará no desenvolvimento científico e tecnológico.
Os investimentos em segurança, saúde, educação, trânsito etc., passam pelo investimento em ciência e tecnologia, afinal sem conhecimento em cada uma das áreas o que se fará será a importação de soluções que, no máximo, serão paliativas e tornarão a região dependente de outras que detenham o conhecimento.
Conhecer é ser livre. Livre da tutela alheia. Livre da dominação externa seja ela nacional ou internacional. Para se conhecer é necessário se investir. Investir na formação e fixação de pesquisadores, cientistas, filósofos, sociólogos, enfim, em pensadores que promovam a autonomia e maioridade da região.
Torno público esse meu pensamento, entendendo ser prioridade, nesse momento do Estado de Rondônia, a criação da FAPERO – Fundação de Amparo à Pesquisa de Rondônia. Para que essa fundação, assim como as homônimas das outras regiões, capte dinheiro nas agências financiadoras e promova a pesquisa científica e tecnológica e a fixação dos pesquisadores no nosso Estado. Esse deve ser um sério compromisso do novo governador de Rondônia, para que, de fato, Rondônia se torne um estado independente das outras regiões e contribua para a independência da Amazônia Legal e que o conhecimento que se produza sobre a Amazônia seja legitimamente AMAZÔNIDA.
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
DIÁRIO DE BORDO
DE ADMIRADOR A ADMIRADO
Porto Velho, 29 de setembro de 2010 - 15h01
Porto Velho, 29 de setembro de 2010 - 15h01
As ideias de Confúcio Moura sobre desenvolvimento sustentável para Rondônia verteram de diversas fontes, entre elas, a mente brilhante do ex-ministro de Assuntos Estratégicos, professor vitalício de Harvard, membro eleito da Academia Americana de Artes e Ciências, advogado Roberto Mangabeira Unger. Na vinda do vice-presidente do PMDB Nacional, Michel Temer, à Rondònia, na tarde desta quarta-feira (29), para prestar apoio à Aliança por Uma Rondônia Melhor para Todos, Unger foi a grata surpresa. Admirador confesso do coordenador do Conselho Gestor do Plano Amazônia Sustentável (PAS) do Governo Lula e professor que já teve entre seus alunos em Harvard nada menos que o atual presidente americano Barack Obama, Confúcio foi surpreendido com elogios escancarados do ex-ministro.
“Confúcio Moura encarna a tese de que o desenvolvimento sustentável é includente. Não será sustentável se não for includente. A Amazônia não é apenas um punhado de árvores, é, sobretudo, uma sociedade de pessoas (...) esse modelo de desenvolvimento passa pelo binômio regularização fundiária e regularização ambiental. É a porta de entrada para o novo paradigma econômico, que combina lavouras perenes, pecuária intensificada, manejo florestal sustentável e produção para o agronegócio. Tudo a ser sustentado por um choque de educação, ciência e tecnologia. É isso que Confúcio Moura representa”, disse Unger sobre Confúcio em entrevista coletiva. Deu pra notar semelhanças com o discurso de Confúcio sobre os planos que tem para governar o Estado? Precisa mais o quê para saber se o Doutor é ou não o mais preparado para governar Rondônia?
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